O COMPLEXO DE CULTO REAL DE RAMESSÉS III: ESPAÇO E MEMÓRIA NA XXª DINASTIA DO ANTIGO EGITO

  • Arthur Rodrigues Fabrício

Resumo

Uma das características marcantes da antiga sociedade egípcia é seu apego em relação ao passado. Para esta, um homem sem memória não pode existir, nem no mundo dos vivos, nem no mundo dos mortos. Há uma necessidade de se pensar ainda em vida um projeto de transição para o pós-vida, que inclui entre os muitos cuidados aquele em relação à manutenção da memória. A perspectiva culturalista da memória redeu bons frutos durante as últimas décadas e, a partir da noção bem difundida de memória cultural – forjada pelos egiptólogos alemães Jan e Aleida Assmann -, vários campos de saberes passaram a pesquisar as múltiplas relações que este conceito propicia. Este artigo, como um destes estudos, busca perceber se, no Egito Antigo, o complexo de culto real de Ramessés III (1187 – 1157 a.C.), no Novo Império (1539 – 1077 a.C.), pode ter sido utilizado para perpetuar a memória cultural da sociedade egípcia daquela época e, em caso afirmativo, que tipos de recursos foram adotados neste monumento para a consolidação deste projeto de memória.

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Publicado
14-02-2015
Como Citar
FABRÍCIO, A. R. O COMPLEXO DE CULTO REAL DE RAMESSÉS III: ESPAÇO E MEMÓRIA NA XXª DINASTIA DO ANTIGO EGITO. Revista Alétheia, v. 10, n. 1, p. 14-29, 14 fev. 2015.
Seção
Artigos