https://periodicos.ufrn.br/principios/issue/feed Princípios: Revista de Filosofia (UFRN) 2020-02-03T18:15:36+00:00 Luiz Philipe de Caux luizphilipedecaux@gmail.com Open Journal Systems <p style="margin: 0px;"><strong>Scope:</strong> Fundada em 1994, ao longo de suas duas décadas de existência, a Princípios se tornou um periódico consolidado e reconhecido no cenário acadêmico dada a representatividade e qualidade de seu conteúdo, publicando as diferentes áreas de interesse filosófico. Atualmente, é enquadrada pelo Qualis Capes no estrato A4 na área Filosofia.</p> <p style="margin: 0px; text-align: left;"><strong>Área do conhecimento</strong>:Ciências Humanas <strong>Qualis/CAPES</strong>:A4 <strong>e-ISSN</strong>:1983-2109&nbsp;</p> https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19777 Pré-textuais 2020-02-03T18:15:13+00:00 Pré- textuais daguzan@globo.com 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19779 Unicórnias pretas contra a necropolítica: tensões em Além do princípio do prazer 2020-02-03T18:15:11+00:00 Alessandra Affortunati Martins Parente aamparente@gmail.com <p>O artigo se propõe a desenvolver quatro tarefas: 1) apresentar<br>reflexões acerca do erotismo, considerando-o como recurso de<br>luta disponível para as mulheres; 2) contrapor o erotismo e a intensidade<br>afetiva à melancolia, considerada como espírito da modernidade;<br>3) Superar a dicotomia Eros e Thanatos que marca a noção<br>freudiana de conflito pulsional em Além do princípio do prazer, sem<br>com isso propor alternativas monistas. Diversamente, a ideia é mostrar<br>o caráter histórico entranhado na vertente conflitiva pulsional,<br>vista por Freud pelo viés puramente econômico do aparelho psíquico;<br>4) Levando em conta a história, aparecem duas formas distintas<br>de conceber a temporalidade da existência humana e seus modos de<br>ordenação simbólico-culturais e políticas: a transitoriedade e a fixação<br>melancólica. Nenhuma dessas duas formas de conceber a história<br>e a temporalidade, ligadas aos conflitos econômicos do psiquismo,<br>servirá aqui – a elas oferecerei uma terceira saída, fundada em dois<br>pilares: firmeza e valor.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Alessandra Affortunati Martins Parente https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19306 Os feminismos e seus sujeitos 2020-02-03T18:15:22+00:00 Carla Rodrigues carla.ifcs@gmail.com Ana Emília Lobato anaemilialobato@gmail.com <p>O presente artigo pretende retomar o debate travado na década de 1990 das feministas americanas Seyla Benhabib, Judith Butler, Nancy Fraser e Drucilla Cornell acerca das possibilidades e limitações da aliança entre feminismo, pós-estruturalismo e teoria crítica a fim de pensar a questão do sujeito no atual contexto de racionalidade neoliberal.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Carla Rodrigues, Ana Emília Lobato https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19194 Desigualdade salarial de gênero e o abismo salarial entre os gêneros 2020-02-03T18:15:27+00:00 Cinara Nahra cinaranahra@hotmail.com Fernanda Alves da Costa landaciccone@gmail.com <p>Neste artigo estaremos discutindo a desigualdade salarial de gênero (unequal gender pay) e o abismo salarial entre os gêneros (gender pay gap) mostrando que embora os dois fenômenos façam parte da mesma lógica, ou seja, a injusta lógica de desvalorização das mulheres e do trabalho feminino, eles são dois fenômenos distintos. A desigualdade salarial de gênero acontece quando homens e mulheres recebem da mesma fonte pagadora salários distintos pelo mesmo trabalho, ou seja, os homens recebem mais para realizar o mesmo trabalho que as mulheres realizam. Já o abismo salarial (<em>pay gap</em>), acontece quando é feita a média dos salários pagos por uma empresa ou organização aos seus trabalhadores e verifica-se que a média salarial dos homens é maior que a média salarial das mulheres. Discutimos aqui porque estas desigualdades acontecem e propomos seis explicações de ordem cultural, moral e psicológica para os fenômenos, a saber, a ganância masculina, o apelo ao "direito natural" do pai de família, o falso mito da maior produtividade masculina, o "apelo do pavão", o efeito Matilda e o princípio Fannie Hurst.