Análise mineralógica e aplicações tecnológicas do resíduo da extração de esmeraldas dos Garimpos de Carnaíba e Socotó/BA em composição de massas cerâmicas

Mineralogical analysis and technological applications of the residue from extraction of emeralds from the Carnaíba and Socotó/BA mines in ceramic mass composition

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/2447-3359.2025v11n1ID37740

Resumo

A exploração de esmeraldas nas Serras da Carnaíba e de Campo Formoso, na Bahia, gera significativos resíduos ambientais. Este estudo teve como objetivo caracterizar os resíduos dos garimpos de Carnaíba (Pindobaçu-BA) e Socotó (Campo Formoso-BA) e desenvolver compósitos com argila para a produção de materiais cerâmicos na construção civil. Foram elaboradas formulações com concentrações de argila e resíduos minerais variando entre 10, 20, 30, 40 e 50 %, as quais foram submetidas a análises químicas e mineralógicas por meio de fluorescência e difração de raios - X. As amostras foram sinterizadas em diferentes temperaturas (850, 900, 950, 1000, 1100 e 1200 ºC) e submetidas a ensaios tecnológicos (absorção de água, porosidade aparente, retração linear, perda ao fogo, massa específica aparente e resistência à flexão). Os resultados revelaram características favoráveis para a indústria cerâmica, com a presença predominante de SiO₂ e Al₂O₃ afetando a plasticidade, e elementos fundentes influenciando as propriedades térmicas. A diversidade mineralógica, incluindo mulita, metacaulinita, indialita e quartzo, contribuiu para a resistência e estabilidade dos compósitos. As formulações C20 (20 % de resíduo de Carnaíba) e S10 (10 % de resíduo de Socotó) apresentaram os melhores resultados, destacando-se pela viabilidade técnica e sustentabilidade na produção cerâmica.

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Biografia do Autor

Talita Fernanda Carvalho Gentil, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA)

Geóloga, formada pela Universidade Federal do Ceará (2010), Mestre em Geociências pela Universidade Federal de Sergipe (2013) e Doutoranda em Geologia pela Universidade Federal do Ceará - UFC. Atualmente, Professora do Curso Técnico em Mineração do Instituto Federal da Bahia (desde 2013) e membro do Grupo de Pesquisa: Automação, Eficiência Energética e Produção. Tem experiência na área de Educação Científica e Geociências, com ênfase em Geologia, Petrologia, Mineralogia, Geoquímica, Mineração, Caracterização Tecnológica e Processamento de Resíduos Minerais. 

José de Araújo Nogueira Neto, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Graduado em Geologia pela Universidade de Fortaleza (1980), Licenciatura Plena em Física pela Pontifício Universidade Católica de Goiás (2024), especialização em Gemologia pela Universidade Federal de Ouro Preto (1981), especialização em Geociências na Universidade Federal do Pará (1984), doutorado em Geologia Regional pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2000) e pós-doutorado no Instituto Superior Técnico (IST) da Universidade Técnica de Lisboa (2007). Coordenador do Programa de Pós-graduação em Geologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) nos períodos de 2001-2003, 2008-2010 e 2012-2014. Coordenador do Curso de Especialização em Paleontologia e Geologia Histórica da UFC- Campus do Cariri (2010-2012). Professor Associado da UFC (1981-2015), Professor PROPAP/UFC - Programa de Pós-Graduação em Geologia (2015 - Atual), e Professor Adjunto UFG (2016 - Atual), Professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, FCT-UFG (2018 - 2024), Vice-diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Federal de Goiás (UFG) - Campus de Aparecida de Goiânia (CAP) (05/2016 a 04/2020). Coordenador Adjunto do Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CRTI) - Universidade Federal de Goiás (UFG) (2023 - Atual). Desenvolve pesquisas na área de Geociências, com ênfase em: mineralogia, cristalografia, geoquímica, geocronologia, metamorfismo, mapeamento geológico, caracterização geológica e tecnológica de rochas e minerais com aplicação industrial, geomateriais e Arranjo Produtivo Local de Base Mineral (APL).

