https://periodicos.ufrn.br/vivencia/issue/feed Vivência: Revista de Antropologia 2020-07-28T12:47:18+00:00 Julie A. Cavignac vivenciareant@yahoo.com.br Open Journal Systems <p style="margin: 0px; min-height: 50px; max-height: 125px; overflow: hidden; text-overflow: ellipsis;"><strong>Scope: </strong>Vivência:Revista de Antropologia, vinculada ao Departamento de Antropologia e ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRN, apresenta aqui a sua versão online. Trata-se de uma revista com publicação cont´ínua que tem por objetivo possibilitar a divulgação e acesso a artigos, resenhas, propostas audiovisuais, memorais e conferências magistrais relevantes à Antropologia e áreas correlatas. Ainda que a publicação seja contínua, organiza-se através de números semestrais com dossiês temáticos. Tanto o fluxo contínuo como os dossiês, organizados por até cinco pesquisadores relevantes na área temática, sendo um deles do Departamento de Antropologia da UFRN,&nbsp; acolhem constribuições de mestres e doutores em língua portuguesa, espanhola, inglesa e francesa.</p> <p style="margin: 0px; text-align: left;"><strong>Área do conhecimento</strong>: Antropologia <strong>Qualis/CAPES</strong>: B1 <strong>e-ISSN</strong>: 2238-6009 <strong>Contato</strong>:&nbsp;vivenciareant@yahoo.com.br</p> https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21904 EDITORIAL 2020-07-28T12:45:16+00:00 Carlos Guilherme Octaviano do Valle cgvalle@gmail.com Julie Antoinette Cavignac juliecavignac@gmail.com Paulo Victor Leite Lopes paulovleitelopes@gmail.com 2020-07-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/20870 REFLORESCER, PERSISTIR E RESISTIR: PRÁTICAS XAMÂNICAS INDÍGENAS NA ATUALIDADE 2020-07-28T12:47:18+00:00 Sergio Baptista da Silva sergiobaptistadasilva@gmail.com José Glebson Vieira jglebson@gmail.com Antonella Fagetti antonellafagetti@yahoo.com.mx 2020-05-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21755 A PRÁXIS XAMÂNICA KAINGANG NA MODERNIDADE/COLONIALIDADE: UMA POLÍTICA DA FLORESTA 2020-07-28T12:45:21+00:00 Clémentine Maréchal clementine.marechal08@gmail.com <p>O presente artigo busca apresentar diferentes expressões da práxis xamânica Kaingang como testemunho da intencionalidade dos kujà (xamãs) de afirmar seu protagonismo tanto dentro quanto fora das suas comunidades. Preocupados com sua (re)existência, os kujà usam e se apropriam de diversos conceitos e premissas imaginárias da modernidade/colonialidade e as transformam em ferramentas que visam por um lado a recuperação do seu poder enquanto liderança política e político-espiritual e por outro a continuidade das suas práticas repassando seus poderes para as futuras gerações. Desafiam, assim, os impasses que a política, em seus termos modernos/coloniais, coloca, intencionalmente ou não, nos seus caminhos.</p> 2020-07-16T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21126 CATIMBÓ E TORÉ: PRÁTICAS RITUAIS E XAMANISMO DO POVO POTIGUARA DA PARAÍBA 2020-07-28T12:45:36+00:00 José Glebson Vieira jglebson@gmail.com <p>Este artigo pretende analisar a prática ritual do catimbó e da jurema entre o povo Potiguara, que se localiza no litoral do Estado da Paraíba (Brasil), com o intuito de apontar para a articulação de tais práticas com o ritual do toré, tendo como pano de fundo a concepção nativa de encantado. Os Potiguara definem os encantados como sendo os habitantes de locais específicos como a mata e os fundos e os definem pelo atributo da invisibilidade e por dois predicados específicos: a humanidade e a imortalidade. Em suas práticas rituais, os pajés, os mestres do toré e os especialistas do catimbó acionam entidades espirituais que estão presentes no culto da jurema (como mestres e caboclos), entidades do catolicismo (santos). A centralidade da jurema e a presença de entidades das religiosidades afro-brasileiras em tais práticas propiciam o uso pejorativo do termo catimbozeiro para classificar os especialistas rituais. Esses dialogam com os encantados através de viagens e da incorporação espiritual por meio de melodias, que são chamamentos para “fazer o trabalho”, de orações fortes e do uso da defumação com fumo e que estão presentes em maior ou menor expressividade no toré. O toré é concebido e vivido como brincadeira, como ritual e como guerra contra o visível e o invisível, o que remete às operações de tradução, mediação e cura, e indica uma efetiva combinação com novas técnicas disponíveis e as possibilidades de agenciamento de humanos e entidades encantadas e espirituais.