Revista Educação em Questão https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao <p style="margin: 0px;"><strong>Scope:</strong> A Revista <em>Educação em Questão</em> é um periódico do Centro de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Periódico (<em>on</em>-<em>line</em>), de fluxo contínuo e de acesso aberto, publicado em quatro edições anuais com artigos originais e inéditos de Educação, resultantes de pesquisa cientifica, além de resenhas de livros e documentos históricos.</p> <p style="margin: 0px; text-align: left;"><strong>Área do conhecimento</strong>: Educação <strong>Qualis/CAPES</strong>:A2 <strong>e-ISSN</strong>:1981-1802 <strong>Contato</strong>: <a title="E-mail" href="mailto:eduquestao@ce.ufrn.br" target="_blank" rel="noopener">eduquestao@ce.ufrn.br</a></p> Portal de Periódicos Eletrônicos da UFRN pt-BR Revista Educação em Questão 0102-7735 <div align="justify"> <blockquote> <p>À Revista&nbsp;<em>Educação em Questão</em>&nbsp;ficam reservados os direitos autorais no tocante a todos os artigos nela publicados.</p> <p>A Revista Educação em Questão reserva-se ao direito de não publicar artigos e resenhas de mesma autoria (ou em co-autoria) em intervalos inferiores há dois anos.</p> </blockquote> </div> Editorial https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/18868 <p>Editorial</p> Marta Maria de Araújo Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID18868 Método de resolver problemas para promover a formação conceitual em crianças escolares https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/19159 <p>O objetivo do presente trabalho é mostrar a experiência de um estudo dedicado ao trabalho psicológico e pedagógico na resolução de problemas na escola primária. Propõe-se um método que permite reorganizar o conteúdo para que os alunos resolvam os problemas aritméticos. A pesquisa baseia-se na teoria da atividade aplicada ao processo de ensino-aprendizagem.&nbsp; Trabalho-se com um grupo de segundo ano da escola particular na cidade de Puebla (México). Os resultados mostram que, participando paulatinamente do processo de formação, os alunos conseguiram identificar corretamente os dados e seus relacionamentos para a solução, além do plano de ação verbal externo ter sido alcançado e com uso independente dos algoritmos. Conclui-se que o conteúdo da base orientadora garante o desenvolvimento da análise dos problemas com base nas relações essenciais existentes entre os dados.</p> Yolanda Rosas Rivera Yulia Solovieva Luis Quintanar-Rojas Copyright (c) 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID19159 Estruturadas X Desestruturadas: https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/18034 <p>Em âmbito escolar, é comum ouvir comentários acerca de famílias “estruturadas” ou “desestruturadas”, surgindo a necessidade de entender essa realidade, buscamos averiguar o que docentes e gestoras escolares querem dizer quando utilizam essas terminologias. O referencial teórico baseia-se em pesquisas que abordam sobre os conceitos de estrutura e desestrutura familiar, além de estudos na área da educação sobre a mesma temática. A coleta de dados foi realizada em três municípios sul-mato-grossenses com um total de seis mulheres, sendo três docentes e três gestoras escolares. Os resultados evidenciam que família “estruturada” é vista como o modelo tradicional, composto por pai, mãe e filhos, enquanto que todas as outras configurações familiares são vistas como “desestruturadas”. Contudo, problematizamos que o que caracteriza a desestrutura familiar são atitudes e comportamentos, ou a não garantia de segurança e proteção a todos os membros, não havendo relação direta com as diferentes formas de arranjos familiares.</p> Josiane Peres Gonçalves Edla Eggert Copyright (c) 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID18034 Contribuições da pesquisa pós-qualitativa para o campo de estudo da educação ambiental https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/16995 <p>O manuscrito apresenta um ensaio teórico que objetiva investigar aproximações teórico-metodológicas entre a investigação pós-qualitativa e a educação ambiental. Foram analisados 18 artigos que tomam por base a investigação pós-qualitativa, os quais foram selecionados em três fontes: 1-) base de dados <em>ERIC - Education Resources Information Center</em>, 2-) edição especial do periódico <em>International Journal of Qualitative Studies in Education </em>e 3-) referências de textos encontrados nesses artigos. A partir da análise desses estudos, identificou-se oito aspectos que se configuram como paralelos às reflexões e preocupações no campo de pesquisa da educação ambiental, sendo eles: materialização do discurso, virada ontológica, superação da dicotomia sujeito~objeto, postura ideológica na pesquisa, ontologia plana, representação dos dados coletados e analisados e reflexões e inovações teórico-metodológicos. O manuscrito conclui que, dependendo da questão de pesquisa, há possibilidades de apropriação da pesquisa pós-qualitativa no campo da educação ambiental.