https://periodicos.ufrn.br/vivencia/issue/feed Vivência: Revista de Antropologia 2021-12-27T17:51:18-03:00 Julie A. Cavignac vivenciareant@yahoo.com.br Open Journal Systems <p style="margin: 0px; min-height: 50px; max-height: 125px; overflow: hidden; text-overflow: ellipsis;"><strong>Scope: </strong>Vivência:Revista de Antropologia, vinculada ao Departamento de Antropologia e ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRN, apresenta aqui a sua versão online. Trata-se de uma revista com publicação cont´ínua que tem por objetivo possibilitar a divulgação e acesso a artigos, resenhas, propostas audiovisuais, memorais e conferências magistrais relevantes à Antropologia e áreas correlatas. Ainda que a publicação seja contínua, organiza-se através de números semestrais com dossiês temáticos. Tanto o fluxo contínuo como os dossiês, organizados por até cinco pesquisadores relevantes na área temática, sendo um deles do Departamento de Antropologia da UFRN,&nbsp; acolhem constribuições de mestres e doutores em língua portuguesa, espanhola, inglesa e francesa.</p> <p style="margin: 0px; text-align: left;"><strong>Área do conhecimento</strong>: Antropologia <strong>Qualis/CAPES</strong>: B1 <strong>e-ISSN</strong>: 2238-6009 <strong>Contato</strong>:&nbsp;vivenciareant@yahoo.com.br</p> https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27599 LYDIA BRASILEIRA: A VELHICE DO SERTÃO E A PELEJA DECOLONIAL NA PANDEMIA 2021-12-27T17:51:14-03:00 Raquel Litterio de Bastos raquelitterio@gmail.com Eduardo Neves Rocha de Brito edurocha.ant@gmail.com Jéssica Farias Dantas Medeiros fariasjessicad@gmail.com Raíssa Thamires Fernandes de Oliveira serimahtassiar@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O texto descreve as filmagens do documentário “Lydia mão-molenga brasileira", que versa sobre a última oficina de mamulengos da Mestra Lydia Brasileira, realizada no Sertão do Rio Grande do Norte, na cidade de Caicó, nos primeiros seis meses de 2021. Entre as modelagens e tecidos, alegrias e tristezas, encontros e desencontros, o objetivo do artigo é problematizar o cuidado, a autonomia e o controle dos idosos considerados grupo de risco, em especial as mulheres sertanejas, na crise sanitária da Covid-19. A narrativa se adensa a partir dos relatos da Mestra, no desenrolar da Oficina onde ocorre o documentário. Ainda na oficina, Lydia, em seus 84 anos, desenvolve o trabalho de relembrar a sua vida e os fatos que a oprimiram enquanto mulher: primeiro, na infância em uma família sertaneja proprietária de terras destinadas à criação de gado, centrada em costumes patriarcais&nbsp; e eurocentrados; depois, sobre o arranjo matrimonial com um violento militar, sua separação durante os anos de chumbo, o encontro com a arte dos mamulengos e a perda da autonomia durante a pandemia. A Pandemia de Covid-19 desnuda as práticas autoritárias de cuidado sobre as mulheres idosas.</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Raquel Litterio de Bastos, Eduardo Neves Rocha de Brito, Jéssica Farias Dantas Medeiros, Raíssa Thamires Fernandes de Oliveira https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27600 TERRITORIALIDADES MODIFICADAS: OS MOVIMENTOS DE DESTERRITORIALIZAÇÃO E RETERRITORIALIZAÇÃO DA PROSTITUIÇÃO COM A COVID-19 2021-12-27T17:51:10-03:00 Ricardo Mingareli Del Valle ricardo.delvalle@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O vínculo entre espaços habitados e agrupamentos humanos formados por profissionais do sexo e clientes constrói vivências qualificadas por códigos-territórios próprios e dispostos em territorialidades; que, por classificações sociais, ocupam desde zonas específicas até áreas segregadas e tomadas ao uso prostitucional. Porém, sempre sujeitas a transformações pelos contextos sociais vivenciados; como por exemplo, com as recomendações de distanciamentos e isolamentos sociais e as táticas preventivas para combater a propagação da Covid-19. Medidas que regularam e modificaram as relações