A HETEROSSEXUALIDADE COMO CONDIÇÃO SINE QUA NON

Patriarcado, colonialismo e capitalismo em relação ao regime da diferença sexual

Autores

  • Carli Prado IECH (UNR/CONICET)

Palavras-chave:

Filosofia, Heterosexualidade, Estudos de gênero, Pós-Colonialismo, Epistemologia

Resumo

Falar de “heterossexualidade” de uma forma anacrónica é sem dúvida problemático, como demonstra Katz em A invenção da heterosexualidade. Mas, embora o uso do conceito de 'heterossexualidade' como descritor relacional consolidado em relação ao passado seja equivocado, há a preocupação de nomear práticas que, mesmo antes desta formulação médico-legal, já eram fortemente controladas (e até eliminadas, física e discursivamente) e que, por sua vez, funcionaram como parte fundamental da consolidação do ego conquiro capitalista. Nesse sentido, mais do que assinalar a ruptura entre os discursos sobre a sodomia e a homossexualidade, este artigo pretende dar um primeiro passo na recomposição de suas relações no sentido de pensar não uma heterossexualidade a-histórica, mas um regime de diferenças sexo-genéricas (e raciais) que ainda sobrevive em nossos imaginários pós-coloniais. Nesse sentido, a título de introdução, este artigo retomará uma Arqueología del mestizaje (Catelli, 2020) e reconstruirá o argumento de La invención de la heterosexualidad (Katz, 2011) para desenvolver a referida problemática.

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Publicado

02-07-2024

Como Citar

PRADO, C. A HETEROSSEXUALIDADE COMO CONDIÇÃO SINE QUA NON: Patriarcado, colonialismo e capitalismo em relação ao regime da diferença sexual. Revista Cronos, [S. l.], v. 25, n. 2, p. 51–64, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/cronos/article/view/36346. Acesso em: 22 jul. 2024.