</p> Valéria Ghisloti Iared Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID16995 Mídias digitais potencializadoras de atos de curriculo e autorías em redes de aprendizagem híbridas https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/17841 <p>Neste artigo, os autores discutem o papel das mídias digitais como geradoras de currículos autorais em redes híbridas de aprendizagem. Questões instigadoras relacionadas ao papel da cibercultura, em tempos de mobilidade ubíqua e seu impacto na maneira de ensinar e aprender, bem como a relevância da mediação compartilhada, da colaboração e da interatividade nos processos educacionais são discutidos neste artigo. Por fim, os autores apresentam dois exemplos de materialização de autorias que surgiram a partir de atos de currículo propostos no desenvolvimento de suas aulas, realizadas no contexto formativo da disciplina "Cotidianos Escolares e Currículos - uma prática social em formação", que integra o Curso de Pós-graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e da disciplina de Informática na Educação do curso de Pedagogia da graduação a distância da Uerj / Cederj, no período de 2016-2017.</p> <p>&nbsp;</p> Mirian Maia do Amaral Felipe Carvalho Rosemary Santos Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID17841 “As brincadeiras denunciavam que eu era uma criança viada”: https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/18651 <p>O presente artigo tem por objetivo refletir sobre as brincadeiras de infância de seis professores gays egressos dos cursos de licenciatura em Pedagogia, Matemática e Biologia do Campus VII, da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Teoricamente esta pesquisa baseia-se nos estudos de gênero, na sexualidade, na ludicidade e nos estudos queer. Desenvolvemos uma pesquisa qualitativa com uma abordagem (auto)biográfica sobre as experiências de vida e as trajetórias formativas dos professores. Verificamos que a criança viada se revela na transgressão das brincadeiras autorizadas. Em consequência, meninas e gays são vítimas de insultos, vigilância, segregação, silenciamento e repressão social. Para se prevenirem das possíveis agressões muitas crianças adotam a duplicidade e o jogo dissimulado. São necessárias mais reflexões sobre as sexualidades não normativas no ambiente escolar como instrumento potencial da educação para a produção da diferença, e não como sinônimo de diversidade, comumente apresentado nos currículos escolares.</p> Alfrancio Ferreira Dias Pedro Paulo Souza Rios Paulo Brazão Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID18651 A educação rural concebida por Renato Sêneca Fleury em meados da década de 1930 https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/18235 <p>O artigo estuda a concepção de educação rural formulada por Renato Sêneca Fleury em meados da década de 1930. Este autor de vasta obra didática não via contradições entre a educação escolarizada no campo e os princípios de educação ativa da Escola Nova. Assim, a sua abordagem constitui-se como possibilidade interpretativa de uma Escola Nova rural. É objetivo do atual estudo compreender como formulações educacionais envolvendo o homem do campo tiveram em Renato Fleury uma concepção alternativa para a educação rural brasileira. Os procedimentos metodológicos utilizados privilegiaram a análise de sua principal obra teórica sobre o tema, o livro <strong>Educação rural</strong>, de 1936. Com propósitos ilustrativos, o artigo exemplifica como isto ocorreu em partes do instrumento de letramento publicado por ele em 1935, o livro <strong>Na roça</strong>: cartilha rural para alfabetização rápida. Os textos de outros autores que estudaram a produção de Renato Fleury subsidiaram a análise aqui executada.</p> Macioniro Celeste Filho Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID18235 O que dizem os professores indígenas Tembé sobre a educação escolar e o futuro da aldeia: https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/17728 <p>O presente estudo compõe parte da pesquisa realizada com professores indígenas Tembé na Terra Indígena do Alto Rio Guamá. Neste artigo analisamos as representações sociais de professores Tembé sobre o futuro da aldeia e a educação. O aporte teórico-metodológico que fundamentou a construção deste estudo foi a Teoria das Representações Sociais. Como instrumento de coleta de dados utilizamos a entrevista narrativa. O tratamento e análise dos dados se baseou na análise de conteúdo, com ênfase na evocação livre. Os sujeitos da pesquisa foram selecionados através de critérios previamente definidos. As análises possibilitaram compreender que o acesso às amenidades urbanas constitui possibilidade de desenvolvimento econômico e educacional e imprime diferenciações à aldeia, interferindo no modo de vida da população. As representações sociais sobre o futuro da aldeia e a educação se organizam dando sentido a esta, como aporte à preservação das identidades e às possibilidades de desenvolvimento futuro para os indígenas Tembé.