urbanas e coletivas como um todo, inclusive, as da prostituição. Estas novas experiências de contato com as cidades foram capazes de transfigurar as relações sociais da prostituição às suas novas formatações organizacionais, desterritorializando suas territorialidades existentes e, reterritorializando-as, conforme as características de sua natureza. Neste processo transitório, este artigo investigou as possibilidades representativas em que a territorialidade da prostituição se constituiu durante o período pandêmico da Covid-19 em seus territórios. &nbsp; </span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ricardo Mingareli Del Valle https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27601 CORPO DEFICIENTE E TÉCNICAS DE SI NA PANDEMIA 2021-12-27T17:51:06-03:00 Jéferson Alves alves.jef@hotmail.com Ceres Gomes Victora ceresvictora@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O objetivo do presente texto é considerar experiências de pessoas com deficiência (PCD) na pandemia de Covid-19 e as estratégias criadas para (sobre)viver ao contexto que se/lhes impõe. Os relatos e dados apresentados advém de entrevistas e conversas informais, via </span><em><span style="font-weight: 400;">Skype</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">Whatsapp</span></em><span style="font-weight: 400;">, como forma de manter o isolamento social, mas também de gerar acessibilidade para corpos deficientes (do pesquisador e dos entrevistados), bem como de uma pequena autoetnografia. Esses relatos demonstram que a pandemia atinge corpos de maneiras diferentes, e que os corpos deficientes são atingidos de formas mais perigosas, daí a necessidade de se criar estratégias e técnicas de si (FOUCAULT, 2010) para (sobre)viver na/à pandemia. Isso demonstra, ainda, a potencialidade, criatividade e inventividade dos corpos deficientes, tanto em relação a si mesmos, quanto como pontos de contraste e de reflexão acerca da sociedade.</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jéferson Alves, Ceres Gomes Victora https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27603 DIÁLOGOS SOBRE A “UNIVERSIDADE DA VIDA”: DESCOLONIZANDO SABERES E PRÁTICAS DAS AGENTES COMUNITÁRIAS DE SAÚDE (ACS) NO ENFRENTAMENTO DA COVID-19 2021-12-27T17:51:02-03:00 Ana Paula Marcelino da Silva marcelinopaula5@gmail.com Bruna Carla Cordeiro de Carvalho bccc@academico.ufpb.br Ednalva Maciel Neves ednmneves@gmail.com Maria José da Silva Pedro mariapedro4097@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho tem por objetivo demonstrar, por meio de relato da agente comunitária de saúde, as experiências locais da pandemia do coronavírus (SARS-Cov-2). De início, buscamos a horizontalidade do diálogo entre as autoras, reconhecendo os saberes envolvidos na produção de conhecimento. Em seguida, dialogamos sobre os limites do enfrentamento da pandemia para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no contexto da Atenção Básica. Desde entraves burocráticos encontrados àqueles que inicialmente não eram considerados como linha de frente ao combate da crise sanitária até as dificuldades encontradas com relação às informações sobre a pandemia, as entrevistas revelaram como a autoridade dada pela comunidade, e por si mesma, atravessou as barreiras institucionais dentro dos próprios órgãos, externalizando a autoridade de Maria José e sua resposta local à inação estatal perante as populações que mais necessitam de atenção. Tudo isso Em contraponto com os ditames dos saberes biomédicos aos saberes preventivos, que são o cerne da profissão de Agente Comunitária de Saúde.</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ana Paula Marcelino da Silva, Bruna Carla Cordeiro de Carvalho, Ednalva Maciel Neves, Maria José da Silva Pedro https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27604 PANDEMIA COMO CATÁSTROFE E ANTÍDOTO: INTERLOCUÇÕES ANTROPOCENAS ENTRE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA E ANTROPOLOGIA 2021-12-27T17:50:57-03:00 Marília Kosby floorkosby@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Elaborado a partir das pesquisas do Mapeamento das Casas de Religião de Matrizes Africanas no Rio Grande do Sul (Módulo 2) – Pelotas, Rio Grande e Jaguarão, desenvolvidas entre os anos de 2020 e 2021, por demanda do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/RS, este artigo é fruto de trabalho de cunho qualitativo, baseado em observação participante e realização de questionários e entrevistas, que buscou esboçar uma cartografia social do campo afrorreligioso no sítio referido. As interlocuções com pais e mães de santo trazidas pelo presente estudo apresentam narrativas dessas pessoas sobre os impactos da pandemia de Covid-19, suas possíveis causas e efeitos.&nbsp; Temos, assim, que as casas de religiões de matriz africana trazem em seus fundamentos cosmoecológicos e religiosos premissas que, ao ressoar (Anjos, 2006) no discurso das ciências humanas a respeito das crises do capitalismo individualista e exploratório, que tão fortemente tem marcado o Antropoceno, este “tempo de catástrofes” (Stengers, 2015) – discursos tais como, por exemplo, o que traz a necessária afirmação de que “a pandemia é sintoma de uma catástrofe muito maior” (Segata, 2021) – radicalizam-no, permitindo que possamos enxergar em um dos lados da doença o seu antídoto: a retomada dos laços que compõem uma vida boa.</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Marília Kosby https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27605 NARRATIVAS (HIPER)MEDIÁTICAS BASADAS EN EL HUMOR: ANÁLISIS DE MEMES SOBRE LA COVID-19 Y MEDIDAS DE AISLAMIENTO SOCIAL EN ARGENTINA, MARZO A NOVIEMBRE 2020 2021-12-27T17:50:53-03:00 Flavia Demonte flaviademonte@gmail.com Andrea Mastrangelo andreaveronicamastrangelo@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">El objetivo del artículo es describir y analizar 292 memes que circularon por redes sociales de Internet sobre la COVID-19 y la experiencia del Aislamiento Social Preventivo y Obligatorio en Argentina desde marzo a noviembre de 2020. Realizamos un análisis cualitativo, agrupándolos en categorías temáticas vinculadas con el proceso salud, enfermedad, atención, prevención, identificamos los principales recursos utilizados y los relacionamos con el contexto en el que los memes fueron producidos y circulados. A través del análisis de los temas, los recursos utilizados y su relación contextual, reconstruimos narrativas vinculadas con la vida cotidiana durante la pandemia, la gestión de la política sanitaria, las prácticas preventivas de la población, el SARS-CoV-2 y la COVID-19, el impacto del aislamiento social y la pandemia en la economía familiar, en la experiencia educativa, la salud mental y las miradas sobre el año 2020 y el futuro pospandemia. Concluimos que los memes, como productos socioculturales en estrecha relación con el contexto social, político, sanitario y cultural/mediático, construyeron una manera de narrar la incertidumbre y la reorganización de lo cotidiano durante pandemia.&nbsp;</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Flavia Demonte, Andrea Mastrangelo https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27607 ENTREVISTA: COMO FAZER PESQUISA ANTROPOLÓGICA DURANTE UMA PANDEMIA? 2021-12-27T17:50:50-03:00 Soraya Fleischer soraya@unb.br Thaíse Torres ttorres@unb.br Júlia Garcia juliagarcia.unb@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Essa entrevista tem por objetivo pensar como a Antropologia pode fazer pesquisa sobre e durante as epidemias. Questões metodológicas, éticas, subjetivas, epistemológicas, financeiras e políticas serão consideradas, em especial a partir do contexto de quatro anos de pesquisa antropológica feita por Soraya Fleischer (DAN/UnB) e sua equipe no cenário do Zika Vírus em Recife/PE, mas com reverberações comparativas para o Covid-19 e outras epidemias. </span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Soraya Fleischer, Thaíse Torres, Júlia Garcia https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27620 DE(S)COLONIZANDO A PANDEMIA 2021-12-27T17:50:19-03:00 Jean Segata jeansegata@gmail.com Rozeli Porto rozeliporto@gmail.com Andrea Mastrangelo andreaveronicamastrangelo@gmail.com 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Rozeli Porto, Jean Segata, Andrea Mastrangelo https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27618 PARECERISTAS DE 2021 2021-12-26T17:37:21-03:00 Julie Cavignac juliecavignac@gmail.com Carlos Guilherme do Valle carlos.guilherme.valle@ufrn.br Juliana Gonçalves Melo juliana_melo2003@yahoo.com 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Julie Cavignac, Carlos Guilherme do Valle, Juliana Gonçalves Melo https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27616 ROMARIA DE SÃO GONÇALO: IMAGENS DE FÉ E FESTA NO INTERIOR DO PARANÁ 2021-12-27T17:50:25-03:00 Taisa Lewitzki taisa.cabocla@gmail.com Douglas Fróis douglasfrois77@gmail.com 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Taisa Lewitzki, Douglas Fróis https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27617 IMAGINAÇÕES PANDÊMICAS COEXISTENTES: PRÁTICAS CULTURAIS E SOCIALIDADES DIANTE DO CORONAVÍRUS EM NATAL (RIO GRANDE DO NORTE) 2021-12-27T17:50:22-03:00 Carlos Guilherme do Valle carlos.guilherme.valle@ufrn.br 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Carlos Guilherme do Valle https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27609 GUARDIÃO DO TEMPO: CADERNO DE RECEITAS DE UMA IMIGRANTE GALEGA EM SALVADOR 2021-12-27T17:50:46-03:00 Fabiana Paixão Viana fabipviana@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo visa </span><span style="font-weight: 400;">entender os processos de adaptação alimentar dos imigrantes galegos em Salvador e seus descendentes. Busca-se compreender a identidade galega através das receitas, as estratégias de substituição de ingredientes e as influências na formação do gosto alimentar das gerações nascidas na capital baiana. Para isso, será analisado o caderno de receitas de uma imigrante galega estabelecida na capital baiana no início do século XX. O caderno de receitas de Dorinha é formado por 152 receitas, divididas em quatro categorias: doces, salgadas, bebidas e dicas culinárias. Ele demonstra as preferências alimentares de sua família e sua adaptação em Salvador.</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Fabiana Paixão Viana https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27610 RESTAURANTES A QUILO: UMA SOLUÇÃO BRASILEIRA PARA A ALIMENTAÇÃO DOS IMIGRANTES FRANCESES EM SALVADOR (BAHIA) 2021-12-27T17:50:42-03:00 Marie Sigrist marie.sigrist@etu.univ-tours.fr <p><span style="font-weight: 400;">Em Salvador, muitos franceses vão aos restaurantes a quilo para almoçar. Este tipo de lugar de consumo de alimentos, largamente difundido no Brasil, se baseia em um funcionamento de self-service em buffet e pesagem do prato. Tal formato permite aos imigrantes franceses alcançarem as recomendações nutricionais diárias em sua alimentação cotidiana. Por meio de uma etnografia de quatro meses em Salvador sobre a alimentação dos imigrantes franceses, foi possível entrevistar estes últimos, conhecer suas representações sobre a cultura alimentar brasileira e observar suas práticas alimentares cotidianas no país de imigração. Surgem tensões na relação destes imigrantes com a alimentação cotidiana no Brasil. Para além de abordar essas tensões, esta pesquisa mostra de que forma o restaurante a quilo é, para os franceses, um lugar de apaziguamento na sua relação com a alimentação no Brasil. O restaurante a quilo aparece, de fato, como um espaço que torna possível a negociação das normas culturais da alimentação local e o prosseguimento das recomendações nutricionais difundidas na França, às quais os entrevistados continuam a aderir.