Revista Projetar - Projeto e Percepção do Ambiente
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<p style="margin: 0px; min-height: 50px; max-height: 125px; overflow: hidden; text-overflow: ellipsis;"><strong>Scope:</strong>A Revista PROJETAR – Projeto e Percepção do Ambiente - é uma publicação quadrimestral do Grupo PROJETAR do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Podem ser submetidos, em fluxo contínuo, artigos científicos inéditos sobre temas relacionados ao Projeto de Arquitetura e Urbanismo e às diferentes formas de Percepção do Ambiente, em uma das seguintes abordagens: Ensino, Pesquisa, Teoria e Conceito, Crítica e Práxis. Estes enfoques delineiam as seções da Revista em função do fluxo de trabalhos aprovados por meio de avaliação duplo cega. Há também um espaço para publicação de Ensaios de pesquisadores/profissionais experimentados. O primeiro número da Revista PROJETAR foi publicado, em meio impresso, em novembro de 2015, edição publicada neste site em Abril de 2016, inaugurando a versão on line da Revista. Em novembro de 2018, a Revista completou seu terceiro ano de existência. Em 19/12/2018, apresentamos o v.3, n.3, edição que faz uma homenagem especial ao arquiteto e mestre Armando de Holanda Cavalcanti (AHC), por ocasião do Prêmio AHC de Arquitetura - 2018, promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU/PE), apresentando os dois projetos premiados na modalidade profissional. A próxima edição será lançada na primeira quinzena de maio de 2019.</p> <p style="margin: 0px; text-align: left;"><strong>Área do conhecimento</strong>: Arquitetura, urbanismo e design <strong>Qualis/CAPES</strong>: - <strong>e-ISSN</strong>: 2448-296X <strong>Contato</strong>: <a title="E-mail" href="mailto:revistaprojetar.ufrn@gmail.com" target="_blank" rel="noopener">revistaprojetar.ufrn@gmail.com</a></p>Portal de Periódicos Eletrônicos da UFRNpt-BRRevista Projetar - Projeto e Percepção do Ambiente2448-296X<p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br><br></p> <ol type="a"> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" target="_new">licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual</a> segundo a qual é permitido o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir, separadamente, contratos adicionais para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), desde que com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) desde que concluído o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a>).</li> <li class="show">Não recomenda-se publicação e distribuição do artigo antes de sua publicação, pois isso poderá interferir na sua avaliação cega pelos pares.</li> </ol> </ol>TEORIA E PRÁTICA
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/34587
<p>Oficinas de arquitetura permitem a execução e a visualização prática de conhecimentos obtidos de forma teórica, o que denota especial importância para a difusão e compreensão de técnicas construtivas não convencionais no cenário da construção civil, como as técnicas construtivas de terra. Esse é o caso da taipa de pilão e do adobe, técnicas tradicionais não tão usuais nos dias de hoje, mas com grande potencial para aplicações sustentáveis e de viés inovador. Esta pesquisa traz, portanto, o relato de experiência de três oficinas desenvolvidas no estado de Minas Gerais com o fim de transmitir saberes do modo de se construir com o uso da taipa de pilão e do adobe. As atividades foram divididas em uma seção teórica e outra prática, em que foi incorporado ao solo sedimento de rejeito de minério de ferro, material disponível na região para reaproveitamento após o rompimento da Barragem de Mariana, utilizado como estabilizante para os componentes de terra. Questionários foram utilizados para avaliar o nível de familiaridade e percepções formadas antes e após as experiências acerca das técnicas construtivas apresentadas. Com isso, foi possível perceber que as oficinas se mostram como uma ferramenta eficaz para a divulgação e desmistificação de ideias concebidas sobre o uso da terra em construções.</p>Sofia Araújo Lima BessaJhade Iane Cunha VimieiroGabriela Tavares de Lanna LageDayane Félix AndradeBruna Lopes de Andrade Martins
