Numa tarde qualquer: uma antropologia da Parada da Diversidade em Cuiabá e da cultura LGBT no Brasil contemporâneo

  • Marcos Aurélio da Silva Universidade Federal de Mato Grosso
Palavras-chave: Parada da diversidade, performance, cultura LGBT, militância política, Cuiabá

Resumo

A partir da pesquisa etnográfica feita na Parada da Diversidade, realizada desde 2003, na cidade de Cuiabá, capital de Mato Grosso, o artigo pretende uma reflexão antropológica sobre esse tipo de evento que acontece no ocidente desde 1970, como forma de comemoração da “batalha de Stonewall”. No Brasil, as paradas começaram em meados dos anos de 1990, tendo em São Paulo a maior do mundo, e colocam o país entre os que mais realizam esse evento, com mais de duas centenas. Outro ponto discutido é a suposta falta de consistência política das paradas, por conta de terem um lado festivo bastante destacado. Como veremos, tanto a teoria antropológica quanto a própria história e o formato das paradas, como corporalidades que se inscrevem no tecido urbano, negam que esses “carnavais fora de época”, como são acusadas, sejam menos políticos ou mesmo eficientes que outras formas convencionais de militância.

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Biografia do Autor

Marcos Aurélio da Silva, Universidade Federal de Mato Grosso
Professor do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Mato Grosso. Bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) da Capes. Integrante do Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais (NAPlus/UFMT). Pesquisador convidado do Núcleo de Antropologia do Contemporâneo (TRANSES/UFSC). Membro do Grupo de Análises de Poéticas e Políticas do Audiovisual (GRAPPA/UFRRJ).
Publicado
09-05-2017
Como Citar
DA SILVA, M. Numa tarde qualquer: uma antropologia da Parada da Diversidade em Cuiabá e da cultura LGBT no Brasil contemporâneo. Bagoas - Estudos gays: gêneros e sexualidades, v. 10, n. 15, 9 maio 2017.