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Cinara Nahra, Fernanda Alves da Costa https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19668 Políticas de golpe - sobre o poder de voz e o poder de silenciamento 2020-02-03T18:15:15+00:00 Janyne Sattler janynesattler@yahoo.com.br <p>A proposta deste artigo é refletir sobre os significados engendrados pela voz masculina como a voz do poder por excelência, sinônima de voz pública e de legitimidade política cuja outorga é atribuída em detrimento das vozes femininas ou femininizadas, relegadas ao silêncio da domesticidade. Tais significados são construídos a partir da distinção público-privado-doméstico, oriunda das teorias políticas contratualistas modernas e da imposição social e econômica do capitalismo compreendido como fenômeno de contrarrevolução às lutas sociais anti-feudais. Tais significados reproduzem, sob a luz de uma conceituação aparentemente emancipatória, as imagens de exclusão e silenciamento presentes nos castigos mitológicos impostos sobre mulheres como Io, Eco e Filomela, e que repercutem nas políticas misóginas de texto e de linguagem vivenciadas contemporaneamente por mulheres na política.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Janyne Sattler https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19233 Por uma sexualidade livre à luz de Foucault 2020-02-03T18:15:24+00:00 Juliana Ortegosa Aggio juortegosa.aggio@gmail.com <p>Esse ensaio é uma proposta e não uma simples análise ou interpretação de texto. Uma proposta de reflexão sobre a nossa prática sexual que possa nos servir como provocação. Uma proposta que aventa a seguinte hipótese à luz das obras de Foucault sobre a sexualidade: se a relação sexual é sempre uma relação de poder, então há espaço para o exercício da liberdade, visto que a liberdade é condição de existência do poder enquanto a contraparte que o limita. Se isso for verdade, a questão da possibilidade está resolvida. Todavia, não basta demonstrar a possibilidade, é preciso compreender como, de fato, ela se efetiva. Veremos como a aposta de Foucault nos prazeres e corpos enquanto o contra-ataque ao dispositivo de sexualidade é posta em cheque por Butler, mas defendida por Oskala. Ambas parecem ter, em alguma medida, razão e a solução de Foucault pode ser reinterpretada a partir da possibilidade de se vivenciar uma sexualidade livre para além da mera liberação sexual.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Juliana Ortegosa Aggio https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19780 A questão da opressão para Angela Davis 2020-02-03T18:15:09+00:00 Maria Cristina Longo Cardoso Dias crislongo@gmail.com <p>Este texto propõe-se a trabalhar, principalmente, os livros:<br>1) Mulheres, Raça e Classe, 2) Mulheres, Cultura e Política e 3) A Liberdade<br>é uma Luta Constante de Angela Davis. Este artigo procura<br>mostrar como, para a autora, as opressões sexistas, racistas e de<br>classe estão inter-relacionadas e são constantemente reproduzidas,<br>no modo de produção capitalista, embora a realidade apareça de forma<br>fragmentada. Tendo em vista que as opressões estão intrinsecamente<br>relacionadas, entende-se que as lutas e resistências precisam<br>erguer-se de forma conjunta para, de fato, fazer frente ao conjunto<br>das injustiças. Lutas não potentes ocorrem quando um grupo oprimido<br>tenta deixar de ser oprimido juntando-se ao grupo opressor, por<br>outro lado, lutas potentes ocorrem quando oprimidos e oprimidas de<br>diversas causas unem-se e apoiam-se mutuamente no conjunto dos<br>movimentos contra-hegemônicos.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Maria Cristina Longo Cardoso Dias https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19317 Ler Judith Butler: sujeito, desidentificação, performatividade 2020-02-03T18:15:20+00:00 Mariana Pimentel Fischer marianafisch@gmail.com <p>As teses de Judith Butler são centrais para o debate atual sobre filosofia política, mas nem sempre têm sido bem compreendidas por militantes ou por acadêmicos. As dificuldades de entendimento parecem estar conectadas ao estilo de escrita, assim como a diversidade de perspectivas que a filósofa mobiliza. Busco, neste artigo, tonar mais clara a maneira pela qual Butler reconstrói ideias da tradição francesa com o objetivo de elaborar conceitos centrais para seu projeto critico tais como sujeito, identidade, agência e performatividade.