</p> Glauber Ranieri Martins da Silva Ivany Pinto Nascimento Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID17728 Ensino de gramática: https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/18043 <p>O artigo resulta de uma pesquisa que analisou os saberes e as práticas mobilizadas por um professor de língua portuguesa do 9º ano do ensino fundamental ao ensinar gramática/análise linguística. Apoiamo-nos, por um lado, em discussões sobre o ensino de gramática/análise linguística e, por outro, em reflexões referentes aos saberes e às ações docentes. Trata-se de um estudo qualitativo, desenvolvido por meio do uso dos seguintes procedimentos: seção de grupo focal, observação em sala de aula e entrevistas. Os dados analisados apontaram que as ações do professor observado ao ensinar gramática parecem ter recebido influência de suas experiências como aluno da Educação Básica e de experiências vividas no exercício da ação docente, que assumiam um peso maior que os conhecimentos das novas orientações para o ensino gramática a que teve acesso. Quanto ao uso do livro didático, o professor não se sujeitava ao que era apresentado, mas produzia encaminhamentos diferentes.</p> Rafaella Silva Sales Alexsandro da Silva Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID18043 As representações sociais de docência e a constituição identitária de licenciandos em Química https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/18085 <p>Este estudo investigou as representações sociais sobre a docência e sua influência na constituição da identidade profissional de licenciandos em Química. Os dados foram interpretados por meio do diálogo entre duas teorias: a das representações sociais, na perspectiva de Serge Moscovici, e a da identidade profissional de Claude Dubar. Ser professor para esse grupo social relaciona-se à realização pessoal, intrinsecamente ligada à motivação, à autonomia, à inovação, ao afeto para com os estudantes e à necessidade de escutá-los. Os relatos que compuseram os dados deste estudo nos auxiliam a compreender o papel do olhar do outro na constituição identitária. É por meio de tal olhar que o sujeito pode também se reconhecer. Esperamos que o presente estudo possa contribuir para a ressignificação da formação docente, considerando-a enquanto construção diacrônica, permeada pelo contexto social, pela atribuição dos outros e pelas representações sociais dos atores envolvidos no processo.</p> Camila Lima Miranda Vera Maria Nigro de Souza Placco Daisy de Brito Rezende Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID18085 Racismo na educação escolar https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/18289 <p>Este artigo tem por objetivo problematizar e refletir acerca do sujeito negro e a sua relação com o saber escolar. Para tanto, escolhemos, como ponto de partida, o texto literário <em>Lembrança das lições</em> (1996), do autor negro Cuti, Luiz Silva, para servir como elemento deflagrador dessa problemática, já que esse texto literário materializa para a ficção os dramas comumente vivenciados pela população negra nas escolas. Partindo de uma pesquisa bibliográfica, pretendemos discutir sobre o modo como o negro é representado nas mídias e ambientes escolares e o impacto dessas representações na forma como ele enxerga a sua condição e, consequentemente, no modo como se relaciona com o saber escolar. No decorrer de nossa investigação pudemos constatar que muitos discursos, com ampla difusão em diversas mídias e no próprio âmbito escolar, podem propiciar a perpetuação do racismo de cor, de modo que suas consequências na vida de um sujeito negro podem, e geralmente são, como exposto no texto supracitado, ser devastadoras.</p> Gabriel Gustavo Santos Rosiney Aparecida Lopes do Vale Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID18289 Para uma cartografia de infâncias queer no currículo escolar: caminhos investigativos https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/article/view/18585 <p>Infâncias <em>queer</em>, desidentificadas dos padrões de gênero e sexualidade instituídos, estão presentes no currículo escolar, <em>aquecem</em> nossas pesquisas e docências, <em>incendeiam</em> nossas certezas e enchem o território curricular de <em>chispas </em>incandescentes e incontroláveis. Este artigo, instalando-se nos estudos do campo curricular de perspectiva pós-crítica, tem como objetivo mostrar o mapa do fazer cartográfico desenhado para a realização de uma pesquisa de mestrado que investigou as resistências e os modos de vida forjados pelas crianças <em>queer</em> e suas infâncias, que chamamos de “fogueirinhas”, no currículo dos anos iniciais do ensino fundamental, de uma escola pública de Belo Horizonte. O argumento desenvolvido neste artigo é o de que para cartografar infâncias <em>queer</em> faz-se necessário entrar em um jogo de experimentação de posturas brincantes e inventivas, em um <em>devir-criança</em> que nos possibilite desmantelar a lógica <em>adulto-centrada </em>e <em>criar</em> procedimentos de pesquisa mais sensíveis aos movimentos minoritários dessas infâncias.</p> João Paulo de Lorena Silva Copyright (c) 2019 Revista Educação em Questão http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2019-11-29 2019-11-29 57 54 10.21680/1981-1802.2019v57n54ID18585