Machismo estrutural e a cultura do cancelamento
vivências homoafetivas em um ciberespaço
Abstract
Este artigo analisa a masculinidade tóxica como dispositivo estruturante das interações nos ciberespaços, com foco em relações homoafetivas masculinas. A pesquisa adota como metodologia a revisão de literatura no repositório da CAPES, que resultou em 30 artigos publicados entre 2019 e 2024, dos quais apenas 13 apresentaram o conceito de forma direta em seus títulos. Este estudo articula referenciais de Foucault, Arendt, Butler, Bauman e Sibilia, associando-os a escrevivências pessoais em aplicativos de relacionamento, para compreender como práticas como bloqueios, silenciamentos e descartes digitais, operam como formas de exclusão simbólica e reatualizam hierarquias de poder. A cultura do cancelamento, não é um fenômeno superficial, mas expressão de dinâmicas históricas de dominação, o que exige novas abordagens empíricas, comparativas e paradigmáticas.
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