Revista do GELNE
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<p style="margin: 0px;"><span style="margin: 2px;"> <strong>Scope:</strong> A Revista do Gelne, periódico do Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste, tem como objetivo divulgar pesquisas, estudos e investigações nas áreas de Língua, Linguística e Literatura.<br></span></p> <p style="margin: 0px; text-align: left;"><strong>Área do conhecimento</strong>:Lingüistica, letras e artes <strong>Qualis/CAPES</strong>:B1 <strong>e-ISSN</strong>: 2236-0886 <strong>Contato</strong>: <a title="E-mail" href="mailto:revista@gelne.org.br" target="_blank" rel="noopener">revistagelne@gmail.com</a></p>Portal de Periódicos Eletrônicos da UFRNpt-BRRevista do GELNE2236-0883<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/" rel="license"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/3.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></a><br>Este trabalho foi licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada</a>.</p>O processo de leitura em língua espanhola: uma proposta didática
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/21986
<p>Este artigo tem como objetivo apresentar uma proposta didática para a leitura e interpretação de texto em língua espanhola. Para tanto, elegemos o conto <em>El almohadón de plumas</em>, de Horario Quiroga, uma das narrativas curtas mais importantes da América Latina. Nossa proposta é orientada pela visão humanizadora que Candido (2002, 2004) possui da literatura, bem como da noção de Soares (2011) de que a escolarização da referida arte deve ser feita de forma adequada. Além disso, nossa metodologia é baseada nas etapas do processo de leitura apresentadas por Menegassi (2010), a saber: decodificação, compreensão, interpretação e retenção. Com isso, esperamos que os estudantes de língua espanhola se tornem leitores mais críticos e saibam como interpretar e se apropriar do conteúdo temático do texto.</p>Felipe da Silva Mendonça
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2021-01-252021-01-2523141610.21680/1517-7874.2021v23n1ID21986O movimento “#ELENÃO” e seu apagamento discursivo sob a contranarrativa do “#ELESIM”
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/21275
<p><strong>RESUMO: </strong>Entendendo a língua como um construto de significados e significantes, e que produções discursivas são uma forma de construir narrativas através da produção de sujeitos, ideologicamente interpelados; adentramos à cena político-discursiva das eleições de 2018 com o intuito de proceder a uma investigação, à luz da Análise do Discurso de linha francesa, sobre a construção do contradiscurso que aviltou o êxito da maior manifestação social liderada por mulheres da história do Brasil. Metodologicamente, partimos da análise de enunciados retirados da rede social <em>Facebook</em>, onde ocorreu a maior concentração de apoio a essas narrativas. Com isso, pretendemos estabelecer a correlação entre os discursos antagônicos que culminaram no desfecho das manifestações de 2018, demonstrando, assim, como se deu o processo de (re) significação que reavivou condutas discriminatórias, as quais, até então, pensava-se estarem obsoletas, mas foram reintroduzidas no coletivo nacional. Para tanto, no que diz respeito à construção dos sentidos, memória e sujeito, reportamo-nos a Pêcheux (2010), com reflexões em Courtine (2006), Brandão (2004) e Grigoletto (2005). A partir das análises e verificações, percebe-se a influência ideológica que os arranjos enunciativos exercem sobre as práticas e escolhas discursivas dos sujeitos.</p> <p><strong> </strong></p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE: </strong>Análise do Discurso (AD); movimento #EleNão; sujeito; contradiscurso.</p> <p><strong> </strong></p>Jamile Silva
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2021-01-252021-01-25231172810.21680/1517-7874.2021v23n1ID21275Genética textual: um estudo dos tipos e funções das rasuras em manuscritos de alunos recém-alfabetizados
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/20428
<p>O presente artigo analisa as rasuras que surgem em processos de produção textual realizados em sala de aula dos quais participam duplas que escrevem colaborativamente. Apoiado na Genética textual, através de uma abordagem enunciativa, este estudo elege como categorias de análise os tipos e as funções de rasuras e tem por objetivos: a) a análise e classificação das rasuras em dois processos de criação textual dos quais participam alunas do 2º ano do ensino básico, de uma escola da cidade de Maceió, AL - Brasil - e alunas do 2º ano do ensino fundamental de uma escola da cidade de Aveiro - Portugal, todas com 7 anos de idade, cujos dados foram captados através do Sistema Ramos, um dispositivo de captura multimodal em tempo e espaço real da sala de aula; b) em segundo lugar, comparar e discutir as nomenclaturas, os tipos e as funções das rasuras já existentes tendo em vista a variação existente na área; e, c) por fim, verificar quais mais ocorrem, comparando alunos brasileiros com alunos portugueses. Uma vez que o protocolo para a coleta de dados utilizado nos dois países foi o mesmo, importa-nos responder quais funções são mais utilizadas e sobre o que incidem as rasuras nos dois grupos.</p>Cristina FelipetoDayane Rocha de Oliveira
