O (in)aceitável está nos olhos de quem vê?
o reconhecimento da mãe e o diálogo com a interseccionalidade
Resumo
Resumo: Este ensaio realiza uma análise partido de elementos que incidem sobre a institucionalização normalizada da família sob a matriz heterossexual e sua genealogia patriarcal permite normalizar as posições de homem e mulher, reduzindo o corpo à sua força reprodutiva. É por meio do casamento que os papéis sexuais assumem um caráter estrutural e as mulheres se situam frente a preocupações naturalmente diferenciadas no que se refere à construção e manutenção da família. Porém, é sob o referencial burguês que adentra ao universo simbólico da modernidade a figura da esposa, dona de casa e mãe, performando o ideal moderno de feminilidade. No âmbito da maternidade ideal, as mães são vistas como instintivamente mais adequadas ao cuidado, sendo considerado um desvio de sua natureza aquelas que não se adequam aos preceitos morais naturalizados. Assim, a mãe que desvia das normas e convenções morais torna-se ininteligível aos sujeitos da heteronorma, aquela que atenta contra a ordem, sendo impensável, repudiável, foracluída.
Palavras-chave: matriz heterossexual; patriarcado, violência; mãe; interseccionalidade.
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