Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia <p style="margin: 0px; min-height: 50px; max-height: 125px; overflow: hidden; text-overflow: ellipsis;"><strong>Scope: </strong>Vivência:Revista de Antropologia, vinculada ao Departamento de Antropologia e ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRN, apresenta aqui a sua versão online. Trata-se de uma revista com publicação cont´ínua que tem por objetivo possibilitar a divulgação e acesso a artigos, resenhas, propostas audiovisuais, memorais e conferências magistrais relevantes à Antropologia e áreas correlatas. Ainda que a publicação seja contínua, organiza-se através de números semestrais com dossiês temáticos. Tanto o fluxo contínuo como os dossiês, organizados por até cinco pesquisadores relevantes na área temática, sendo um deles do Departamento de Antropologia da UFRN,&nbsp; acolhem constribuições de mestres e doutores em língua portuguesa, espanhola, inglesa e francesa.</p> <p style="margin: 0px; text-align: left;"><strong>Área do conhecimento</strong>: Antropologia <strong>Qualis/CAPES</strong>: B1 <strong>e-ISSN</strong>: 2238-6009 <strong>Contato</strong>:&nbsp;vivenciareant@yahoo.com.br</p> pt-BR vivenciareant@yahoo.com.br (Julie A. Cavignac) vivenciareant@yahoo.com.br (Daniela Cândido da Silva) Sex, 11 Dez 2020 00:00:00 +0000 OJS 3.1.2.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 EDITORIAL https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23674 Juliana Gonçalves Melo, Julie Antoinette Cavignac, Carlos Guilherme Octaviano do Valle Copyright (c) 2020 Juliana Gonçalves Melo, Julie Antoinette Cavignac, Carlos Guilherme Octaviano do Valle https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23674 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 MOBILIDADES E FRONTEIRAS: PERSPECTIVAS ANTROPOLÓGICAS FEMINISTAS PARA UMA MIRADA INTERSECCIONAL https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23675 Angela Facundo Navia, Camila Esguerra Muelle, Natália Corazza Padovani Copyright (c) 2020 Angela Facundo Navia, Camila Esguerra Muelle, Natália Corazza Padovani https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23675 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 AUTISMO E MATERNIDADE MIGRANTE: PSICOPATOLOGIZANDO RELAÇÕES EM MOBILIDADE https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23676 <p>A preocupação deste artigo é fornecer elementos para a reflexão sobre questões impostas a pessoas em mobilidade, por um lado, e, por outro, sobre a perspectiva dos sujeitos destacados por serviços do Estado e da sociedade civil para dar conta desses fluxos em seus locais de chegada, debatendo especificamente os crescentes encaminhamentos de crianças e adolescentes imigrantes, em especial bolivianas, realizados por escolas de São Paulo para Centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenis (CAPS-IJ) por suspeita de possuírem alguma das muitas gradações do Transtorno do Espectro Autista. Aponto, então, para três dimensões importantes do fenômeno: primeiro, a patologização de migrantes e suas culturas, interpretada por um viés colonialista e crivado de um determinado racismo que consegue atribuir critérios de determinação de personalidade a culturas inteiras, e cria a ideia de culturas autistas ou autistizantes; segundo, para como a interrupção da mobilidade infantil é um evento crítico nesses contextos; e terceiro, para o caráter supostamente patogênico das relações entre mães e filhas migrantes, que resulta na hiper-responsabilização materna sobre a origem do autismo nas crianças.</p> Alexandre Branco Pereira Copyright (c) 2020 Alexandre Branco Pereira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23676 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 AS PESSOAS “PERIGOSAS” E “SUSPEITAS” E AS PESSOAS “CRIMINOSAS” NAS NORMATIVAS MIGRATÓRIAS BRASILEIRAS https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23677 <p>No presente artigo, desenvolvo argumentos iniciais sobre como os deslocamentos no Brasil são construídos e geridos a partir de noções de “pessoa perigosa” ou “pessoa suspeita”, mas também a partir de “pessoa criminosa”. Para tal, apresento um breve histórico de tais categorias nas normativas brasileiras, reavivadas pela publicação da Portaria 666 em 2019, assim como uma análise etnográfica da audiência criminal de uma pessoa não-brasileira processada por tráfico de drogas internacional em São Paulo. Pretendo assim trazer para o debate o papel de agentes e instâncias estatais na construção e operação de tais noções.