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2021-01-252021-01-25231294210.21680/1517-7874.2021v23n1ID20428Das janelas aos porões: a construção da sensibilidade criadora em cadernos de infância, de Norah Lange
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/22286
<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho busca analisar a construção do </span><em><span style="font-weight: 400;">eu</span></em><span style="font-weight: 400;"> pela escrita memorialística no livro </span><em><span style="font-weight: 400;">Cadernos de infância</span></em><span style="font-weight: 400;">, da escritora argentina Norah Lange. Publicada pela primeira vez em 1937, a obra é composta por diversos fragmentos, que narram eventos da infância da personagem-Norah, os quais se combinam para construir essa identidade individual, ligada a um determinado modo de estar no mundo e um olhar pessoal para as coisas, cujo desenvolvimento é o foco principal de sua narração. Pretende-se examinar alguns aspectos constitutivos dessa escrita, tais como a seleção dos episódios e a linguagem marcada pela poeticidade, buscando destrinchar o (auto)retrato que se propõem a criar. Pensa-se este relato memorialístico como uma procura no terreno fértil da infância pelo </span><em><span style="font-weight: 400;">eu</span></em><span style="font-weight: 400;"> que se tornará o escritor mais tarde, porém não como uma mera busca no passado, mas uma construção que se dá a partir do ato de lembrar no presente, com todas as ressignificações que acompanham esse movimento. Nesse sentido, este artigo busca analisar três questões fundamentais na narrativa, explorando como elas se conectam na busca por uma coerência, mesmo que dispersa, mas necessária para a criação dessa sensibilidade autoral: 1) a linguagem poetizada e conotativa que exprime os acontecimentos, 2) o enfoque dado ao detalhe, ao minúsculo, aos silêncios entre as palavras 3) a escolha temática por episódios relacionados a mortes, doenças, medos e tudo que apresente alguma fragilidade. Como aporte teórico, utilizam-se textos de estudiosos como Aleida Assmann, Jeanne-Marie Gagnebin, Joel Candau, Mikhail Bakhtin e Michael Pollak, entre outros.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">PALAVRAS-CHAVE: </span><em><span style="font-weight: 400;">Cadernos de infância</span></em><span style="font-weight: 400;">; escrita memorialística; construção identitária.</span></p>Júlia Azzi
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2021-01-252021-01-25231435510.21680/1517-7874.2021v23n1ID22286O espaço-tempo da gramatização brasileira: uma agenda dialetológica na linguística nacional
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/22317
<p>Este trabalho propõe a discussão da temática da <em>espacialidade</em> na Linguística Brasileira e seu funcionamento na relação língua/sujeito/estado num período que vai do final do século XIX a meados do século XX. Trabalhamos dentro de uma perspectiva discursiva, como diz Orlandi (2001), utilizando as considerações de Auroux (2009) sobre o processo de <em>gramatização</em> e sobre os instrumentos tecnológicos deste processo, como os dicionários e as gramáticas. Tentamos investigar como estas tecnologias linguísticas produzem discursos num determinado espaço-tempo brasileiro, e como estes discursos se relacionam para a constituição da Língua Portuguesa. Funcionando dentro de uma política de línguas do final do século XIX, é a partir deste discurso sobre a espacialidade brasileira que poderemos pensar numa série de práticas que vão afastar a Língua portuguesa falada no Brasil da de Portugal, e, mais tarde, tentar confirmar a unidade de uma língua nacional. Contraditoriamente, é a partir desta mesma unidade imaginária que as questões sobre a diversidade concreta da língua falada em território nacional vão surgir e ganhar força. Em nossa perspectiva, percebemos a construção e o funcionamento de uma agenda de cunho dialetológico que permeará os Estudos da Linguagem no Brasil.</p>Marcelo Gonçalves
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2021-01-252021-01-25231567110.21680/1517-7874.2021v23n1ID22317O ensino de morfologia na educação básica: algumas reflexões e propostas
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/20850