</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Marie Sigrist https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27611 GAMES OF HUNGER: THE POLITICS OF FAMINE, STATE-BUILDING PROCESSES AND CONTEMPORARY HUNGER STRIKES IN EUROPE – THE CASES OF NORTHERN IRELAND AND UKRAINE 2021-12-27T17:50:39-03:00 Magdalena Tendera magdalena.tendera@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">The famines and periods of prolonged hunger that took place in Europe in the last centuries had a complex social dynamics and substantial transformative potential that still influence European politics. Dramatic cultural representations of hunger and starvation became deeply engaged in various modern nationalist narrations in order to open up new sources of political legitimacy for newly arising nation states. The periods of the Great Famine and Holodomor were at the same time moments of an extremely intense consolidation of Irish and Ukrainian national identities and the collective mindsets of multiple communities. Those identities became major political forces on the peripheries of the Old Continent. Hence, some strategies of transforming the experience of hunger into politically beneficial strategies of civic resistance were developed. Those tactics determined the future roles of both political and civil actors in sovereignty conflicts. Using a comparative approach, this paper explores the way in which the state-building processes in Ukraine and Northern Ireland in the 20</span><span style="font-weight: 400;">th</span><span style="font-weight: 400;"> and 21</span><span style="font-weight: 400;">st</span><span style="font-weight: 400;"> centuries were framed by famines, the raise of civic society, hunger strikes, and how the mindset of food scarcity grew into the nations’ characters. The mindset has turned into a serious drive for some political projects in Ukraine and Ireland to become modern nation states integrated with increasingly globalized European societies. The compelling and enchanting cultural narrations on hunger are profoundly up-to-date and political, as well as European phenomena, and as such should be analyzed – through the conceptual lens of modernity and postmodernity, and the international forms of political and economic coercions.&nbsp;</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Magdalena Tendera https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27612 AS PLANTAS DA CASA: ETNOGRAFIA SOBRE O CULTIVO PLANTAS NO CONTEXTO URBANO 2021-12-27T17:50:36-03:00 Lia Paletta Benatti lia.paletta@ufjf.br André Carvalho Mol Silva andremol@gmail.com Sebastiana Luiza Bragança Lana sebastiana.lana@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Entre as diversas formas de cultivo de plantas em nossa sociedade, foram analisados neste estudo os costumes referentes às plantas nos ambientes residenciais. O artigo apresenta uma etnografia que mostra as relações de indivíduos nos usos, na percepção e na manipulação de recursos vegetais nos apartamentos de centros urbanos. Foram feitas entrevistas com famílias que fazem o cultivo de plantas em Juiz de Fora, Minas Gerais. Assim, este estudo de antropologia urbana faz um levantamento de como pessoas criam estratégias para manter esta atividade, apesar dos ambientes construídos muitas vezes a dificultarem. São apresentadas questões referentes à origem do vegetal na residência, estratégias de cultivo e relacionamentos entre pessoas e plantas. Como conclusão destaca-se que o cultivo é uma atividade que proporciona bem-estar e socialização, para além da relação com a alimentação e a estética.