REALIDADE DA MULHER PRESA NO RIO GRANDE DO NORTE

Autores

  • Figueiró, Melo, Martins

DOI:

https://doi.org/10.21680/2318-0277.2017v5n2ID13008

Resumo

As políticas públicas voltadas para o encarceramento feminino são frágeis e pouco vistas na prática. Diante disso, teve-se o intuito de investigar a realidade das mulheres presas no estado do Rio Grande do Norte. Para tanto, foi delineado seu perfil social e penal, as condições de saúde a que estão submetidas e os aspectos jurídicos. Utilizou-se como amostra para essa pesquisa as mulheres que se encontram sob custódia em uma penitenciaria do Estado, aplicando um questionário com estas. Participaram quarenta e três mulheres, a maioria adultas jovens, pardas, solteiras, que estudaram até o ensino fundamental, trabalhavam antes do aprisionamento e recebiam baixa remuneração. A maior parte já foi julgada, não era reincidente e recebia assistência jurídica, prevalecendo o crime de tráfico de drogas. Além disso, as entrevistadas relataram não haver atendimento médico, odontológico, ginecológico e psiquiátrico. O único cuidado com a saúde consiste na realização de preventivos por uma enfermeira.

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Publicado

17-10-2017

Como Citar

MELO, MARTINS, F. REALIDADE DA MULHER PRESA NO RIO GRANDE DO NORTE. Revista Transgressões, [S. l.], v. 5, n. 2, p. 22–39, 2017. DOI: 10.21680/2318-0277.2017v5n2ID13008. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/transgressoes/article/view/13008. Acesso em: 13 jun. 2024.

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Artigos