Teatro Oficina e Nietzsche: o bode ainda canta

Autores

  • Francione Oliveira Carvalho Faculdade de Educação da UFJF

Palavras-chave:

Teatro Oficina Uzyna Uzona. Nietzsche. