O MITO DO DESENVOLVIMENTO E A COLONIALIDADE DO PODER
CONSIDERAÇÕES A PARTIR DA OBRA DE CELSO FURTADO
Palavras-chave:
Celso Furtado, Mito do Desenvolvimento Econômico, Decolonialidade, Criatividade, DependênciaResumo
Nesta proposta, investigamos em que medida o processo reflexivo de Celso Furtado, que antecede a teoria decolonial, pode apontar para uma ruptura da colonialidade do poder, do saber e do ser em uma crítica do modelo hegemônico de desenvolvimento econômico. Para isso, o trabalho foi construído com base em uma reflexão sobre criatividade, dependência e o mito do desenvolvimento econômico aliados à colonialidade do poder e sua superação, tanto a partir das obras de Celso Furtado, como também de teóricos da crítica decolonial, como Aníbal Quijano e Walter Mignolo. Assim, tecemos uma reflexão sobre como o mito do desenvolvimento econômico espelha aspectos da colonialidade do poder, e também como a reflexão de Celso Furtado, a respeito da criatividade e seus potenciais disruptivos com a colonialidade, podem nos auxiliar a compreender este mito sob outros prismas. Por fim, entendemos que, ao questionar o mito do desenvolvimento, está posto em questão o modo como a criatividade social do povo brasileiro pode solapar formas pretéritas e importadas de desenvolvimento e cultura para maneiras mais criativas, altivas e soberanas de tornar o Brasil uma nação autoconsciente e mais esclarecida de sua própria história.
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