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2025-01-162025-01-16101081610.21680/2448-296X.2025v10n1ID34587ENSINO REMOTO DE PROJETO EM TEMPOS DE PANDEMIA DE COVID-19
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/35620
<p>No ano de 2020, o ensino no meio acadêmico universitário modificou-se diante do contexto imposto pela Pandemia de Covid-19. A transição dos espaços educacionais para o ambiente doméstico alterou não apenas o local de trabalho, mas influenciou, também, os processos formativos. O enfoque deste trabalho ocorre nos cursos de Arquitetura e Urbanismo, visando, principalmente, as disciplinas de ateliê de projeto, onde o contato entre professor – estudante e estudante – estudante, mostra-se como elemento inerente ao processo de aprendizagem. O objetivo é suscitar reflexões acerca do ensino de projeto no ambiente virtual imposto pela Pandemia de Covid-19, valorizando as vivências de professores e alunos. A metodologia inclui a formulação e interpretação de narrativas, assim como o diálogo teórico com autores que abordam conceitos relacionados aos processos formativos. Identificou-se duas categorias que direcionaram as discussões: a primeira está relacionada à comunicação no ensino de projeto e, a segunda, às vivências nos ambientes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo. Os resultados ressaltam que há um processo criativo específico que ocorre nos ateliês de projeto quando o docente orienta presencialmente o estudante e que a ausência dos alunos dentro dos cursos, nos anos de 2020 e 2021, provocou uma lacuna nos processos de formação. Assim, foi possível identificar o que é específico do ensino presencial e o que não é possível de ser realizado no ensino à distância.</p>Josicler Orbem AlbertonClarissa Squizani ManskeFederica de la Barrera CameloLuiz Miguel Cescon Cezar
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2025-01-162025-01-16101173010.21680/2448-296X.2025v10n1ID35620A ARQUITETURA HOSPITALAR ENTRE PAREDES E PORTAIS
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/35134
<p>O projeto de arquitetura para hospitais não consegue acolher e abrigar o ser humano de forma integral sem haver a devida consideração de aspectos subjetivos e comportamentais, que residem nos prismas da espiritualidade e da experiência. Por meio do diálogo entre a fenomenologia, a filosofia e a arquitetura se faz possível ampliar a forma de apreensão e concepção do espaço. Porém, a problemática do assunto não está na falta de instrumentalização adequada do projeto, mas sim na leitura da geometria como uma mera junção de pontos, linhas, planos e formas, ao invés de considerá-la como de um relato sócio-cultural de quem vivenciará o que por ela é representado. O resgate do conceito romano de Genius Loci e a ampliação do uso da topologia em arquitetura parecem ser caminhos promissores para a concepção de um projeto que visa o bem-estar do usuário. Objetivo este, ainda mais latente, quando se trata da arquitetura hospitalar.</p>Barbara de CarvalhoIsmael Leite
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2025-01-162025-01-16101697910.21680/2448-296X.2025v10n1ID35134ARMANDO DE HOLANDA E A INDÚSTRIA
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/35614
<p>O texto trata sobre a obra arquitetônica industrial produzida por Armando de Holanda (1940-1979), nascido na cidade de Canhotinho, Pernambuco, nordeste do Brasil, e conhecido em nível nacional pelo seu livro “Roteiro para Construir no Nordeste", publicado em 1976, que se converteu em uma referência na área projetual, propondo princípios para se projetar uma arquitetura nos trópicos. Pretende trazer à tona a produção arquitetônica industrial da Holanda, ainda pouco estudada, observando como os princípios projetuais propostos pelo arquiteto, que priorizou sistemas de industrialização e soluções climáticas na arquitetura, estão presentes em seus projetos industriais das dezenas de fábricas projetadas e construídas em diversos estados do Nordeste, como Pernambuco, Paraíba, Piauí, Sergipe, financiados pela política de desenvolvimento da região nordeste proposta pela SUDENE/ Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste. Justifica-se apresentar algumas das soluções projetuais feitas pelo arquiteto, a fim de socializar as pesquisas inéditas na área que enfoca sua produção arquitetônica industrial moderna, e que adotam em sua prática, os princípios propostos e presentes em seus textos, principalmente no publicado em 1966, intitulado "Sobre uma arquitetura de sistemas". A pesquisa faz parte de estudos em andamento desenvolvido pela autora sobre os projetos industriais do arquiteto, buscando observar as soluções projetuais e construtivas dessas obras produzidas com base na modernidade arquitetônica e seus princípios projetuais. </p>Alcília Afonso
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2025-01-162025-01-16101324910.21680/2448-296X.2025v10n1ID35614ESTRATÉGIAS INTEGRADAS DE SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA COMO POTENCIALIZADORAS DE CENTRALIDADES
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/36621
<p>O artigo aborda os desafios contemporâneos enfrentados pelas cidades, destacando a expansão acelerada e desordenada como um fenômeno premente que impacta significativamente a salubridade do espaço urbano. Impulsionada pelo rápido crescimento demográfico e pela demanda crescente por infraestrutura e serviços urbanos, essa expansão gera uma série de problemas inter-relacionados. Uma preocupação central é a predominância do planejamento urbano voltado para o veículo automotor e a infraestrutura cinza, em detrimento de soluções sustentáveis. A infraestrutura cinza, caracterizada pela impermeabilização do solo, gera efeitos negativos, como o aumento das ilhas de calor urbanas e o risco de inundações. O adensamento construtivo exacerba problemas como poluição do ar e falta de espaços verdes. O artigo propõe uma análise crítica das estratégias integradas de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) em um bairro, com o objetivo de contribuir para políticas públicas mais sustentáveis. O escolhido foi o bairro Varadouro, situado na área central de João Pessoa, que ilustra bem esses desafios por apresentar altos índices de vulnerabilidade e suscetibilidade a problemas ambientais, exibindo sérios problemas de degradação ambiental e social. A importância dessa pesquisa reside na necessidade de abordagens inovadoras e sustentáveis para enfrentar desafios urbanos contemporâneos, especialmente em áreas vulneráveis, destacando também a centralidade dessas áreas urbanas e sua influência em toda a estrutura municipal, corroborando a importância da análise e intervenção no bairro analisado para todo o município.</p>Gabriel Lincoln Lopes CarvalhoAnneliese Heyden Cabral de LIRAJULIANA XAVIER ANDRADE DE OLIVEIRAJosé Augusto Ribeiro da Silveira
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2025-01-162025-01-16101819710.21680/2448-296X.2025v10n1ID36621ESTUDO DA PAISAGEM DOS BAIRROS RIBEIRINHOS DA ZONA SUL EM TERESINA, PIAUÍ
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/35165
<p>O presente artigo tem como objetivo analisar a paisagem ribeirinha da zona Sul de Teresina, capital do estado do Piauí, identificando e caracterizando as diferentes paisagens através da delimitação de cenários. A análise fundamenta-se em pesquisas bibliográficas que abordam conceitos pertinentes ao tema, como espaços livres e paisagem, com o intuito de contribuir para o entendimento das dinâmicas ribeirinhas dos rios Poti e Parnaíba. A investigação realizou análises qualitativas com intuito de entender as questões sociais, urbanas e ambientais associadas a essas áreas. Além disso, o estudo incluiu visitas no local, levantamento fotográfico e análise de mapas cartográficos. Como resultado, foram identificadas diferentes paisagens na Zona Sul de Teresina, incluindo regiões mais densamente povoadas e outras menos, áreas suscetíveis a inundações, e uma diversidade no uso e ocupação do solo, que varia desde residências a grandes instalações institucionais. Também foi constatada a existência de apenas um parque ribeirinho, o Parque Ambiental da Prainha, que, embora tenha sido bastante frequentado na década de 1980, atualmente, enfrenta diversos impactos ambientais devido ao uso inadequado e ao abandono por parte das autoridades competentes. Conclui-se que é necessária uma ação mais eficaz por parte da sociedade e do poder público para promover a valorização e a recuperação da paisagem ribeirinha nesta região.</p>Denise Rodrigues SantiagoKarenina Cardoso MatosWilza Gomes Reis Lopes
