Vivência: Revista de Antropologia https://periodicos.ufrn.br/vivencia <p style="margin: 0px; min-height: 50px; max-height: 125px; overflow: hidden; text-overflow: ellipsis;"><strong>Scope: </strong>Vivência:Revista de Antropologia, vinculada ao Departamento de Antropologia e ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRN, apresenta aqui a sua versão online. Trata-se de uma revista com publicação cont´ínua que tem por objetivo possibilitar a divulgação e acesso a artigos, resenhas, propostas audiovisuais, memorais e conferências magistrais relevantes à Antropologia e áreas correlatas. Ainda que a publicação seja contínua, organiza-se através de números semestrais com dossiês temáticos. Tanto o fluxo contínuo como os dossiês, organizados por até cinco pesquisadores relevantes na área temática, sendo um deles do Departamento de Antropologia da UFRN,&nbsp; acolhem constribuições de mestres e doutores em língua portuguesa, espanhola, inglesa e francesa.</p> <p style="margin: 0px; text-align: left;"><strong>Área do conhecimento</strong>: Antropologia <strong>Qualis/CAPES</strong>: B1 <strong>e-ISSN</strong>: 2238-6009 <strong>Contato</strong>:&nbsp;vivenciareant@yahoo.com.br</p> pt-BR vivenciareant@yahoo.com.br (Julie A. Cavignac) vivenciareant@yahoo.com.br (Daniela Cândido da Silva) Qui, 14 Mai 2020 00:00:00 +0000 OJS 3.1.2.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 EDITORIAL https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21904 Carlos Guilherme Octaviano do Valle, Julie Antoinette Cavignac, Paulo Victor Leite Lopes Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21904 Seg, 27 Jul 2020 00:00:00 +0000 REFLORESCER, PERSISTIR E RESISTIR: PRÁTICAS XAMÂNICAS INDÍGENAS NA ATUALIDADE https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/20870 Sergio Baptista da Silva, José Glebson Vieira, Antonella Fagetti Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/20870 Qui, 14 Mai 2020 00:00:00 +0000 A PRÁXIS XAMÂNICA KAINGANG NA MODERNIDADE/COLONIALIDADE: UMA POLÍTICA DA FLORESTA https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21755 <p>O presente artigo busca apresentar diferentes expressões da práxis xamânica Kaingang como testemunho da intencionalidade dos kujà (xamãs) de afirmar seu protagonismo tanto dentro quanto fora das suas comunidades. Preocupados com sua (re)existência, os kujà usam e se apropriam de diversos conceitos e premissas imaginárias da modernidade/colonialidade e as transformam em ferramentas que visam por um lado a recuperação do seu poder enquanto liderança política e político-espiritual e por outro a continuidade das suas práticas repassando seus poderes para as futuras gerações. Desafiam, assim, os impasses que a política, em seus termos modernos/coloniais, coloca, intencionalmente ou não, nos seus caminhos.</p> Clémentine Maréchal Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21755 Qui, 16 Jul 2020 00:00:00 +0000 CATIMBÓ E TORÉ: PRÁTICAS RITUAIS E XAMANISMO DO POVO POTIGUARA DA PARAÍBA https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21126 <p>Este artigo pretende analisar a prática ritual do catimbó e da jurema entre o povo Potiguara, que se localiza no litoral do Estado da Paraíba (Brasil), com o intuito de apontar para a articulação de tais práticas com o ritual do toré, tendo como pano de fundo a concepção nativa de encantado. Os Potiguara definem os encantados como sendo os habitantes de locais específicos como a mata e os fundos e os definem pelo atributo da invisibilidade e por dois predicados específicos: a humanidade e a imortalidade. Em suas práticas rituais, os pajés, os mestres do toré e os especialistas do catimbó acionam entidades espirituais que estão presentes no culto da jurema (como mestres e caboclos), entidades do catolicismo (santos). A centralidade da jurema e a presença de entidades das religiosidades afro-brasileiras em tais práticas propiciam o uso pejorativo do termo catimbozeiro para classificar os especialistas rituais. Esses dialogam com os encantados através de viagens e da incorporação espiritual por meio de melodias, que são chamamentos para “fazer o trabalho”, de orações fortes e do uso da defumação com fumo e que estão presentes em maior ou menor expressividade no toré. O toré é concebido e vivido como brincadeira, como ritual e como guerra contra o visível e o invisível, o que remete às operações de tradução, mediação e cura, e indica uma efetiva combinação com novas técnicas disponíveis e as possibilidades de agenciamento de humanos e entidades encantadas e espirituais.