<p>Neste trabalho, buscamos refletir sobre a cena contemporânea do ensino de morfologia no Brasil, na educação básica, e, a partir daí, propor atividades que privilegiem o funcionamento da gramática no texto. O nosso trabalho está inserido no campo da Linguística Aplicada, por ser uma área interdisciplinar que aborda questões de ensino e aprendizagem de línguas. Nesse sentido, refletimos sobre contribuições da Linguística Textual e da Análise do Discurso para teorias e documentos que provocaram uma mudança na perspectiva de compreender o ensino de gramática. Concluímos que há um descompasso entre teorias pedagógicas e práticas de ensino quanto ao trabalho com a gramática na escola, inclusive no campo da morfologia, por isso se faz necessário contribuir com reflexões e propostas nessa área.</p>Fábio Araújo Oliveira
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2021-02-092021-02-09231728210.21680/1517-7874.2021v23n1ID20850Os territórios do hospício e o domínio da loucura na imaginação literária de Guillermo Rosales
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/23777
<p>A trajetória biográfica do escritor cubano Guillermo Rosales é atravessada por um extenso histórico de violência, desajustes e frustrações. Perseguido por vozes e visões que o atormentavam, Rosales foi diagnosticado com esquizofrenia ainda durante a adolescência, tendo passado por diversas instituições psiquiátricas ao longo da vida. Parte dessas experiências estão expostas em sua obra de maior destaque, o romance <em>Boarding Home</em>, publicado originalmente em 1987. No livro, Rosales dá voz a seu <em>alter ego</em>, o protagonista William Figueras, escritor exilado da ilha de Cuba que narra sua rotina na condição de interno em um sanatório particular nos Estados Unidos. O personagem expõe os abusos, as situações precárias do hospício e as constantes agressões físicas e psicológicas às quais ele e outros pacientes são submetidos, descrevendo um cenário no qual os sujeitos tornam-se progressivamente despojados de individualidade. Assim, tomando como referência o espaço asilar do manicômio e seu contexto de aniquilação de subjetividades, este artigo busca refletir sobre as dinâmicas de <em>deterioração identitária</em> no mundo do internado e os processos de desfiguração pessoal aplicados ao regime de confinamento na <em>home</em>. Nessa perspectiva, mobilizam-se os pressupostos teóricos do sociólogo canadense Erving Goffman (1987), nas discussões acerca das instituições totais, e os principais mecanismos de mortificação associados a tais estabelecimentos. As análises foram realizadas com base na edição original do romance, publicada pela editora espanhola Siruela, em 2003. Argumenta-se que a <em>Boarding Home</em>, enquanto suposta casa de saúde mental, desvia-se gravemente de sua finalidade terapêutica, na medida em que os personagens incorporam e reproduzem a violência da estrutura institucional que os suplicia. Nessas circunstâncias, compreende-se que o espaço manicomial não opera como local de acolhimento ou cuidado, mas como engrenagem de opressão, abandono e extermínio de vidas humanas.</p>Isaque de Moura
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2021-02-112021-02-11231839810.21680/1517-7874.2021v23n1ID23777Linguagem, gênero e sexualidade na educação de jovens e adultos: uma proposta de multiletramentos críticos
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/22564
<p>Gênero e sexualidade na escola são temas conflituosos e permeados de percalços na prática pedagógica (MOITA LOPES, 2013). Contrário à crença popular, tratar desses assuntos não se resume a falar abertamente sobre práticas sexuais seguras ou sobre gravidez na adolescência, tampouco se trata de expor os estudantes a objetos ou aparatos que incitem à prática sexual. Com uma compreensão mais ampla sobre como questões de gênero e experiências sobre sexualidades diversas podem impactar no desenvolvimento saudável de alunos/as e de sua relação com a aprendizagem no espaço escolar, esta pesquisa, de natureza qualitativa e de caráter interpretativista, situada no âmbito da linguística aplicada indisciplinar (KLEIMAN, 2013; MOITA LOPES, 2006), analisa a recorrência da temática de gêneros e sexualidades nesse contexto e propõe possibilidades de como abordá-la em sala de aula, a partir de práticas de multiletramentos (COPE; KALANTZIS, 2015; ROJO, 2012), nas aulas de língua portuguesa da Educação de Jovens e Adultos (EJA) mediante práticas de leitura, análise linguística e escrita guiadas pela <em>Proposta Curricular para a Educação de Jovens e Adultos </em>(BRASIL, 2002). Para tanto, objetiva-se: 1) identificar e discutir quais itens linguísticos têm sido utilizados no contexto escolar para se referir às identidades de gênero e sexualidades, e 2) apresentar uma proposta de ensino que contemple a temática proposta com base nas funcionalidades da linguagem (ANTUNES, 2009; BAGNO, 2009). Resultados gerais indicam a necessidade de uma abordagem de identidades de gênero e de sexualidades no contexto escolar que desafie visões essencialistas dos indivíduos e promova uma atitude de respeito à diversidade frente aos desafios que a sociedade contemporânea nos apresenta para além dos muros da escola.</p>André Luiz Souza da SilvaThayse Silva da Rocha DiasFábio Alexandre Silva Bezerra