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2025-01-162025-01-161019811310.21680/2448-296X.2025v10n1ID35165AVALIAÇÃO DA CAMINHABILIDADE NO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DA UNESP EM MARÍLIA/SP
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/35336
<p>Em algum momento, toda pessoa atua como pedestre durante seus deslocamentos urbanos, para os quais os espaços construídos devem garantir qualidade e segurança. Nos campi universitários, onde há grande diversidade de pessoas devido às atividades de ensino, pesquisa, extensão e aos serviços oferecidos, a infraestrutura para os deslocamentos a pé deve atender às normas de acessibilidade vigentes, além de proporcionar conforto e segurança. Nesse contexto, este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa sobre a caminhabilidade em um campus universitário brasileiro, utilizando uma abordagem multimétodos. O estudo de caso foi realizado no campus da UNESP em Marília/SP. A metodologia envolveu o uso de indicadores de desempenho e um índice para avaliar a qualidade da infraestrutura para pedestres, além de uma análise de acessibilidade e visibilidade utilizando a sintaxe espacial e grafos de visibilidade no nível dos joelhos e dos olhos. Os resultados revelaram que aspectos como legibilidade, segurança e seguridade necessitam de maior atenção por parte dos gestores locais para melhorar a caminhabilidade. Além disso, a análise da sintaxe espacial indicou uma baixa conexão entre os caminhos, resultando em deslocamentos mais longos. A análise dos grafos de visibilidade identificou áreas com obstruções visuais, impactando a percepção do ambiente pelos pedestres. Espera-se que os resultados sirvam de orientação para implementar melhorias no campus e orientar a criação de novos campi universitários.</p>Bruna Cristina PiresRenata Cardoso Magagnin
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2025-01-162025-01-1610111413110.21680/2448-296X.2025v10n1ID35336EXPERIÊNCIAS AFETIVAS E A POTENCIALIZAÇÃO DA VIDA URBANA
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/36524
<p>O encontro entre diferentes gerações no espaço público tem sido apontado como indicador de melhoria da qualidade do ambiente e da vida das populações. As relações intergeracionais e a afetividade viabilizam a transmissão, reprodução e transformação do mundo social em seus contextos éticos e políticos, onde os afetos são uma dimensão mediadora e potencializadora desse processo de ação/transformação dos espaços da cidade. Todavia, mesmo havendo uma evolução na produção de pesquisas envolvendo as relações intergeracionais nos espaços urbanos, ainda são escassas aquelas que tenham como foco a afetividade e o senso de lugar. Através de uma perspectiva socioambiental e afetiva, esta pesquisa teve como objetivo compreender como a interação entre as gerações com base nas apropriações e nos afetos pode cooperar com a potencialização das relações pessoa/ambiente e da vida urbana. A pesquisa contou com um estudo de caso no bairro Vicente Pinzón, na cidade de Fortaleza/CE, no qual foram aplicados com jovens e idosos entrevistas semiestruturadas e mapas afetivos. Os resultados da pesquisa indicam uma qualidade positiva apontada entre os jovens e idosos moradores com relação ao bairro Vicente Pinzón, porém, também é percebida uma constante insatisfação com a insegurança e com o esquecimento do lugar pelo poder público. Ainda assim, a comunidade demonstra constante vontade de gerir seus espaços a fim de contribuir com a potencialização de seu território, mostrando resistência.</p>Mateus TelesGisele PereiraAdriana Portella
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2025-01-162025-01-1610113214710.21680/2448-296X.2025v10n1ID36524NBR 16.537
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/36822
