DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR EM PACIENTES COM PERDAS POSTERIORES USUÁRIO DE PRÓTESE PARCIAL REMOVÍVEL

Maria Aneise Ribeiro de Azevedo, Camila Maria Bastos Machado de Resende, Arthur César de Medeiros Alves, Gustavo Augusto Seabra Barbosa

Resumo


Introduçáo: A utilizaçáo de próteses para substituir espaços edêntulos na cavidade bucal do paciente pode funcionar para alguns dentistas como axioma que se aplica a todos os casos com o intuito de prevenir a ocorrência de um colapso do sistema estomatognático. Objetivo: Verificar se a presença de disfunçáo temporomandibular (DTM) estava mais associada a pacientes que possuíam suporte posterior reduzido (arco dental curto – ADC) e náo utilizavam próteses para substituir as ausências dentárias em relaçáo aos que utilizavam próteses parciais removíveis (PPR). Metodologia: Realizou-se um estudo observacional comparativo no Departamento de Odontologia da UFRN, onde 831 indivíduos foram triados, 77 adequavam-se aos critérios de inclusáo e destes 36 foram examinados para o diagnóstico da presença de DTM pelo Critério de Diagnóstico em Pesquisa para Disfunções Temporomandibulares (RDC-TMD) por um único examinador treinado. Resultados: Os pesquisados apresentavam idade média de 58,78 anos. Utilizou-se o teste exato de Fisher com nível de confiança de 95%. 61% dos pacientes possuíam DTM. Destes, 68,2% náo utilizavam PPR enquanto que 31,8% utilizavam, embora, quando avaliado todos os pacientes, náo tenha havido diferença estatisticamente significante (p=0,569). Conclusáo: Pode-se verificar que a prevalência de DTM na amostra estudada, apesar de maior, náo diferiu entre os pacientes usuários ou náo de próteses dentárias. Assim, ressalta-se a importância de uma avaliaçáo individualizada de cada caso antes do tratamento. Palavras-chave: Transtornos da Articulaçáo Temporomandibular, Arco Dental, Arcada Parcialmente Edentada.



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