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2021-02-112021-02-112319911710.21680/1517-7874.2021v23n1ID22564A coerência segundo a perspectiva da teoria da linguagem de Eugenio Coseriu
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/23957
<p>Em trabalhos já historicamente reconhecidos na Linguística Textual, a coerência, de forma geral, tem sido concebida como mensagem ou conteúdo do texto, ou ainda como uma rede de relações conceituais que se estabelecem na tessitura textual. Neste trabalho, a partir da teoria da linguagem de Eugenio Coseriu na qual ele propõe a existência de três níveis da linguagem (universal, histórico e textual), revemos os traços (nem sempre conciliáveis) imputados à coerência. Nosso objetivo é, assim, apresentar uma proposta de compreensão da coerência com base na teoria dos níveis da linguagem. Como conclusão, consideramos que a coerência não é um fenômeno único e homogêneo. Trata-se, ao contrário, de um fenômeno tripartido do qual emergem três objetos teóricos, cada um deles alinhado a um nível da linguagem.</p>Clemilton Lopes PinheiroJéssica Santos de Oliveira
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2021-02-112021-02-1123111813010.21680/1517-7874.2021v23n1ID23957Uma Proposta linguística de classificação de constituintes morfológicos que compõem formas verbais latina
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/22444
<p>Tomando como base a comutação que se faz no eixo paradigmático para a identificação e classificação de morfema (SAUSSURE, 2012, p. 171-175) e (CASTILHO, 2010, p. 46-48), inquietamo-nos quanto à classificação apresentada nas Gramáticas Latinas, a respeito de alguns constituintes (vogal de ligação, desinência modo-temporal e desinência número-pessoal), em determinadas conjugações. Por conta disso, apresentamos este estudo, no qual discutimos a classificação de alguns constituintes, com base na Teoria Estruturalista – que estuda a estrutura e a formação dos vocábulos, colocando o morfema no centro da análise –, para demonstrarmos todos os morfemas/elementos que constituem cada forma (pessoa/modo-tempo/conjugação) verbal latina da diátese ativa, nos tempos do <em>infectum</em>, e, com isso, apresentarmos uma proposta de classificação de alguns constituintes verbais latinos, condizente com estudos linguísticos modernos.</p>Soraya Paiva ChainVictor de Lima Serudo
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2021-02-112021-02-1123113114410.21680/1517-7874.2021v23n1ID22444Sentidos do agronegócio brasileiro
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/20636
<p>O artigo pretende analisar discursos publicitários do agronegócio nacional, com o intuito de melhor compreender um paradoxo de nossa sociedade: o grande consumo de carne, a matança sistemática de milhões de animais simultâneos a um recrudescimento da sensibilidade humana à causa animal. Com base na Análise do discurso derivada de Michel Pêcheux e seu grupo, e em contribuições de Michel Foucault, procuramos identificar o que é dito nos slogans de empresas alimentícias e o modo como esses enunciados são formulados. Mais precisamente, o nosso intuito é o de analisar a produção de sentidos relacionados ao comércio de produtos alimentícios das indústrias, assim como o apagamento de outros considerados disfóricos pelo setor e silenciados do seu discurso. O material de análise compreende slogans das companhias agropecuárias Friboi e Sadia. Analisaremos o material mediante um método muito conhecido na AD: a formação de relações entre os enunciados dos slogans, entre os slogans do material e entre eles e outros já-ditos do interdiscurso. Essas relações são feitas mediante a identificação e montagem de cadeias parafrásticas: a polissemia constitutiva da linguagem é passível de ser interpretada a partir da produção das paráfrases construídas pelo discurso em suas diferentes condições de produção. Além disso, analisaremos os recursos linguísticos utilizados na constituição dos slogans, como as escolhas lexicais, os encadeamentos sintáticos, as modalidades enunciativas etc. As análises nos permitem inferir a existência de sentidos gastronômicos e econômicos que apagam outros relacionados com o caráter animal, outrora vivo das mercadorias comercializadas pelo agronegócio.</p>Manoel Sebastião Alves FilhoCarlos Piovezani