Irani Clezar Mattos, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Possui graduação em Geologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1993), mestrado em Geoquímica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996) e doutorado em Geologia Regional pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2005). Foi Coordenadora do Curso de Geologia entre 2017 e 2019 e Chefe do Departamento de Geologia entre 2022.2 a 2024.1. Atualmente é Sub Chefe e Professora Associada do mesmo Departamento, na Universidade Federal do Ceará, responsável pelas disciplinas de Mineralogia e Cristalografia, Mineralogia as Argilas, Caracterização Tecnológica de Rochas Ornamentais e Rochas e Minerais Industriais. É coordenadora do Laboratório/Museu de Mineralogia e do Laboratório de Microscopia Eletrônica (LME). Tem exper iência na área de Geociências, com ênfase em Minerais Industriais, atuando principalmente nos seguintes temas: Argilas, Rochas Ornamentais, caracterização tecnológica de rochas e argilas, petrografia, geoquímica e mapeamento geológico.

Martha Noélia Lima, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Possui graduação em Geologia pela Universidade Federal do Ceará (2006), mestrado em Mestrado em Geoquímica pela Universidade de Aveiro (2008) e Doutorado em Geociências pela Universidade de Aveiro e pela Universidade do Porto (2014). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal de Goiás (2015). Tem experiência na área de Geologia, com ênfase em Geologia Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: mineralogia, cristalografia, química mineral, petrologia de rochas pegmatíticas e granitos, migmatização e geocronologia. Atualmente está como vice-coordenadora do Curso de Geologia (02/2023-), membro da Comissão de Revalidação de Diploma de Geologia (2019-), Representante Docente do Curso de Geologia no Conselho Diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) (02/2023-).

Tércio Graciano Machado, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA)

Graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1991), Mestrado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte/PPGEM (1996) e Doutorado em Engenharia de Materiais (2012) na UFRN/PPGCEM. Pesquisador com experiência em Projetos e processamentos de material metálico (metalurgia do pó) e cerâmico. Exerceu a função de Diretor do Polo de Inovação Salvador - PIS e atualmente é Docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia - Campus Jacobina.

Vinícius Ferraz Guimarães, Universidade Federal de Goiás (UFG)

Graduado em física pela Universidade Estadual de Mato grosso do Sul em 2005, Mestrado de Bioengenharia pela Escola de Engenharia de São Carlos , USP São Carlos em 2008 e doutorado em Física de Materiais pela Universidade Joseph Fourier - Grenoble I (2012). Experiencia em Síntese de materiais por via química e caracterização de materiais pelas técnicas de difração de raios-x, fluorescência de raios-x, espectroscopia de absorção infravermelha, visível e ultravioleta, Microscopia eletrônica de varredura, microssonda eletrônica, espectroscopia de massas TOF-SIMS, microscopia óptica, análise térmica (DSC, TG, EGA), espectroscopia óptica e processamento de imagens. Atuou como supervisor técnico do Centro Regional para o desenvolvimento tecnológico e Inovação da UFG -CRTI de 2013 até 2024. Atualmente ocupa o posto de coordenador adjunto do referido centro. 

Publicado

20-03-2025

Como Citar

GENTIL, T. F. C. .; NETO, J. de A. N. .; MATTOS, I. C. .; LIMA, M. N. .; MACHADO, T. G. .; GUIMARÃES, V. F. . Análise mineralógica e aplicações tecnológicas do resíduo da extração de esmeraldas dos Garimpos de Carnaíba e Socotó/BA em composição de massas cerâmicas: Mineralogical analysis and technological applications of the residue from extraction of emeralds from the Carnaíba and Socotó/BA mines in ceramic mass composition. Revista de Geociências do Nordeste, [S. l.], v. 11, n. 1, p. 504–518, 2025. DOI: 10.21680/2447-3359.2025v11n1ID37740. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/revistadoregne/article/view/37740. Acesso em: 3 abr. 2025.

Edição

Seção

Artigos