</p> 2020-05-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21756 PENSANDO COM AS FLORESTAS: UMA EXPOSIÇÃO DE QUESTÕES DO ANTROPOMORFISMO À LUZ DAS PALAVRAS DO XAMÃ DAVI KOPENAWA 2020-07-28T12:45:18+00:00 Pedro Paulo Valerio Vaz pedroovalerio@gmail.com <p>Este artigo tem o objetivo de fazer uma reflexão junto às palavras do xamã yanomami Davi Kopenawa, contidas na obra A queda do céu. O texto em questão foi construído mediante o trabalho conjunto do antropólogo francês Bruce Albert e o xamã yanomami Davi Kopenawa. Esta pesquisa busca cooperar na exposição das consequências que esse trabalho “a quatro mãos” vem causando à teoria antropológica, principalmente aquela ligada ao xamanismo. A frase de Davi Kopenawa “a floresta é inteligente, ela tem um pensamento” será o centro de irradiação deste artigo, e se buscará friccioná-la com diferentes textos antropológicos contemporâneos, para que caminhos e desvios surjam e para que as faíscas desses encontros sejam expostas.</p> 2020-07-16T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21542 XAMANISMO E REDES DE RELAÇÕES INTERINDÍGENAS: AMAZÔNIA E NORDESTE BRASILEIRO 2020-07-28T12:45:26+00:00 Ugo Maia Andrade ugomaia@ufs.br <p>Trata-se de produzir considerações a partir de dois contextos etnográficos distintos de relações de trocas interindígenas baseadas no xamanismo: o submédio São Francisco (divisa BA/PE) e o baixo Oiapoque e rio Uaçá (fronteira Brasil/Guiana Francesa). Caracterizadas por suas respectivas literaturas etnológicas como antigas zonas de contato entre índios e entre índios e não índios – experimentando densamente as presenças colonial e missionária – as regiões em pauta apresentam ainda hoje relevantes circuitos de trocas xamânicas que vão da complementaridade ritual à dissensão provocada por acusações de feitiçaria, modulando relações políticas intra e intercomunitárias. Essas permutas estão conectadas a outras de tipos matrimonial, comercial, etc., não configurando um domínio autônomo de relações intersociais. Contudo, dada a importância dos intercâmbios rituais nos registros das relações interindígenas em ambas regiões, faz-se necessário indagar e cotejar os princípios que os ordenam e suas transformações nas respectivas histórias regionais</p> 2020-06-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/20871 LOS GUARANÍ Y LOS CHANÉ EN EL AHORA. CHAMANISMO, RELIGIÓN Y ETNOPOLÍTICA EN EL NOROESTE ARGENTINO 2020-07-28T12:47:15+00:00 Maria Eugenia Flores pankraleon@gmail.com <p>El objetivo del presente artículo es indagar sobre el pasado y el presente de los líderes religiosos guaraní y chané en el territorio del actual Norte Argentino. Por un lado, se indagará sobre lo que fue el sistema chamánico del complejo chiriguano-chané, descrito en estudios etnohistóricos, y, por otro lado, se pretende analizar los procesos de yuxtaposición de estos sistemas chamánicos con los sistemas religiosos cristianos, trayendo a colación algunos casos etnográficos actuales de líderes políticos y religiosos indígenas y evangélicos, que manejan las artes de la curación. Por último, se presentará un análisis sobre las emergencias espirituales, las mediaciones culturales y las transfiguraciones religiosas entre los pueblos amerindios contemporáneos.</p> 2020-05-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21130 INTERSECÇÕES ENTRE MATERIALIDADES E SONORIDADES NA CONSTRUÇÃO DA CATEGORIA IYAMAKA PARESI-HALITI 2020-07-28T12:45:33+00:00 Bruno Oliveira Aroni bruno.aroni@gmail.com <p>Entre o grupo indígena Paresi-Haliti, o termo <em>iyamaka</em> se refere ao conjunto de flautas secretas associadas a poderosos espíritos, para os quais são dedicados oferendas e rituais. Partindo de uma investigação das condições que possibilitam a presença-viva destes artefatos e dos saberes e técnicas implicados na sua condição sonora, busca-se, sobretudo demonstrar como a fabricação material e a produção musical constituem tecnologias rituais relevantes naquele contexto etnográfico, capazes de garantir relações harmônicas entre os <em>haliti</em> e outras entidades não-humanas concebidas em sua cosmologia.