https://periodicos.ufrn.br/principios/issue/feed Princípios: Revista de Filosofia (UFRN) 2022-12-01T09:17:21-03:00 Luiz Philipe de Caux principiosfilosofiaufrn@gmail.com Open Journal Systems <p style="margin: 0px;"><strong>Scope:</strong> Fundada em 1994, ao longo de suas duas décadas de existência, a Princípios se tornou um periódico consolidado e reconhecido no cenário acadêmico dada a representatividade e qualidade de seu conteúdo, publicando as diferentes áreas de interesse filosófico. Atualmente, é enquadrada pelo Qualis Capes no estrato A4 na área Filosofia.</p> <p style="margin: 0px; text-align: left;"><strong>Área do conhecimento</strong>:Ciências Humanas <strong>Qualis/CAPES</strong>:A4 <strong>e-ISSN</strong>:1983-2109&nbsp;</p> https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/30865 O mundo-fronteira 2022-11-20T20:08:53-03:00 Paulo Eduardo Arantes p.e.arantes@uol.com.br <p>Paulo Arantes explora a imagem original de fronteira que nasce com a modernidade e reflete sobre seus desdobramentos na atualidade geopolítica. O ponto de partida é a tese do sociólogo polonês Zygmunt Bauman de que os atentados de 11 de setembro de 2001 teriam marcado o fim simbólico da “era do espaço” e inaugurado uma era de vulnerabilidade permanente que ele denomina “terra de fronteira global”. Arantes recupera a teoria schmittiana de “<em>nomos&nbsp;</em>da terra” para explicar a transformação em curso. Interessa-lhe sobretudo o poder de desmistificação do pensamento liberal moderno que a franqueza do jurista alemão reacionário oferece. Afinal, sua teoria da vinculação intrínseca entre ordenamento jurídico e enraizamento espacial permite reconhecer na descoberta do Novo Mundo e na experiência colonial a precondição da instauração do&nbsp;<em>jus publicum eruropaeum</em>, do reconhecimento mútuo de Estados soberanos europeus e da consequente racionalização e descriminalização da guerra próprios da constituição do capitalismo. Na contramão da euforia globalizante da ideologia contemporânea, a teoria de Schmitt revela como o núcleo orgânico do capitalismo e sua periferia colonial surgem juntos e devem terminar separados, pois o fosso entre ambas seria constitutivo. A segunda consequência extraída é de que se o fundamento do estado de direito na Europa é seu avesso no ultramar, esse processo também é coetâneo de um pensamento por linhas globais. É nesse contexto que Arantes procura refletir sobre a novidade identificada por Bauman e já intuída por Schmitt no pós-guerra com o surgimento de uma potência nacional fora da Europa e que passa a reivindicar autoridade sobre um espaço já não é mais nacional. Demarcando uma nova linha global denominada “hemisfério ocidental”, os EUA inaugurariam também um novo conceito de soberania que despreza a antiga noção de anexação territorial e desarticula a relação intrínseca entre direito, Estado e territorialidade – processo que remonta tanto ao esgotamento da sangrenta expansão na&nbsp;<em>frontier</em> estadunidense quanto à vitória bélica avassaladora da jovem nação americana no desfecho das guerras mundiais às portas da Era Atômica. Os atentados contra o World Trade Center e os desmandos da política externa do Governo Bush aparecem assim como apenas as manifestações mais recentes e vistosas desse novo paradigma histórico em que tudo tornou-se fronteira e cuja marca é a generalização do estado de sítio. (Resenha por Artur Renzo)</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Paulo Eduardo Arantes https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/30743 Carl Schmitt e o realismo político 2022-11-02T09:00:18-03:00 Carlo Galli giovanni.zanotti86@gmail.com Giovanni Zanotti giovanni.zanotti86@gmail.com Felipe Catalani felipecatalani@gmail.com <p>Em contraste com o realismo político como geralmente compreendido, o autor qualifica sua posição como a de um "realismo crítico". Partindo deste conceito, analisa o pensamento de Carl Schmitt, avaliando o ponto no qual seu realismo deixa de ser crítico.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Carlo Galli; Giovanni Zanotti, Felipe Catalani https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/30933 Por que e como ler Carl Schmitt? 2022-11-24T14:04:16-03:00 Jean-François Kervégan kervegan@univ-paris1.fr Yasmin Afshar yasminafshar@gmail.com <p>Kervégan descreve a importância e o lugar de Carl Schmitt na formação de seu próprio pensamento político, de sua descoberta como chave de leitura para interpretação de Hegel até a publicação da coletânea <em>Que faire de Carl Schmitt?</em>. Medita também sobre a biografia abominável de Schmitt e como levá-la em conta ao se apropriar de seu pensamento.