</p> Lucia Sestokas Copyright (c) 2020 Lucia Sestokas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23677 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 DECOTE E HIJAB NAS NOTAS DA ETNOGRAFIA COM MULHERES DO CONFLITO SÍRIO NO BRASIL https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23678 <p><span class="fontstyle0">Este artigo pretende contribuir para a produção antropológica sobre refúgio. A partir de uma etnografia com mulheres refugiadas do conflito sírio, o texto discute certos discursos humanitários. A etnografia é a metodologia adotada. O trabalho de campo foi desenvolvido no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre 2015 e 2018. As narrativas apresentadas buscam romper com uma imagem visual das mulheres refugiadas como eternamente vulneráveis ou oprimidas pela “cultura”, reconhecendo sua agência e descrevendo outras dinâmicas de poder interseccional.</span> </p> Mirian Alves de Souza Copyright (c) 2020 Mirian Alves de Souza https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23678 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 DA LIBERDADE DE ISADORA: CIRCUITOS AFETIVOS ENTRE CRISES, POLÍTICAS E FRONTEIRAS https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23679 <p><span class="fontstyle0">Decorrente da minha pesquisa de doutorado, que aborda o governo das mobilidades e dos afetos das/entre as pessoas refugiadas na cidade de São Paulo, este artigo trata da justaposição entre práticas de assistência e práticas de controle em algumas das políticas destinadas a essas populações nos últimos cinco anos. Reflito, em especial, sobre a produção de </span><span class="fontstyle2">crises </span><span class="fontstyle0">e soluções administrativas alinhavadas às vidas de Dora e Isadora, mãe e filha, solicitantes de refúgio provenientes de Angola. Ambas chegaram ao Brasil no ano de 2016, momento em que a complexidade de suas trajetórias e vivências foi reduzida a um </span><span class="fontstyle2">problema </span><span class="fontstyle0">a ser resolvido entre práticas assistenciais e políticas de gestão de trânsitos, destinadas às “mulheres angolanas grávidas e com filhos”. A partir das tentativas de reunir sua família, Dora depara-se com intervenções produzidas na relação entre entidades auto referenciadas como “estado” e “sociedade civil”. Atores que disputam por recursos e legitimidade no espaço de uma suposta ausência de políticas públicas. Os trânsitos de Dora e Isadora, transformados em </span><span class="fontstyle2">crise</span><span class="fontstyle0">, permitem uma reflexão sobre o momento em que aparatos de controle de fronteiras e aparatos de controle das relações familiares se sobrepõem.</span></p> Jullyane Carvalho Ribeiro Copyright (c) 2020 Jullyane Carvalho Ribeiro https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23679 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 “EU TERIA FICADO EM PRISÃO PERPÉTUA COM ELA”: AFETO E AGÊNCIA NA TRAVESSIA POR UMA PENITENCIÁRIA FEMININA NO MARROCOS https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23682 <p><span class="fontstyle0">A partir da história de Rita, detida na fronteira da cidade espanhola de Ceuta com a província marroquina de Tetuão e, posteriormente, encarcerada no Centro Penitenciário feminino de Tetuão, a prisão referida é elaborada como uma passagem da fronteira que vai além de uma localização limítrofe entre Espanha e Marrocos. No plano do ordinário, diz respeito a um território no qual se produzem redes de solidariedade, diferenciações, fraturas e porosidades. A travessia de Rita cria o cenário onde são cartografadas algumas relações que perpassam circulações transnacionais e significados dos muros entre as pessoas que habitam as bordas hispano-marroquinas. Na prisão, Rita conhece Naima. Se o vínculo entre elas funda uma agência a partir da qual podem se recompor da cruenta cotidianidade prisional, o que chamamos de travessia pelo cárcere emerge como determinante na composição da fantasia de um futuro a dois, agindo enquanto motor instigador de possíveis devires na construção da fronteira que protagoniza esta escrita.