Transição energética no Brasil
os dilemas da descarbonização
DOI:
https://doi.org/10.21680/1982-5560.2026v28n2ID43588Palavras-chave:
Transição Energética, Descarbonização, Preservação, Desenvolvimento Econômico, BrasilResumo
O presente artigo tem por objetivo desenvolver um percurso de análise sobre um dos caminhos da transição energética no Brasil: a descarbonização da matriz energética. Para tanto, a primeira sessão destina-se a uma breve revisão do conceito de transição energética, bem como dos caminhos, nuances e estratégias que despontam entre os atores implicados no processo. A sessão que se segue volta-se para um descortinamento do quadro geral das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e o desafio da descarbonização no que diz respeito a metas e mecanismos de efetivação das reduções de GEE. Finalmente, a última sessão converge conceito e problema para a análise do caso brasileiro, destacando os três caminhos possíveis de transição: substituição, mitigação e preservação. As conclusões sistematizam a ideia de que as trajetórias de transição energética – por serem intrínsecas à noção de desenvolvimento – não são unívocas e, como tais, devem ser analisadas a partir de contextos específicos. No caso brasileiro, para o objetivo que se delineia, considerar a manutenção das nossas florestas – amazônica e caatinga – é primordial para a estratégia de transição energética, uma vez que ataca a principal causa de emissão de carbono no Brasil – o padrão de uso da terra – bem como preserva áreas estratégicas para a resiliência do planeta frente à ameaça ambiental, que atuam como sumidouros de carbono.
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