</p> José Glebson Vieira Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21126 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 +0000 PENSANDO COM AS FLORESTAS: UMA EXPOSIÇÃO DE QUESTÕES DO ANTROPOMORFISMO À LUZ DAS PALAVRAS DO XAMÃ DAVI KOPENAWA https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21756 <p>Este artigo tem o objetivo de fazer uma reflexão junto às palavras do xamã yanomami Davi Kopenawa, contidas na obra A queda do céu. O texto em questão foi construído mediante o trabalho conjunto do antropólogo francês Bruce Albert e o xamã yanomami Davi Kopenawa. Esta pesquisa busca cooperar na exposição das consequências que esse trabalho “a quatro mãos” vem causando à teoria antropológica, principalmente aquela ligada ao xamanismo. A frase de Davi Kopenawa “a floresta é inteligente, ela tem um pensamento” será o centro de irradiação deste artigo, e se buscará friccioná-la com diferentes textos antropológicos contemporâneos, para que caminhos e desvios surjam e para que as faíscas desses encontros sejam expostas.</p> Pedro Paulo Valerio Vaz Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21756 Qui, 16 Jul 2020 00:00:00 +0000 XAMANISMO E REDES DE RELAÇÕES INTERINDÍGENAS: AMAZÔNIA E NORDESTE BRASILEIRO https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21542 <p>Trata-se de produzir considerações a partir de dois contextos etnográficos distintos de relações de trocas interindígenas baseadas no xamanismo: o submédio São Francisco (divisa BA/PE) e o baixo Oiapoque e rio Uaçá (fronteira Brasil/Guiana Francesa). Caracterizadas por suas respectivas literaturas etnológicas como antigas zonas de contato entre índios e entre índios e não índios – experimentando densamente as presenças colonial e missionária – as regiões em pauta apresentam ainda hoje relevantes circuitos de trocas xamânicas que vão da complementaridade ritual à dissensão provocada por acusações de feitiçaria, modulando relações políticas intra e intercomunitárias. Essas permutas estão conectadas a outras de tipos matrimonial, comercial, etc., não configurando um domínio autônomo de relações intersociais. Contudo, dada a importância dos intercâmbios rituais nos registros das relações interindígenas em ambas regiões, faz-se necessário indagar e cotejar os princípios que os ordenam e suas transformações nas respectivas histórias regionais</p> Ugo Maia Andrade Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21542 Seg, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 LOS GUARANÍ Y LOS CHANÉ EN EL AHORA. CHAMANISMO, RELIGIÓN Y ETNOPOLÍTICA EN EL NOROESTE ARGENTINO https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/20871 <p>El objetivo del presente artículo es indagar sobre el pasado y el presente de los líderes religiosos guaraní y chané en el territorio del actual Norte Argentino. Por un lado, se indagará sobre lo que fue el sistema chamánico del complejo chiriguano-chané, descrito en estudios etnohistóricos, y, por otro lado, se pretende analizar los procesos de yuxtaposición de estos sistemas chamánicos con los sistemas religiosos cristianos, trayendo a colación algunos casos etnográficos actuales de líderes políticos y religiosos indígenas y evangélicos, que manejan las artes de la curación. Por último, se presentará un análisis sobre las emergencias espirituales, las mediaciones culturales y las transfiguraciones religiosas entre los pueblos amerindios contemporáneos.</p> Maria Eugenia Flores Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/20871 Qui, 14 Mai 2020 00:00:00 +0000 INTERSECÇÕES ENTRE MATERIALIDADES E SONORIDADES NA CONSTRUÇÃO DA CATEGORIA IYAMAKA PARESI-HALITI https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21130 <p>Entre o grupo indígena Paresi-Haliti, o termo <em>iyamaka</em> se refere ao conjunto de flautas secretas associadas a poderosos espíritos, para os quais são dedicados oferendas e rituais. Partindo de uma investigação das condições que possibilitam a presença-viva destes artefatos e dos saberes e técnicas implicados na sua condição sonora, busca-se, sobretudo demonstrar como a fabricação material e a produção musical constituem tecnologias rituais relevantes naquele contexto etnográfico, capazes de garantir relações harmônicas entre os <em>haliti</em> e outras entidades não-humanas concebidas em sua cosmologia.</p> Bruno Oliveira Aroni Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21130 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 +0000 “DIVIDIR PARA IMPERAR?”: UMA ETNOGRAFIA DA PRODUÇÃO DE TERRITÓRIOS INDÍGENAS NO LESTE MATO-GROSSENSE https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21114 <p>Expulsos de seus territórios de maneira violenta, perversa e arbitrária entre as décadas de 30 e 50 do século passado, os diversos grupos locais xavante que constituem a “Sociedade Xavante” (Maybury-Lewis,1984), passaram a retornar e recuperar esse conjunto de territórios a partir da década de 60. Busco no decorrer deste artigo apresentar, fundamentalmente, uma das dimensões da complexa dinâmica socioespacial xavante ao dar ênfase as negociações e articulações envolvidas na produção de fronteiras territoriais numa situação etnográfica extraída de minha experiência em processos de identificação de terras. A partir desta vivência turbulenta e em um esforço retrospectivo tentei organizar o material etnográfico captado naquela situação e busquei compreender os significados embutidos no comportamento fragmentário dos grupos locais xavante diante do processo de revisão de limites de uma de suas terras indígenas. Vale dizer que os grupos locais xavante têm conseguido o reconhecimento de boa parte de suas demandas territoriais (e assistenciais) desde o início da retomada de seus direitos territoriais a partir da década de 1970. Pode-se inclusive pensar que a configuração sociológica fragmentária da “estrutura social xavante” venha ser um dos fatores sociológicos mais importantes para a sobrevivência física e cultural desse povo até o presente momento</p> Luís Roberto de Paula Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21114 Qui, 28 Mai 2020 00:00:00 +0000 POLÍTICAS SOBRE A VIDA E A REIVINDICAÇÃO PELO USO MEDICINAL DA MACONHA https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21115 <p>Este artigo busca, a partir das discussões de Michel Foucault e Didier Fassin, apontar as relações entre as políticas de Estado sobre a vida dos indivíduos e as estratégias acionadas pela população para ter acesso ao direito à saúde. Entre os casos que tratam desta temática já explorada por outros autores das ciências sociais e especialmente da antropologia, inserimos nesta discussão uma demanda bastante específica e atual, sobre o uso de derivados da maconha para fins medicinais, terapêutica utilizada há alguns anos em outros países e recentemente discutida no Brasil com consideráveis limitações e entraves. Assim, apresentamos as formas como a sociedade articula-se e aciona dispositivos do próprio Estado para obter reconhecimento dos seus direitos e acesso para as suas demandas por saúde.</p> Natália de Campos Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21115 Qui, 28 Mai 2020 00:00:00 +0000 PLANTAS EM MÃOS HABILIDOSAS E EM MODOS ESPECÍFICOS DE VER: UMA ETNOGRAFIA EM CENÁRIOS BOTÂNICOS https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21131 <p>Ancorado nos estudos sobre as relações entre humanos e não humanos, este artigo aborda o trabalho de cortar dos biólogos relacionado à descrição da biodiversidade vegetal de territórios da Bahia, Brasil, a fim de produzir apontamentos que possam contribuir com as circularidades dos discursos ambientais contemporâneos, atentos à superação das dicotomias humanidade-natureza e indivíduo-ambiente. Ele é um desdobramento das notas de campo elaboradas em uma etnografia desenvolvida entre os anos 2011 e 2016 que acompanhou, em laboratórios, matas e outros cenários das ciências biológicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, movimentos de coletivos de plantas, animais, biólogos e outros entes em pesquisas voltadas para descrições da biodiversidade da Bahia como excepcionalidade. Cortar plantas é uma ação assumida pelos biólogos como possibilidade de composição, por multiplicação de formas, de descrições dos mundos habitados pelas plantas em traçados das ciências biológicas.</p> Elizeu Pinheiro da Cruz Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21131 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 +0000 O LUGAR DA CULTURA NO DEBATE SOBRE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL: UM OLHAR A PARTIR DE MOÇAMBIQUE https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21133 <p>Este artigo problematiza o lugar da cultura alimentar em projetos e políticas públicas voltados à segurança alimentar e nutricional (SAN). São analisados dados empíricos de pesquisa acerca de um programa público na província de Nampula (Nordeste de Moçambique) por meio do qual famílias rurais foram estimuladas a produzir e consumir batata-doce de polpa alaranjada. Apesar de nutritivo, esse tubérculo — por razões que remetem ao sofrimento vivenciado no processo de colonização e ao respeito aos ancestrais — é aceito com restrições pela população. Desse modo, seu emprego para combater a insegurança alimentar pode ser considerado pouco eficaz. Esse contexto, favorável à análise das interfaces entre cultura alimentar e SAN, proporciona refletir sobre como se conformam, em uma sociedade, adesões, adaptações ou rejeições a práticas alimentares nela introduzidas.</p> Renata Menasche , Jone Januário Mirasse, Fabiana Thomé da Cruz Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21133 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 +0000 SOMOS AS NOSSAS MEMÓRIAS https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21543 Elisete Schwade Copyright (c) 2020 Vivência: Revista de Antropologia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/21543 Seg, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000