</span> </p> Nathalia Ferreira Gonçales, Montserrat Valle Prada Copyright (c) 2020 Nathalia Ferreira Gonçales, Montserrat Valle Prada https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23682 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 TRILHAS FEMININAS: LEVES PEGADAS AO RITMO DA EXPROPRIAÇÃO NO CONTEXTO DO ALTO VALE DO JEQUITINHONHA MINEIRO https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23683 <p><span class="fontstyle0">A mobilidade humana resulta de vários processos sociais e embora possa ser uma escolha, em muitas situações, ela é impositiva, compulsória e até violenta. Neste sentido, com base nas raízes históricas das mulheres do Vale do Jequitinhonha, o objetivo desse artigo é entender o papel social que a migração –sobretudo a migração feminina – tem tido na estruturação do modo de vida da comunidade Quilombola Monte Alegre, no município de Veredinha, em Minas Gerais. Para tanto, empregamos como metodologia neste processo a pesquisa participante, prezando pela participação efetiva dos sujeitos envolvidos. No decorrer deste trabalho, identificamos quatro formas de deslocamento feminino: a migração permanente com foco nos estudos, a migração para trabalho nas capitais-êxodo rural, a pendular e a sazonal. A migração foi identificada como</span> <span class="fontstyle0">uma forma de resistência da comunidade, mas ao mesmo tempo como um processo de transformação do modo de ser e de viver do povo, sendo o elemento responsável pela desterritorialização e reterritorialização dos comunitários, com a ressignificação social e feminina.</span> <br><br></p> Roberta Alves Silva, Rafael Pereira Santos, André Rodrigo Rech Copyright (c) 2020 Roberta Alves Silva, Rafael Pereira Santos, André Rodrigo Rech https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23683 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 CORPOS EM CHOQUE NO “MUNDO”: SOBRE VIAGENS, FRONTEIRAS E OS DESAFIOS DO “ENTRE-LUGAR” https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23684 <p><span class="fontstyle0">Apostando na potência de uma escrita em ensaio, apresento aqui uma proposta de experimentação narrativa que possa conduzir o leitor a visualizar e sentir na própria etnografia a forma como nossas trajetórias, nossos corpos, nossas marcas e nossos medos delimitam pesquisas antropológicas sobre fronteiras, movimentos e experiências de mobilidade. Como podemos reinserir narrativamente nossos corpos no mundo? Como podemos fazê-lo, levando em conta tanto as “viagens” que nos constituem como sujeitas, quanto como mulheres antropólogas? Com essas ideias em mente, ao longo do texto, a descrição do choque entre diferentes corpos no mundo – os meu e os dos sujeitos com quem interagi em minha pesquisa de campo na Amazônia brasileira – será meu ponto de partida para conduzi-los dentre os elementos de uma teoria etnográfica genderizada/sexualizada dos movimentos pela fronteira em expansão.</span> </p> Telma de Sousa Bemerguy Copyright (c) 2020 Telma de Sousa Bemerguy https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23684 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 DO CAMPO DO VISÍVEL E INVISÍVEL À PERFORMANCE DE CURA ESPIRITUAL: UM ENSAIO ANALÍTICO SOBRE ATENDIMENTOS DE UMA PAJÉ CABOCLO EM SANTARÉM/PA https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23685 <p><span class="fontstyle0">Este artigo resulta da preocupação de abordar o tema da </span><span class="fontstyle2">performance </span><span class="fontstyle0">em práticas de interação social, pensado inicialmente para uma disciplina de curso de doutorado intitulada “Antropologia e Performance” no ano de 2016. Posteriormente, a partir de dados de campo na região do Baixo Amazonas, no final do mesmo ano, houve o interesse de produzir alguns </span><span class="fontstyle2">insights </span><span class="fontstyle0">sobre as intersecções do conceito com outras dimensões do vivido nas interações sociais produzidas em contextos de práticas de “cura espiritual”. Para tanto, analisamos o caso de uma </span><span class="fontstyle2">pajé caboclo </span><span class="fontstyle0">num sítio urbano do município de Santarém, no oeste do Estado do Pará, através de abordagem etnográfica, descrição de relatos e consultas pessoais. No transcorrer da análise