Narrativas orais e (trans)masculinidade: (re)construções da travestilidade (algumas reflexões iniciais)

  • Rodrigo Borba

Resumo


A partir de um estudo etnográfico realizado entre 2003 e 2004 em uma comunidade de travestis que se prostituem em uma região urbana do Rio Grande do Sul, o presente artigo  traz  à  baila  uma  discussão  sobre  a  identidade  travesti.  Mais  precisamente, analisa-se a construção discursiva da transmasculinidade, ou seja, a “masculinidade” travesti. Essa “masculinidade” específica é o efeito de posicionamentos interacionais adotados  em  narrativas  orais  contadas  pelas  informantes  nas  quais  características ideologicamente  tidas  como  femininas  e  masculinas  são  sobrepostas  e,  assim,  as travestis posicionam-se nas fronteiras dos gêneros. Para essa discussão, duas narrativas sobre  violência  e  sobre  sexualidade  são  analisadas  sob  o  prisma  da  teoria  da performatividade para demonstrar o caráter fragmentado, fluido e sempre em devir da travestilidade.

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Publicado
26-11-2012
Como Citar
BORBA, R. Narrativas orais e (trans)masculinidade: (re)construções da travestilidade (algumas reflexões iniciais). Bagoas - Estudos gays: gêneros e sexualidades, v. 5, n. 06, 26 nov. 2012.