A fala de gays sertanejos: aproximações e distanciamentos discursivos em duas gerações

  • Dorothy Bezerra Silva de Brito Universidade Federal Rural de Pernambuco/Unidade Acadêmica de Serra Talhada
Palavras-chave: Variação linguística, Gênero, Homossexuais masculinos sertanejos

Resumo

Este artigo discute aspectos linguístico-discursivos da fala de homens cis homossexuais do sertão pernambucano, divididos em duas faixas etárias, tendo o suporte teórico-metodológico da terceira onda dos estudos sociolinguísticos (PODESVA, 2002). Para a análise dos aspectos discursivos, tomamos as contribuições sobre a ideia de discurso de Foucault (1970/2011) e a compreensão de gênero trabalhada por Butler (2010). O fator faixa etária mostrou-se irrelevante nos aspectos discursivos analisados e concluímos, através das produções discursivas em análise, que, apesar de o processo de (re)conhecimento da homossexualidade trazer sofrimento psíquico, assumir uma posição de sujeito diferente do que produz a norma constrói resistência pessoal e política que rompe com modelos sociais hegemônicos, especialmente numa cultura tão fortemente marcada pelo machismo como é a cultura sertaneja.

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Biografia do Autor

Dorothy Bezerra Silva de Brito, Universidade Federal Rural de Pernambuco/Unidade Acadêmica de Serra Talhada
Possui Licenciatura em Letras pela Universidade Federal de Alagoas (2004) e Doutorado em Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Lingüística da Universidade Federal de Alagoas (2009), com estágio sanduíche na Universidade de Cambridge, Inglaterra (2007-2008).Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Teoria e Análise Lingüística, atuando principalmente nos seguintes temas: concordância, cliticos reflexivos, reflexivo, teoria de traços e Gramática Gerativa. Atualmente é professora adjunta III de Linguística na Universidade Federal Rural de Pernambuco - Unidade Acadêmica de Serra Talhada.
Publicado
09-05-2017
Como Citar
BRITO, D. B. S. DE. A fala de gays sertanejos: aproximações e distanciamentos discursivos em duas gerações. Bagoas - Estudos gays: gêneros e sexualidades, v. 10, n. 15, 9 maio 2017.