foram elaboradas reflexões com contribuições da fenomenologia de Merleau-Ponty (1908-1961) e dos estudos em performance focando os aspectos ritualísticos da ação. Assim, buscou-se identificar alguns operadores performativos no atendimento de pessoas que recorrem a esses conhecimentos tradicionais de cura, bem como avaliar em que medida se estabelece conexões com a eficácia terapêutica ali investida. Em uma consideração ensaística foi possível verificar modelos de persuasão próprios da cultura da pajelança cabocla onde o que identificamos como </span><span class="fontstyle2">performance de cura </span><span class="fontstyle0">cumpre papel fundamental nos processos de cura espiritual.</span> </p> Dárnisson Viana Silva Copyright (c) 2020 Dárnisson Viana Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23685 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 O REGENTE SEM ORQUESTRA: NOTAS DE UMA ETNOGRAFIA DA AUDIÇÃO https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23686 <p><span class="fontstyle0">O artigo apresenta uma prática de etnografia </span><em><span class="fontstyle2">da audição ou sonora</span></em><span class="fontstyle0">, que pode embasar trabalhos que investiguem mundos sonoros propondo uma conjugação do ver e ouvir, em vez de uma hierarquia entre ambos, do que resultaria pensar em termos de paisagens sonoras ou dos sons enquanto imagens simbólicas. O campo teve duração de quase dois anos e foi realizado em uma escola de Música, onde acompanhei o processo de formação profissional de um maestro de orquestra. No auge de uma sociedade imagética, o campo é um reduto de pessoas que primam por uma relação diferenciada com a vida e no contato com seus pares. Reflito sobre as faculdades do ver e do ouvir, intensamente discutidas pela Antropologia, e comparo às peculiaridades observadas </span><em><span class="fontstyle2">in loco</span></em><span class="fontstyle0">. A conclusão é de que audição e visão estão imbricadas o tempo todo no campo, compondo imagens sonoras que são interpretadas pelos nativos e mobilizadas na </span><em><span class="fontstyle2">performance</span></em><span class="fontstyle0">, auxiliando de modo mais efetivo tanto o convívio entre os músicos quanto a execução musical.</span></p> Tamara de Souza Campos Copyright (c) 2020 Tamara de Souza Campos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23686 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 “A BANCA É O MEU PALCO!”: JOGADORES E DEALERS NUM CASINO EM PORTUGAL https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23687 <p><span class="fontstyle0">Nos casinos, tal como acontece na grande generalidade do sector dos serviços, produção e consumo decorrem em simultâneo e no mesmo espaço. O processo de trabalho deriva, como tal, do encontro de subjectividades entre trabalhadores e clientes. Este artigo, baseado numa investigação etnográfica, procura analisar o processo laboral dos pagadores de banca (</span><span class="fontstyle2">dealers</span><span class="fontstyle0">/</span><span class="fontstyle2">croupiers</span><span class="fontstyle0">) num dos principais casinos portugueses, particularmente, as dinâmicas relacionais e interactivas entres estes profissionais e os jogadores. Os pagadores de banca, apesar de estrutural e hierarquicamente subordinados, são agentes activos nestas micro-interacções. Desta forma, rejeitam a subordinação interactiva que, normalmente, acompanha a estrutural, empregando um conjunto de estratégias performativas que visam inverter, simbólica e temporariamente, as hierarquias sociais. Gerindo, selectivamente, as suas ofertas estéticas e emocionais, os pagadores de banca constituem-se como agentes não subordinados, controladores, autoritários e superiores. No entanto, ao criar a dignidade na subordinação, estas estratégias tendem a produzir “consentimento” e não emancipação.