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Mariana Pimentel Fischer https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19165 Pioneiras da Educação no Brasil: Mulheres, professoras e intelectuais 2020-02-03T18:15:29+00:00 Rita de Cássia Fraga Machado rmachado@uea.edu.br Fernanda Santos Paulo fernandapaulofreire@gmail.com <p>As trajetórias teórico-práticas das intelectuais Nísia Floresta (1810-1885), Ana Maria Saul (1945) e Maria Lacerda de Moura (1887-1945) contribuíram e contribuem para movimentos de reinvenção da Educação nas dimensões popular, epistemológica, cultural, antropológica e política em uma perspectiva histórica. A compreensão de educação e universidade, neste texto, advém da trajetória das professoras que, em suas vidas e obras, possuem significativas contribuições para repensar a universidade na perspectiva da Educação libertadora. A sua prática profissional como mulheres intelectuais e militantes da Educação é permeada por processos de formação política. Entender esse processo na dimensão ético-política colabora no entendimento da Educação como concepção que disputa o projeto de sociedade. O objetivo deste artigo, portanto, é apresentar as trajetórias teórico-práticas dessas mulheres pioneiras da Educação brasileira. O seu trabalho é pouco conhecido pela academia, que por sua vez é machista. Desta maneira, faz-se necessário conhecer como suas trajetórias na educação brasileira possuem significativos impactos nas pesquisas educacionais, trazendo à vista o pensamento dessas mulheres, que é de suma importância para os estudos de educação e mulheres.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Rita de Cássia Fraga Machado, Fernanda Santos Paulo https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19783 Mulheres e gênese do capitalismo: de Foucault a Federici 2020-02-03T18:15:06+00:00 Silvana de Souza Ramos ramos_si@hotmail.com <p>O livro de Federici, O Calibã e a Bruxa, se articula a partir<br>de três eixos: a crítica aos limites das análises de Marx no intuito de<br>explicar a gênese do capitalismo uma vez que negligenciam o papel<br>das mulheres neste processo; a crítica à genealogia foucaultiana da<br>Modernidade, uma vez que, ao dar centralidade ao caráter produtivo<br>do poder, deixa de lado a análise da repressão estatal como elemento<br>decisivo para o adestramento do comportamento das mulheres; por<br>fim, a pesquisa em torno do fenômeno histórico de caça às bruxas,<br>ocorrido na Europa entre os séculos XVI e XVII, ou seja, durante a<br>ascensão do capitalismo enquanto modo de produção preponderante<br>no Ocidente. Meu objetivo é realizar uma apresentação destes três<br>eixos, dando ênfase ao diálogo de Federeci com Foucault. Trata-se,<br>por um lado, de apresentar a posição da autora com relação à genealogia<br>da mulher no interior da ordem capitalista, a qual se constrói<br>principalmente em torno de uma discussão com o livro História da<br>Sexualidade I, e, por outro, de mostrar que as questões levantadas por<br>ela ganham maior envergadura se tomamos Vigiar e Punir enquanto<br>obra responsável pelo diálogo entre os dois autores.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Silvana de Souza Ramos https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19785 Feminismo Decolonial 2020-02-03T18:15:03+00:00 Susana de Castro susanadec@gmail.com <p>O trabalho traz um apanhado das questões que norteiam<br>o feminismo decolonial. O objetivo do artigo é mostrar que a matriz<br>eurocêntrica do vocabulário de luta feminista atrapalha a elaboração<br>de um modelo de feminismo que abarque o racismo estrutural dos<br>países que foram colonizados. No lugar do vocabulário iluminista dos<br>direitos é preciso construir pontes de interlocução com o feminismo<br>negro revolucionário e com a filosofia ameríndia do Bem Viver.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Susana de Castro https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19569 Entre idealismo moral e realismo político: Beauvoir em busca de uma síntese (im)possível? 