Análise geotécnica de tratamento para túnel de adução em maciço rochoso gnáissico
Geotechnical treatment analysis for headrace tunnel in gneissic rock mass
DOI:
https://doi.org/10.21680/2447-3359.2025v11n1ID37824Resumo
Este artigo apresenta a metodologia adotada para o dimensionamento do tratamento geotécnico dos túneis de adução do Aproveitamento Hidroelétrico (AHE) Laúca, localizado em Angola. O circuito de adução da usina compreende seis túneis paralelos, com extensão média de 1900 metros cada, escavados em um maciço gnáissico. Para determinar os suportes necessários à manutenção da estabilidade das escavações durante a fase construtiva e a operação da usina, foram realizados ensaios e investigações geológico-geotécnicas. Os resultados dessas investigações fundamentaram os estudos apresentados, fornecendo parâmetros como resistência à compressão e deformabilidade do maciço rochoso, além da resistência ao cisalhamento das descontinuidades. A definição do suporte adequado para garantir a estabilidade das escavações foi baseada no sistema de classificação de maciços rochosos Q-system. Após o pré-dimensionamento do suporte para as escavações em maciço rochoso competente, classificado como Classe I a III, o tratamento proposto foi submetido a verificações e validações por meio de análises de estabilidade local. Essas análises foram realizadas utilizando o software Unwedge para condições de carregamento de final da construção, e uma abordagem combinada de estabilidade local e fluxo acoplado, com os softwares Unwedge e Phase, para o carregamento correspondente à fase de operação. Os resultados demonstraram a necessidade de um sistema de drenagem composto por drenos perfurados no maciço rochoso, associado ao tratamento padrão composto por ancoragens e concreto projetado. Esse sistema foi essencial para reduzir as poropressões atuantes em possíveis cunhas instáveis ao redor das escavações, especialmente em cenários nos quais um túnel permanecesse vazio enquanto os demais estivessem em operação. Atualmente, todos os túneis do empreendimento encontram-se em operação e já foram submetidos ao processo de esvaziamento em função de demandas operacionais. Em nenhuma dessas ocasiões foram observados problemas no piso, tampouco houve registro de queda de blocos nas paredes ou abóbada.
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