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Jean-François Kervégan; Yasmin Afshar https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/30860 À sombra de Weimar: Sobre o conceito de Estado Total em Carl Schmitt 2022-11-20T18:34:19-03:00 Felipe Alves da Silva felipealves_silva@yahoo.com <p>O artigo examina o conceito schmittiano de Estado total, usado para descrever o Estado social weimariano que intervém em todas as esferas da vida humana, superando a divisão entre Estado e sociedade. Trata-se para Schmitt de um Estado total por fraqueza – pois não consegue frear as demandas sociais e fazer frente ao pluralismo de interesses partidários –, daí sua aposta em um Estado total de qualidade e energia, capaz de despolitizar a sociedade e de sobrepor-se aos interesses de grupos que buscam tomar o controle estatal. Somente um Estado verdadeiramente forte seria capaz de manter livres de intervenção estatal as esferas não-estatais – inclusive a economia –, e garantir a unidade política em seu interior.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Felipe Alves da Silva https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/27153 A palavra de Carl Schmitt 2022-06-01T15:05:54-03:00 João Arrosi jp_arrosi@hotmail.com <p>Este ensaio tem como tema principal a figura do <em>nómos</em> em Carl Schmitt, seu aparecimento a partir da noção de ordenamento concreto, sua evolução e sua estrutura. Essa figura surge discretamente em meio a um momento de inflexão no pensamento do jurista alemão, desdobra-se como ordenação do espaço territorial e, por fim, se conforma numa estrutura modal triádica (tomar – dividir – pastorear) que expressa a origem e o fundamento do direito. Ao final do ensaio, uma questão de fundo – a relação entre <em>nómos</em> e necessidade – é entrevista mas deixada em aberto.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Joao Arrosi https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/28981 Teologia Política e Constituição da Ordem: Carl Schmitt e a Filosofia de Estado da Contrarrevolução 2022-05-31T00:37:55-03:00 Argemiro Cardoso Moreira Martins argemiromartins@unb.br Caio Henrique Lopes Ramiro caioramiro@yahoo.com.br <p>O objetivo deste trabalho é desenvolver uma reflexão a respeito da leitura feita por Carl Schmitt dos intelectuais católicos como filósofos de Estado da contrarrevolução. Pontualmente, o trabalho concentra-se na relação estabelecida por Carl Schmitt entre Teologia Política e Constituição, a partir da análise das reflexões De Maistre e De Bonald, em especial no que diz respeito a leitura teológico-política de categorias centrais da teoria da constituição, como, por exemplo, a questão do poder constituinte e da constituição da ordem, uma reflexão crítica de tais categorias não para restaurar a monarquia, mas, sim, apontando para a defesa da ditadura. Assim, partindo de um método hermenêutico, foram analisados os textos de bibliografia primária e, doravante, obras outras de interlocutores, bem como outros autores que se dedicaram ao problema em análise.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Argemiro Cardoso Moreira Martins, Caio Henrique Lopes Ramiro https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/29922 Representação e identidade em Carl Schmitt 2022-08-10T23:08:58-03:00 Cássio Benjamin ccbenj@yahoo.com <p>A questão da representação é central para Carl Schmitt. Em mais de um escrito, tal questão é analisada com detalhes. Além disso, é um tópico recorrente em intérpretes da obra schmittiana. Nosso propósito nesse artigo é voltar à elaboração da noção de representação em Schmitt. Veremos como ele apresenta tal noção, principalmente em sua <em>Teoria da Constituição</em>. A partir da exposição da análise schmittiana, realizaremos uma crítica ao modo como ele elabora tal ideia, apresentando uma maneira distinta de ver a questão: não haveria uma separação entre representação e identidade, como quer Schmitt, mas representação seria ela mesma identidade. A partir dessa crítica, podemos perceber os limites da visão de Schmitt, além de evidenciar os motivos que o levaram a tal noção de representação.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Cássio Benjamin https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/27152 Mais do que a união das partes: a unidade do Estado e o problema do pluralismo em Carl Schmitt 2022-06-01T14:47:10-03:00 Eduardo Passos e_arrudapassos@hotmail.com Cássio Benjamin ccbenj@yahoo.com <p> Este artigo tem como objetivo explicitar a complexa relação entre unidade e pluralismo no pensamento político de Carl Schmitt. Tal discussão será feita a partir dos textos O<em> Conceito do Político </em>(<em>Der Begriff des Politischen</em>) e <em>Staatsethik und pluralistischer Staat</em>. Se por um lado, Schmitt confronta-se com a realidade pluralista das sociedades contemporâneas e com o perigo do deslocamento do político para fora da dimensão do Estado, por outro lado, o jurista insiste na procura por uma unidade substancial que transcenda o mero acordo entre as diferentes associações e grupos que compõem a sociedade.