<p>A sinalização tátil no piso representa uma das formas de garantir o direito de ir e vir com independência das pessoas com deficiência visual, visando indicar caminhos preferenciais e seguros de circulação, assim como alertar para perigos potenciais. A norma brasileira NBR 16.537 (ABNT, 2016) de sinalização tátil no piso passou por revisão através de reuniões oficiais abertas de 2021 a 2022 conduzidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com interessados em participar do processo de discussão dos itens que apresentavam problemas de usabilidade, aplicação prática e/ou exigiam melhor definição. Este artigo busca exemplificar as principais recomendações encaminhadas pela pesquisadora durante o processo de revisão da normativa, a partir do protagonismo dos próprios usuários: pessoas com cegueira, através dos resultados de pesquisa que aplicou os instrumentos Passeio Acompanhado e discussões em Grupo Focal, para que as sugestões à normativa pudessem ser estabelecidas durante as reuniões oficiais. A maioria das recomendações textuais e por desenhos técnicos foram acatadas na nova versão da norma publicada em 2024 pela ABNT, após ponderações e concordância majoritária dos participantes.</p>Carolina Stolf Silveira
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2025-01-162025-01-1610114815910.21680/2448-296X.2025v10n1ID36822MOBILIÁRIO ESCOLAR PARA CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/35950
<p>O mobiliário escolar adaptado para crianças com Paralisia Cerebral tem sido uma demanda crescente. As áreas da Saúde, Ergonomia e Design formam uma equipe multidisciplinar para que um projeto de um produto inclusivo que satisfaça aspectos técnicos, funcionais e ergonômicos possa ser desenvolvido e a Tecnologia Assistiva é utilizada de diversas formas para realização de adaptações no mobiliário escolar de crianças com Paralisia Cerebral. Dessa forma, este artigo tem como objetivo apresentar a Revisão Sistemática da Literatura com o intuito de compreender como são os mobiliários que estão sendo utilizados para adequar a postura sentada de crianças com Paralisia Cerebral no contexto escolar. Foi utilizado como referência o <em>checklist</em> PRISMA para revisões sistemáticas, e após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, 8 artigos foram incluídos para análise. Os resultados apontaram para o uso crescente de materiais de baixo custo nas adaptações do mobiliário escolar para crianças com Paralisia Cerebral. Foi possível classificar os artigos encontrados em 4 grupos: a) Adaptações em mobiliários sem mesa de apoio; b) Adaptações em mobiliário com mesa de apoio; c) Adaptações em cadeira de rodas sem mesa de apoio; Adaptações em cadeira de rodas com mesa de apoio. Através dos dados obtidos, pode-se observar que diferentes adaptações podem ser realizadas em diversos tipos de mobiliário, respeitando as limitações físicas e funcionais da criança com Paralisia Cerebral.</p>Thalita AraújoJuliana Fonsêca de Queiroz MarcelinoLaura Bezerra Martins
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2025-01-162025-01-1610116017310.21680/2448-296X.2025v10n1ID35950STEVEN HOLL E A ARQUITETURA FRACTAL
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/36862
<p>Tradicionalmente o projeto de arquitetura se fundamenta no conhecimento da “geometria euclidiana”, contudo, o advento da “geometria fractal” gerou discussões sobre sua projeção no desenvolvimento de projetos denominados internacionalmente como “arquitetura fractal”. Dessa maneira, o objetivo deste artigo é investigar a arquitetura fractal, considerando intenções projetuais de Steven Holl ao aplicar a geometria fractal no desenho de composição da forma arquitetônica do centro de convivência Sarphatistraat, obra desenvolvida no seu ateliê. Para isso, utiliza-se como referência as propriedades da geometria fractal, enfatizando-se a estruturação de uma estratégia de análise da forma arquitetônica no trabalho do arquiteto. A pesquisa envolveu o suporte de registro bibliográfico, com abrangência exploratória e descritiva, caracterizada por uma aproximação qualitativa do desenho a partir do material iconográfico da obra selecionada: texto, planta, corte, elevação, axonometria, perspectiva, diagrama ou modelo. Como resultado, registra-se que a geometria fractal atua como geradora de uma estrutura para formação de ponto, linha, plano, volume e abertura; por conseguinte, ocorre uma transformação que distorce a geometria fractal inspiradora indicada inicialmente pelo arquiteto. Contudo, permanece uma disposição ordenada entre as partes e o todo no desenho de composição da forma arquitetônica com base em atributos que envolvem o espaço arquitetônico. A obra analisada torna-se uma referência para elaborar propostas projetuais em arquitetura, assim como permite à pesquisa ser relacionada com outros projetos, contribuindo na formação de estudantes, arquitetos e pesquisadores em práticas projetuais no ateliê de arquitetura.</p>Leonardo de Oliveira BritoMaristela de Moraes AlmeidaTatiana Sakurai
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2025-01-162025-01-1610117418910.21680/2448-296X.2025v10n1ID36862ESPAÇOS URBANOS PARA VIVER E CONVIVER
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/36820
<p>'Tenho ideias como um cidadão-arquiteto e as vezes elas chegam à realidade”, poderia ser este o subtítulo do ensaio. O plano, o projeto urbano, o projeto de arquitetura, associados a procedimentos adequados de implementação viabilizam ideias. Como profissional desejo que tudo aconteça e trago exemplos de como espaços resultantes de um bom entendimento da realidade, podem se tornar lugares para pessoas. Meu trabalho profissional se modificou desde quando percebi que os requisitos do cliente não podem ser respondidos abstratamente. Por exemplo, inventar artifícios para justificar a resolução do programa do cliente em um bloco único ou concebido como um objeto de arte. Participei de projetos com programas de implantação complexos e daí procurei entender como as pessoas e coisas se deslocam, podem organizar o espaço comum e ter gosto pelo refúgio privado. Enveredei -me para o projeto urbano, desde a teoria e o interesse para caminhar por trechos da cidade. Considerar o estudo dos espaços por partes, diferenciar os caminhos, os lugares de permanência, preservar o verde e a água. Vou mostrar alguns elementos necessários para facilitar o estudo da forma e projetar a cidade, o que tem sido muito da minha história.</p>Adilson Macedo
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2025-01-162025-01-16101516710.21680/2448-296X.2025v10n1ID36820A INFRAESTRUTURA VERDE COMO SUPORTE AO PLANEJAMENTO URBANO SENSÍVEL ÀS ÁGUAS NA ESCALA DO BAIRRO EM TERESINA-PI
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/37298
<p>Tendo em vista o cenário urbano do século XXI, cada vez mais impactado pelos efeitos negativos acentuados pelas mudanças climáticas e por modelos de planejamento e gestão urbana dissociados de uma abordagem ecológica, tem-se a urgência da produção de espaços urbanos harmonicamente conectados aos sistemas ambientais. Entre estes sistemas destacam-se os hídricos, os quais são continuamente impactados por técnicas convencionais de manejo das águas, materializadas sob infraestruturas cinzas muito presentes em diversas cidades brasileiras, incluindo Teresina, no Piauí. Considerando ainda as projeções feitas sob os efeitos da mudança climática na capital piauiense e que apontam um aumento significativo de eventos de precipitação extrema, tais técnicas ganham ainda mais força entre os novos investimentos em drenagem urbana. Como alternativa a esse cenário, dá-se destaque à infraestrutura verde (IV) enquanto método de planejamento ecológico da paisagem passível de ser absorvido na escala do planejamento urbano e que, em paralelo, permite o intercurso de processos de crescimento urbano mais sustentáveis. Nesse sentido, a partir de pesquisa bibliográfica e análise de estudo de caso, qual seja o bairro Recanto das Palmeiras, em Teresina-PI, o artigo tem por objetivo conceber um plano de IV para o território e que funcione como modelo de planejamento urbano sustentável e sensível às águas.</p>Karenina MatosArthur Rocha
Copyright (c) 2025 Arthur Rocha, Karenina Matos
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2025-01-162025-01-1610119120610.21680/2448-296X.2025v10n1ID37298Editorial v. 10, n.1
https://periodicos.ufrn.br/revprojetar/article/view/38849
<p>Apresenta o expediente e o editorial desta edição</p>Gleice Azambuja ElaliMaisa Veloso
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2025-01-162025-01-161010204