Corpo negro e pornografia

  • Paulo Esber Barros
  • Robenilson Moura Barreto

Resumo

Se a pornografia serve para observar a imaginação erótica, então o que
podemos colher sobre questões raciais na indústria pornô? Através de
uma análise da cinematografia hardcore (o tipo mais explícito e comercial)
e de relatos de sujeitos pesquisados, percebemos repetidamente presente
a associação da fantasia do pênis grande ao corpo negro, uma pecha que
o objetifica e o faz lidar com um inquietante imperativo: “seja meu ator
pornô”. Veremos que essa representação do corpo negro o reduz a um
produto despersonalizado, uma espécie de mercadoria cujo luxo é definido
pelo tamanho de seu pênis. Pretendemos problematizar a masculinidade
negra a partir de uma das manifestações midiáticas mais obscenas
da imaginação erótica (o pornô), trazendo o conceito de excitação sexual
para a discussão de questões raciais que lhe são inalienáveis.


Palavras-chave: Pornografia, Psicanálise e Preconceito racial.

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Publicado
24-12-2018
Como Citar
BARROS, P. E.; BARRETO, R. M. Corpo negro e pornografia. Bagoas - Estudos gays: gêneros e sexualidades, v. 12, n. 19, 24 dez. 2018.