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Eduardo Arruda Passos, Cássio Corrêa Benjamin https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/29091 O caráter político da jurisdição constitucional: uma abordagem a partir de Carl Schmitt 2022-06-03T09:53:17-03:00 Cláudio Ladeira de Oliveira claudioladeiradeoliveira@gmail.com <p>Neste artigo, analiso o modo como Carl Schmitt define a natureza política da jurisdição constitucional a partir de seus trabalhos redigidos nos anos derradeiros da República de Weimar: “O Conceito do Político” e “O Guardião da Constituição”. Tento contrastar suas respostas com abordagens algumas contemporâneas. Em especial, sua tese sobre a diferença entre a “alta política” e “política secundária” são imprescindíveis para compreender sua defesa de uma concepção de Estado de Direito respeitosa à “separação de poderes” e sua posição quanto à criação judicial do direito no âmbito da jurisdição ordinária. Corretamente compreendidas, suas teses são de enorme pertinência em contextos marcados simultaneamente por crises políticas-institucionais e intensa judicialização da política</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Cláudio Ladeira de Oliveira https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/26962 A questão da guerra: Entre Carl Schmitt e Hannah Arendt 2022-06-30T09:26:58-03:00 Mário Sérgio de Oliveira Vaz mariovaz74@gmail.com Maria Fernanda dos Santos maria.fer.s@live.com <p>O artigo apresenta uma reflexão sobre a guerra a partir de Carl Schmitt e Hannah Arendt. Para tanto, realiza-se um recorte na obra de cada autor. De Carl Schmitt, discute-se o livro <em>O conceito do político</em> (2009) que contém ainda <em>A teoria do Partisan</em>. De Hannah Arendt, restringe-se a <em>Sobre a violência </em>(2001)<em>, A promessa da política</em> (2020), e alguns ensaios contidos em <em>Entre o passado e o futuro </em>(2009). Neste sentido, Carl Schmitt permite discutir o papel da inimizade para a decisão acerca da guerra e como essa situação-limite, ao mesmo tempo, constitui e afeta a dimensão do político. Já Hannah Arendt permite delinear certos traços constitutivos das guerras modernas que escapam à preocupação central Schmittiana, sobretudo o perigo intrínseco da inimizade produzir não a intensificação do político, mas a eliminação da vida humana sobre à Terra. Trata-se, enfim, de pensar o efeito do avanço tecnológico no campo dos assuntos humanos e como essa tópica transforma o estatuto da guerra.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Mário Sérgio de Oliveira Vaz, Maria Fernanda dos Santos https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/27128 Carl Schmitt e o pós-marxismo: O caso Chantal Mouffe 2021-10-31T15:29:29-03:00 Deyvison Lima donlima86@gmail.com José Maria Arruda josemarruda@me.com <p><span lang="PT">O artigo investiga a proposta de releitura da teoria da democracia e do conceito do político feita pela filosofia belga pós-marxista Chantal Mouffe. O objetivo é analisar os argumentos da autora e a reabilitação do tema do conflito como constitutivo da democracia. Após a virada consensualista, procedimentos e princípios racionais passaram a reger a instituição do politico através de concepções deliberativas acerca da democracia, marcadas pela neutralização do conflito e identificação entre política e moral. Na contramão desse movimento, Mouffe promove um inusitado encontro entre marxismo pós-estruturalista e algumas teses centrais da teoria política schmittiana. Em contraposição à compreensão do político como antagonismo entre amigos/inimigos, Mouffe propõe um modelo de agonismo adversarial, que segundo ela pode assumir a forma de uma democracia liberal. Pretendemos examinar sua proposta e discutir se de fato ela supera a crítica ao liberalismo feito por Schmitt.</span></p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Deyvison Lima, José Maria Arruda https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/27145 O cosmopolitismo em questão: Habermas versus Schmitt 2022-09-30T14:46:41-03:00 Roan Costa Cordeiro roan.costa@gmail.com <p>Este artigo propõe investigar o confronto de Jürgen Habermas com Immanuel Kant e Carl Schmitt sobre os fundamentos de um projeto jurídico-político cosmopolita. Para isso, percorrendo o trajeto de Habermas entre <em>A inclusão do outro </em>(1996) e <em>Sobre a constituição da Europa</em> (2011), explora-se <em>como </em>ocorre esse enfrentamento e <em>qual</em> seu papel estratégico na conformação de um modelo jurídico-político pós-nacional. Diante disso, nota-se que Habermas, ao reivindicar o legado kantiano, tem de enfrentar os contrapontos teóricos levantados pelo pensamento de Carl Schmitt quanto à autocompreensão política da modernidade. Assim, pode-se situar um eixo de fundamentação do projeto político cosmopolita e também o papel desempenhado por Schmitt no quadro mais amplo dos debates políticos e filosóficos do presente.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Roan Costa Cordeiro https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/30863 The End of Law: Carl Schmitt in the Twenty-First Century 2022-11-20T19:36:00-03:00 Felipe Alves da Silva felipealves_silva@yahoo.com <p>Resenha de&nbsp;Scheuerman, William E. <em>The End of Law</em>: Carl Schmitt in the Twenty-First Century. 2. ed.. London/New York: Rowman &amp; Littlefield, 2020. 343 p.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Felipe Alves da Silva https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/22808 Reflective Equilibrium and the Principles of Logical Analysis: Understanding the Laws of Logic 2022-04-18T10:39:22-03:00 Acácio Ferreira acaciof9@gmail.com Marcos Silva marcossilvarj@gmail.com <p>Resenha do livro <em>Reflective Equilibrium and the Principles of Logical Analysis</em> de&nbsp; Jaroslav Peregrin e Vladimir Svoboda publicado em 2017</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Acácio Ferreira, Marcos Silva https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/30228 Sartre sob a mira do estruturalismo: antropologia filosófica versus antropologia estrutural 2022-11-01T10:06:20-03:00 Gustavo Fujiwara fujiwaragustavo@gmail.com <p>O artigo em tela busca apresentar o embate entre, de um lado, a antropologia filosófica de Sartre e, de outro, a antropologia estrutural de Lévi-Strauss. Para esta lida, trazemos à baila o díptico Sartreano <em>Questions de Méthode</em> (1957) e <em>Critique de la Raison dialectique</em> (1960) e a obra levistraussiana <em>La pensée sauvage</em> (1962). Através deste confronto, objetivamos especificar a referida antropologia de Sartre e o modo ela, em pleno “vórtice estrutural”, responde à questão da estrutura.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Gustavo Fujiwara https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/26044 Fenomenologia e formalismo em Francis Ponge 2021-11-03T09:39:46-03:00 Cristiano Perius cristianoperius@hotmail.com <p>Este ensaio considera a obra poética de Francis Ponge a partir do debate entre dois movimentos teóricos: a fenomenologia e o formalismo. A partir de certa chave de interpretação proveniente da linguística estrutural, a fenomenologia não constitui um referencial teórico válido para a obra de Francis Ponge. Considerando o teor das críticas à fenomenologia provenientes do estruturalismo, este ensaio explora algumas iniciativas de respostas motivadas pela fenomenologia de Merleau-Ponty. A partir do nó górdio ou elo intrínseco entre as palavras e as coisas, nota-se que ambos os movimentos teóricos participam da composição poética do autor de <em>O Partido das Coisas</em>. Ao rebater as críticas do formalismo, a fenomenologia ganha um papel constitutivo na composição poética. Trata-se de explorar uma alternativa válida e conciliadora entre a fenomenologia e o formalismo.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Cristiano Perius https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/26177 Freud e o mal-estar como destino da subjetividade 2022-01-15T17:17:10-03:00 Diego Luiz Warmling diegowarmling@hotmail.com Diego Rodstein Rodrigues di_rodstein@hotmail.com <p>Partindo de <em>O Mal-Estar na Civilização (1930), </em>advogaremos que, se não há nada na cultura que não garanta nossa ruina, nosso destino reside num indefinível e persistente mal-estar. Problematizando incógnitas como a felicidade, a inibição pulsional, a destrutividade como variante da <em>pulsão de morte</em>, o sentimento de culpa, a hegemonia do Super-Eu e o triunfo de <em>Thanatos</em>, veremos que Freud não vislumbra possibilidades de anular a situação de desamparo em que nos encontramos. Sendo a agressividade uma de nossas fontes propulsoras, acentuaremos não só o desejo de extermínio de tudo e todos, mas o quanto a cultura leva-nos a renunciar da satisfação ao propor uma seguridade que jamais garantirá. Da falta de comunhão entre indivíduo e sociedade, a ação de <em>Thanatos </em>revela que a civilização está minada por dentro. Portanto, veremos que o mal-estar é um fator inerente à civilização, sendo ilustrativo do atual destino da subjetividade.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Diego Luiz Warmling, Diego Rodstein Rodrigues https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/26591 O enigma do corpo e o delírio da visão em Merleau-Ponty 2022-01-14T14:21:11-03:00 João Carlos Neves de Souza e Nunes Dias j80dias@yahoo.com.br <p>O artigo investiga a noção de corporeidade apresentada por Merleau-Ponty em <em>O olho e o espírito</em>. Na crítica aos modelos filosóficos constituídos pela filosofia reflexivas e seu modo de compreensão do corpo, Merleau-Ponty evidencia, ao longo de <em>O olho e o espírito</em>, a reflexividade corporal a partir da noção de <em>estesiologia</em> e suas consequências filosóficas. Enfatiza, no contexto de sua <em>nova</em> ontologia, o enigma do corpo e o delírio da visão, a partir da duplicidade do <em>sentir</em>. Aproximando-se da arte e do gesto do pintor, o filósofo compreende o corpo no <em>quiasma</em> sensível e senciente e a visão como interrogação das coisas sensíveis do mundo.&nbsp;</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 João Carlos Neves de Souza e Nunes Dias https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/27312 Inferências e subdeterminações na filosofia da ciência 2022-06-29T10:50:03-03:00 Félix Flores Pinheiro feliks.sm@gmail.com Raoni Wohnrath Arroyo rwarroyo@unicamp.br <p>Este artigo discute a relação entre a questão das inferências nos contextos de justificação em ciência, nomeadamente o que ficou conhecido por “problema da indução” após Hume, em vista de esclarecer diferentes versões dos problemas de subdeterminação na filosofia da ciência.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Félix Flores Pinheiro, Raoni Wohnrath Arroyo https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/28509 Método Dialético, História e Transcendência, no Sistema Filosófico de Henrique de Lima Vaz 2022-04-14T10:00:08-03:00 João Augusto Anchieta Mac-Dowell macdowsj@faculdadejesuita.edu.br <p>O artigo apresenta uma visão de conjunto do pensamento de Lima Vaz, a partir de seu método original, caracterizado por seu cunho rememorativo, dialético e sistemático. Ele é aplicado particularmente na Antropologia Filosófica e na Ética, sintetizando a categoria de história com a de transcendência, superando assim a crise do pensamento moderno à luz da práxis ética.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 João Augusto Anchieta Mac-Dowell https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/28968 Alienação: nominalismo e ambiguidade referencial no "jovem Marx" 2022-06-11T10:43:23-03:00 Felipe Taufer fe.taufer@hotmail.com <p>A tese principal deste artigo é que se nos perguntarmos pela referência do conceito “alienação”, nos encontraremos na posição de ter que admitir que ela é ambígua. Faço uso do termo ambiguidade referencial para apontar duas fontes de ambiguidade: (i) pode se referir ao trabalho como objeto ou sujeito da alienação; (ii) pode designar ou não uma referência. Argumento a literatura marxista de apoio não explicitou essa ambiguidade, pois está presa no paradigma de uma “leitura genitivo-subjetiva”. Não se trata, porém, de defender uma “leitura genitivo-objetiva”, mas mostrar que a sua plausibilidade ajuda a esclarecer que os textos do “jovem Marx” eram ambíguos. Para isso, procuro mostrar o que uma “leitura genitivo-objetiva” diria sobre três contextos específicos de uso de “alienação” e “estranhamento”: <em>Manuscritos de 1844</em> (parte 1), <em>A Sagrada Família</em> e <em>A Ideologia Alemã</em> (parte 2). Busco também explicitar como essa leitura só faz sentido sob a pressuposição de um nominalismo semântico.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Felipe Taufer https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/30659 Adorno e a improvisação do jazz: entre trabalho e utopia 2022-10-20T10:54:29-03:00 Frederico Lyra de Carvalho lyrafred@gmail.com <p>Como toda manifestação ou objeto submetido à crítica da dialética negativa, a improvisação no jazz oscila, segundo o poonto de vista de Adorno, entre dois extremos. Por um lado, ela se volta a um mimetismo do modo de trabalho no mundo capitalista, e do outro, ela carrega uma potência utópica. O filósofo identificou a contradição entre trabalho e utopia <em>no</em> material musical, mas ele não foi até o fim das suas anãlises. Neste artigo, nos tentaremos continuar com o exame desta abordagem.</p> 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Frederico Lyra de Carvalho https://periodicos.ufrn.br/principios/article/view/27690 Depois do progresso: Notas de uma ecologia do talvez 2022-01-02T21:43:27-03:00 Martin Safransky m.savransky@gold.ac.uk Thiago Pinho pinho.thiago@hotmail.com 2022-11-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Thiago Pinho