</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Lia Paletta Benatti, André Carvalho Mol Silva, Sebastiana Luiza Bragança Lana https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27613 ÁGUA E SOMBRA COMO MATERIALIDADES AUSENTES NA CONFORMAÇÃO DE SÍTIOS CAMPONESES DO SERTÃO SEMIÁRIDO 2021-12-27T17:50:33-03:00 Rafael de Abreu e Souza rafaelabreusouza@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O texto analisa o sítio camponês no semiárido a partir de uma escala regional diacrônica dando foco à importância da água e da sombra na organização socioespacial da unidade doméstica. Ressalta-se os modos particulares de interação com o ambiente da caatinga em casas situadas entre o Ceará, Pernambuco e Piauí. Parte-se de reflexões arqueológicas em torno da materialidade da ausência para entender as relações humano-não-humano estabelecidas pela ausência presente da água e pela presença ausente da sombra na, ao redor e a partir da casa. O binômio sombra-árvore no interior do terreiro é entendido como estruturante de novos espaços e experiências dialogais a práticas de sociabilidade. Já a ausência da água estabelece um sistema de objetos que ultrapassa a casa e é fundamental na construção da paisagem e em seu uso comum. As relações estabelecidas com a falta da água e as áreas de sombra são parte das dinâmicas materiais que constroem essas unidades domésticas como lugares significativos nos quais práticas locais foram mantidas ao longo do século XX, mas permissivas da integração de novas tecnologias e materiais aos saberes tradicionais e ao modo de vida regional.</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Rafael de Abreu e Souza https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27614 CABO TOCO: UMA ENFERMEIRA QUE SE TORNOU COMBATENTE 2021-12-27T17:50:30-03:00 Renata Colbeich da Silva renatacolbeich@hotmail.com Ceres Karam Brum cereskb@terra.com.br Suzana Cavalheiro de Jesus suzanacavalheirodejesus@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Olmira Leal de Oliveira, popularmente conhecida no Rio Grande do Sul como Cabo Toco foi a primeira mulher gaúcha a servir à Brigada Militar no estado. Ao longo de sua trajetória lutou pelo reconhecimento de seus feitos nos confrontos armados de 1923, 1924 e 1926, período conhecido na história gaúcha pelas disputas entre Maragatos e</span> <span style="font-weight: 400;">Chimangos. Com base numa pesquisa etnográfica a respeito de narrativas (auto)bibliográficas sobre Cabo Toco, o presente texto leva em consideração as representações, experiências, representatividade e memória percebidas por mulheres que tem em Olmira, um ideal a ser seguido.&nbsp;</span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Renata Colbeich da Silva, Ceres Karam Brum, Suzana Cavalheiro de Jesus https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27615 VIVENDO À FLOR DA PELE: A TATUAGEM COMO MARCA IDENTITÁRIA 2021-12-27T17:50:28-03:00 Clara Maduell Gómez claramaduellgomez@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Em todas as épocas e lugares do mundo, o ser humano usa o corpo como forma de linguagem. Enfeita-o para ser belo, diferente, mágico. Tradicionalmente, a sociedade também exerceu poder sobre o corpo do indivíduo, inscrevendo suas marcas de acordo com a cultura que ele pertencia, mas hoje as modificações corporais têm se tornado uma forma de expressão individual de arte do corpo e vêm ganhando, a cada dia, mais adeptos. O presente estudo tem o objetivo de compreender a atuação da tatuagem como marcadora identitária nas classes médias urbanas e contemporâneas brasileiras e as percepções dos tatuados sobre seus corpos, suas marcas, a dor, o preconceito e a profissionalização dos tatuadores. É um recorte de um esforço etnográfico em duas convenções de tatuagem; dois estúdios de tatuagem e na casa de uma tatuadora – todos em Porto Alegre, Rio Grande do Sul; de coletas de dados através de entrevistas presenciais, também na capital gaúcha, e via formulário online com respostas de participantes de outras cidades do Brasil. </span></p> 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Clara Maduell Gómez https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/27597 EDITORIAL 2021-12-27T17:51:18-03:00 Juliana Gonçalves Melo juliana_melo2003@yahoo.com Julie Cavignac juliecavignac@gmail.com Carlos Guilherme do Valle carlos.guilherme.valle@ufrn.br 2021-12-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Juliana Gonçalves Melo, Julie Cavignac, Carlos Guilherme do Valle