</p> 2020-05-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21114 “DIVIDIR PARA IMPERAR?”: UMA ETNOGRAFIA DA PRODUÇÃO DE TERRITÓRIOS INDÍGENAS NO LESTE MATO-GROSSENSE 2020-07-28T12:47:12+00:00 Luís Roberto de Paula luis.roberto@ufabc.edu.br <p>Expulsos de seus territórios de maneira violenta, perversa e arbitrária entre as décadas de 30 e 50 do século passado, os diversos grupos locais xavante que constituem a “Sociedade Xavante” (Maybury-Lewis,1984), passaram a retornar e recuperar esse conjunto de territórios a partir da década de 60. Busco no decorrer deste artigo apresentar, fundamentalmente, uma das dimensões da complexa dinâmica socioespacial xavante ao dar ênfase as negociações e articulações envolvidas na produção de fronteiras territoriais numa situação etnográfica extraída de minha experiência em processos de identificação de terras. A partir desta vivência turbulenta e em um esforço retrospectivo tentei organizar o material etnográfico captado naquela situação e busquei compreender os significados embutidos no comportamento fragmentário dos grupos locais xavante diante do processo de revisão de limites de uma de suas terras indígenas. Vale dizer que os grupos locais xavante têm conseguido o reconhecimento de boa parte de suas demandas territoriais (e assistenciais) desde o início da retomada de seus direitos territoriais a partir da década de 1970. Pode-se inclusive pensar que a configuração sociológica fragmentária da “estrutura social xavante” venha ser um dos fatores sociológicos mais importantes para a sobrevivência física e cultural desse povo até o presente momento</p> 2020-05-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21115 POLÍTICAS SOBRE A VIDA E A REIVINDICAÇÃO PELO USO MEDICINAL DA MACONHA 2020-07-28T12:45:38+00:00 Natália de Campos natalia262@gmail.com <p>Este artigo busca, a partir das discussões de Michel Foucault e Didier Fassin, apontar as relações entre as políticas de Estado sobre a vida dos indivíduos e as estratégias acionadas pela população para ter acesso ao direito à saúde. Entre os casos que tratam desta temática já explorada por outros autores das ciências sociais e especialmente da antropologia, inserimos nesta discussão uma demanda bastante específica e atual, sobre o uso de derivados da maconha para fins medicinais, terapêutica utilizada há alguns anos em outros países e recentemente discutida no Brasil com consideráveis limitações e entraves. Assim, apresentamos as formas como a sociedade articula-se e aciona dispositivos do próprio Estado para obter reconhecimento dos seus direitos e acesso para as suas demandas por saúde.</p> 2020-05-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21131 PLANTAS EM MÃOS HABILIDOSAS E EM MODOS ESPECÍFICOS DE VER: UMA ETNOGRAFIA EM CENÁRIOS BOTÂNICOS 2020-07-28T12:45:31+00:00 Elizeu Pinheiro da Cruz elizeuprof@gmail.com <p>Ancorado nos estudos sobre as relações entre humanos e não humanos, este artigo aborda o trabalho de cortar dos biólogos relacionado à descrição da biodiversidade vegetal de territórios da Bahia, Brasil, a fim de produzir apontamentos que possam contribuir com as circularidades dos discursos ambientais contemporâneos, atentos à superação das dicotomias humanidade-natureza e indivíduo-ambiente. Ele é um desdobramento das notas de campo elaboradas em uma etnografia desenvolvida entre os anos 2011 e 2016 que acompanhou, em laboratórios, matas e outros cenários das ciências biológicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, movimentos de coletivos de plantas, animais, biólogos e outros entes em pesquisas voltadas para descrições da biodiversidade da Bahia como excepcionalidade. Cortar plantas é uma ação assumida pelos biólogos como possibilidade de composição, por multiplicação de formas, de descrições dos mundos habitados pelas plantas em traçados das ciências biológicas.</p> 2020-05-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21133 O LUGAR DA CULTURA NO DEBATE SOBRE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL: UM OLHAR A PARTIR DE MOÇAMBIQUE 2020-07-28T12:45:29+00:00 Renata Menasche renata.menasche@gmail.com Jone Januário Mirasse jmirasse@gmail.com Fabiana Thomé da Cruz fabianathome@ufg.br <p>Este artigo problematiza o lugar da cultura alimentar em projetos e políticas públicas voltados à segurança alimentar e nutricional (SAN). São analisados dados empíricos de pesquisa acerca de um programa público na província de Nampula (Nordeste de Moçambique) por meio do qual famílias rurais foram estimuladas a produzir e consumir batata-doce de polpa alaranjada. Apesar de nutritivo, esse tubérculo — por razões que remetem ao sofrimento vivenciado no processo de colonização e ao respeito aos ancestrais — é aceito com restrições pela população. Desse modo, seu emprego para combater a insegurança alimentar pode ser considerado pouco eficaz. Esse contexto, favorável à análise das interfaces entre cultura alimentar e SAN, proporciona refletir sobre como se conformam, em uma sociedade, adesões, adaptações ou rejeições a práticas alimentares nela introduzidas.</p> 2020-05-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21543 SOMOS AS NOSSAS MEMÓRIAS 2020-07-28T12:45:23+00:00 Elisete Schwade eliseteschwade@gmail.com 2020-06-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia