Crítica ao conceito de amor líquido em Zygmunt Bauman

  • Leonardo Antunes de França Pessoa Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
Palavras-chave: Amor Líquido. Modernidade Líquida. História da Sexualidade. Sexualidade no Brasil. Brasil Colônia.

Resumo

Este artigo pretende desenhar uma crítica ao conceito de “amor líquido” apresentado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman. O conceito aqui contraposto é derivado de seus escritos a respeito da pós-modernidade, por ele intitulada “modernidade líquida”. Como tal, traz consigo o ceticismo característico do autor, cristalizado no que chamou de “fragilidade dos laços humanos”, que seria marca das relações afetivas de nosso tempo histórico. Em direção à interdisciplinaridade, utilizo a historiografia de Mary Del Priore com a intenção de problematizar a bipolaridade fundada pelo intelectual polonês — amor líquido/amor sólido. Argumento que o “amor líquido” não constitui um fenômeno exclusivo ou definidor da modernidade tardia, e para isso traçaremos uma análise comparativa deste período com o Brasil Colônia.

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Biografia do Autor

Leonardo Antunes de França Pessoa, Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
Cientista Social. Mestrando em Ciências Sociais - UFRN. Estuda teoria da democracia e liberalismo político. Em especial o pensamento da Escola Austríaca. Tem interesse em estudos de gênero e sexualidade; movimentos sociais; novas formas de participação política; teoria sociológica; sociologia política.
Publicado
10-09-2018
Como Citar
PESSOA, L. A. DE F. Crítica ao conceito de amor líquido em Zygmunt Bauman. Bagoas - Estudos gays: gêneros e sexualidades, v. 12, n. 18, 10 set. 2018.