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2021-02-202021-02-2023114515610.21680/1517-7874.2021v23n1ID20636Construção de sentidos sobre o conceito SOCIEDADE em textos da internet: metáforas situadas, frames e argumentação
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/20219
<p>Buscamos demonstrar, neste artigo, a maneira pela qual mecanismos cognitivos se articulam no processo de construção de sentidos sobre o conceito SOCIEDADE em textos que circulam na internet. Para tanto, a título de estudo preliminar, identificamos, a partir de três excertos textuais, as metáforas situadas subjacentes aos enunciados, assim como os <em>frames </em>por elas articulados. Evidenciamos, por meio da análise, a conceptualização, nos excertos escolhidos, de SOCIEDADE como ORGANISMO, e reforçamos que o entrelace entre metáforas e<em> frames</em> é iminentemente argumentativo, pois, por meio desse recurso, teses específicas são nitidamente apresentadas e defendidas. Com isso, chamamos a atenção para o fato de que metáforas e <em>frames</em>, além de recursos cognitivos, são ferramentas discursivas que evidenciam visões de mundo específicas.<br><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Construção de sentidos, Argumentação, Metáforas situadas, <em>Frames</em>.</p>Ada Lima Ferreira de SousaIlana Souto de Medeiros
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2021-02-242021-02-2423115716810.21680/1517-7874.2021v23n1ID20219Gêneros textuais e sequência didática: ferramentas para o desenvolvimento das práticas sociais de leitura e de escrita numa perspectiva sociodiscursiva
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/20294
<p>O ensino de Língua Portuguesa ainda é problemático, principalmente, no que diz respeito em desenvolver no alunado as habilidades de leitura e de escrita de forma proficiente, como pretendem os documentos oficiais PCN e BNCC. Em vista disso, defendemos que os gêneros textuais, quando mediados por práticas pedagógicas significativas, podem atuar no desenvolvimento das capacidades de linguagem, bem como podem despertar o interesse do aluno para a aprendizagem e desenvolvimento das habilidades de leitura e de escrita, evidenciando que essas atividades educativas não estão apenas dentro da sala de aula, mas que se configuram como instrumentos para o exercício de cidadania no mundo real e no convívio social. Sendo assim, este trabalho tem como objetivo discutir e apresentar os gêneros textuais e a sequência didática como ferramentas para o desenvolvimento da leitura e da escrita como práticas sociais e discursivas de linguagem para o exercício sociopolítico de cidadania. E para ilustrar como isso é possível, propomos uma aplicação didático-pedagógica, ou seja, um uso prático com o gênero textual notícia, explorando o processo de retextualização de um poema em uma notícia. Essa perspectiva de abordagem de ensino de língua segue a orientação teórico-metodológica do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD), a partir de autores como Bronckart (1999), Schneuwly e Dolz (2004).</p>Suely de Sousa MartinsLuiz Henrique de OliveiraRaimundo Nonato da Silva SalvianoJosé Marcos Ernesto Santana de França
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2021-02-242021-02-2423116918410.21680/1517-7874.2021v23n1ID20294Práticas de letramento, tecnologias digitais e gêneros discursivos no ensino médio técnico
https://periodicos.ufrn.br:443/gelne/article/view/23943
<p>Embora sejam um conceito discutido desde a década de 1990 na área acadêmica brasileira, as práticas de letramento (BARTON, 2007) não têm tido grande destaque nas salas de aula de língua portuguesa, mesmo sendo enfatizadas desde os PCN, há mais de vinte anos. Atrelada a esta questão, está a ineficiência curricular e pedagógica do uso de tecnologias digitais na escola, que ainda insiste em se manter mais tradicional e marginalizar tecnologias que são utilizadas todo dia pelos alunos da educação básica (COSCARELLI, 2016; RIBEIRO 2016). É sobre essa temática que este relato de experiência, de natureza descritiva e interpretativa, se debruça, o qual objetiva-se apresentar como o Laboratório de Leitura e Produção Textual do Colégio Técnico de Floriano/UFPI tem desenvolvido projetos de letramento que envolvem tecnologias digitais em propostas de leitura e produção textual, com o fim de enaltecer o protagonismo juvenil. Metodologicamente, selecionamos dois projetos específicos, intitulados “Quer que eu desenhe?” e “Cais Cultural”, ambos envolvendo o uso de tecnologias. Os resultados apontam para um aumento das capacidades linguísticas orais e escritas, melhoria no uso de tecnologias digitais e um bom desenvolvimento de habilidades de convivência social.</p>José Ribamar Lopes Batista JúniorGercivaldo Vale PeixotoVicente Lima-Neto
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2021-03-022021-03-0223118520010.21680/1517-7874.2021v23n1ID23943