</span></p> João Gomes Copyright (c) 2020 João Gomes https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23687 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 MISOGINIA E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO NA CONSTRUÇÃO DA IMAGEM PÚBLICA DE DILMA ROUSSEFF https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23688 <p><span class="fontstyle0">O artigo se propõe a realizar uma análise sobre a construção da imagem pública de Dilma Rousseff, a partir de uma clivagem de gênero, tomando como caso para análise a construção de sua imagem pública em momentos de suas campanhas, governo e processo de </span><span class="fontstyle2">impeachment</span><span class="fontstyle0">, que culminou com o seu afastamento definitivo da Presidência do Brasil, a partir dos discursos e imagens veiculados sobre ela em redes sociais como o Facebook e diferentes </span><span class="fontstyle2">Blogs</span><span class="fontstyle0">, além da consulta a revistas hegemônicas semanais, tais como Veja e IstoÉ. Ao final concluímos que a imagem pública de Dilma Rousseff foi entrecortada pela construção estereotipada do gênero feminino e que muito da violência a ela dirigida foi de natureza misógina.</span> </p> Elizabeth Christina de Andrade Lima Copyright (c) 2020 Elizabeth Christina de Andrade Lima https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23688 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 DISPUTANDO CATEGORIAS: OS EMBATES E AS NARRATIVAS POLÍTICAS/MILITANTES, MIDIÁTICAS E JURÍDICAS EM TORNO DE UM CASO PÚBLICO https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23690 <p><span class="fontstyle0">Este trabalho analisa, a partir de uma abordagem etnográfica, a circulação, os desdobramentos e as narrativas midiáticas, políticas/militantes e jurídicas, produzidos a partir do caso de um ator, posteriormente eleito deputado federal pelo Partido Social Liberal (PSL), que revela de modo jocoso ter “</span><span class="fontstyle2">pegado uma mãe de santo</span><span class="fontstyle0">” no programa de entrevistas </span><span class="fontstyle2">Agora É Tarde</span><span class="fontstyle0">, da Rede Bandeirantes</span><span class="fontstyle2">. </span><span class="fontstyle0">Tais desdobramentos foram produzidos a partir de disputas por significados em torno das categoriais de </span><span class="fontstyle2">estupro</span><span class="fontstyle0">, </span><span class="fontstyle2">violência sexual </span><span class="fontstyle0">ou de </span><span class="fontstyle2">gênero</span><span class="fontstyle0">, </span><span class="fontstyle2">crime</span><span class="fontstyle0">, </span><span class="fontstyle2">sexo com/e sem consentimento</span><span class="fontstyle0">, </span><span class="fontstyle2">apologia ao estupro, cultura do estupro, vítima e estuprador</span><span class="fontstyle0">, a partir da interação entre expoentes do movimento feminista e a reprise da entrevista em 2015. O campo se divide em dois momentos: o primeiro se inicia logo após a reprise da entrevista e o segundo tem início em 2016 e término em 2017. No primeiro momento do campo, a atuação de uma militante feminista ligada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), posteriormente eleita deputada federal, ganha destaque após acusar o ator de </span><span class="fontstyle2">estuprador</span><span class="fontstyle0">. Esse movimento gerou um inquérito policial por calúnia e difamação contra a militante – que acabou sendo arquivado posteriormente. Já o segundo momento do campo se constitui quando uma ex-ministra do Partido dos Trabalhadores (PT) acusa o ator de ter feito </span><span class="fontstyle2">apologia ao estupro</span><span class="fontstyle0">, após o ator ter participado de uma audiência com o então ministro da Educação para apresentar o projeto “Escola Sem Partido”</span></p> Ana Carolina Braga Azevedo Copyright (c) 2020 Ana Carolina Braga Azevedo https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23690 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 MULHERES EM MARCHA: CARTOGRAFIA FOTOGRÁFICA E AFETIVA DE MOVIMENTOS DE MULHERES https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23691 Cecília Moreyra de Figueiredo Copyright (c) 2020 Cecília Moreyra de Figueiredo https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23691 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000 PARECERISTAS DE 2020 https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23692 Julie Antoinette Cavignac, Carlos Guilherme Octaviano do Valle, Juliana Gonçalves Melo Copyright (c) 2020 Julie Antoinette Cavignac, Carlos Guilherme Octaviano do Valle, Juliana Gonçalves Melo https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/23692 Qui, 24 Dez 2020 00:00:00 +0000