O Amor Solitário no Mundo Virtual

Influências do Capitalismo nas Relações Afetivas Contemporâneas

Autores

  • Allyson Darlan Moreira da Silva Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Kelvis Leandro do Nascimento Universidade Federal do Rio Grande do Norte https://orcid.org/0000-0003-4801-4455

DOI:

https://doi.org/10.21680/1982-5560.2019v20n2ID16784

Palavras-chave:

relações, capitalismo, contemporanêo, amor

Resumo

A sociedade atual é marcada pelo capitalismo artista (LIPOVETSKY e SERRO, 2015) que captura o imaginário do sujeito através de símbolos e imagens ideais. Ao transformar emoções, desejos e sensações em mercadorias vendidas em lotes, o capitalismo artista está intimamente ligado com o aumento do mal-estar nos sujeitos contemporâneos. No que diz respeito aos laços amorosos na pós-modernidade, fruto de análises de autores como BAUMAN (2005), COSTA (1998), GIDDENS (1993), já não estamos mais sob o império hegemônico do amor romântico, nem podemos ser explicados apenas como produtores de um amor líquido. Neste artigo, propomos o termo “amor solitário” para tentar exemplificar as influências do capitalismo artista na produção do ideal amoroso na contemporaneidade. Fruto do individualismo exacerbado e do narcisismo extremo provocado pelo mercado, o amor solitário é o amor que se sente sozinho, em desamparo, sem conseguir estabelecer o vínculo que se espera.

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Biografia do Autor

Allyson Darlan Moreira da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, mestre pelo Programa de Pós-graduação em Estudos da Mídia, doutorando em Ciências Sociais (PPgCS/UFRN) e membro do Núcleo Interdisciplinar Tirésias/UFRN.

Kelvis Leandro do Nascimento, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

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Publicado

08/10/2021

Como Citar

MOREIRA DA SILVA, A. D.; DO NASCIMENTO, K. L. O Amor Solitário no Mundo Virtual: Influências do Capitalismo nas Relações Afetivas Contemporâneas. Revista Cronos, [S. l.], v. 20, n. 2, p. 5–15, 2021. DOI: 10.21680/1982-5560.2019v20n2ID16784. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/cronos/article/view/16784. Acesso em: 21 jun. 2024.