2020-02-03T18:15:17+00:00 Thana Mara de Souza thana.souza@gmail.com <p>O artigo pretende expor e discutir, a partir dos textos dos anos 1940 e centrado principalmente em <em>Idealismo Moral e Realismo Político,</em> o modo como Beauvoir traz as noções de idealismo e realismo, moral e política, apontando para uma concilianção tensa entre eles, sempre a ser construída e nunca alcançável. Diante de dois opostos que caem em um mesmo erro (o de considerar apenas o aspecto de uma subjetividade abstrata ou apenas o aspecto de uma objetividade determinista), a filósofa traz o tema da ambiguidade como fundamental para pensar as relações e também separações entre moral e política, admitindo, ao mesmo tempo, uma projeção futura (transcendência) e uma realização presente (imanência).</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Thana Mara de Souza https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/18731 Arendt e as revoluções: a república à luz do conceito de liberdade política 2020-02-03T18:15:36+00:00 João Pedro Andrade de Campos jp.andrade.campos@gmail.com <p>Arendt não se dedicou a esmiuçar algumas das nuances históricas das Revoluções Americana e Francesa em sua obra, pois esse não era o seu objetivo, como ela mesma diz em <em>Sobre a revolução</em>. Outrossim, a empreitada da autora era a de se debruçar sobre os desdobramentos e implicações dos eventos em questão. Ela afirmava se interessar pelas questões iminentemente políticas ali postas. Neste artigo, iremos buscar percorrer essa indicativa proposta pela autora. Deste modo, e com a consciência de que o tema gera, ainda, grandes polêmicas, nosso recorte se dá pela perspectiva da relação entre os conceitos de liberdade política e república, tendo como fio condutor os eventos de <em>Sobre a revolução</em>.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 João Pedro Andrade de Campos https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/18987 Judith Butler leitora de Merleau-Ponty: Por uma crítica ao corpo com ser sexuado 2020-02-03T18:15:34+00:00 Diego Luiz Warmling diegowarmling@hotmail.com Javier Andres Paez paez.javierandres@gmail.com <p>Entre Merleau-Ponty e Butler, avaliaremos quão produtivas são as derivações da fenomenologia às performances de gênero. De Merleau-Ponty, se o corpo é veículo das vivências pessoais, é pela sexualidade que somos coabitados por outrem. A sexualidade está pressuposta em todas as atmosferas da vida. Contudo, diz Butler, Merleau-Ponty reedita a hipótese de uma essência heteronormativa, não-corporificada e fundante do comportamento. Pautado pela diferença sexual, Merleau-Ponty olvida o quanto as construções de gêneros estão apoiadas no fato de que os corpos se enformam às situações civilizacionais. Trata-se, então, de interpelar a enformação do corpo em gêneros normativos... É preciso que ampliemos a perspectivas sobre como os corpos dramatizam os signos culturais. Só assim vislumbraremos os gêneros como atos &nbsp;intencionais, performáticos e não-referenciais. Tais performances dão lugar à uma ótica onde as identidades alternativas assumem um papel crítico diante das sanções &nbsp;masculinistas.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Diego Luiz Warmling, Javier Andres Paez https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/19019 A palavra de uma cidadã na tormenta revolucionária: o pensamento político de Olympe de Gouges 2020-02-03T18:15:31+00:00 Marcela Prado Mendonça marcelapradomendonca@gmail.com Marcelo de Sant’Anna Alves Primo marceloprimo_sp@hotmail.com <p>Nosso texto pretende refletir acerca dos modos de discurso e do alcance dos textos políticos de Olympe de Gouges. Em particular, vamos nos ater a três escritos da autora que, através de gêneros discursivos diferentes, permitem ver a sua produção plural e seu engajamento político no contexto da França revolucionária: 1) A <em>Refléxion sur les noirs</em> – 1788 – que apresenta sua experiência com a escravidão, a injustiça e o preconceito que a população negra sofria, mesmo que em uma época de ideias iluministas. Mais do que isso, ela critica a <em>Comédie Française</em>, a qual não permitia que uma de suas peças de teatro fosse representada ao público, já que continha uma contundente crítica à discriminação racial; 2) A <em>Déclaration des droits de la femme et de la citoyenne</em> – 1791 - que surgiu durante o momento em que as mulheres tinham seus próprios clubes políticos; 3) Por último, o panfleto <em>Les trois urnes</em> – 1793 – texto que desnuda o caráter autoritário do Estado jacobino pós-revolução e que levou Olympe a ser guilhotinada.</p> 2020-01-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Marcela Prado Mendonça, Marcelo de Sant’Anna Alves Primo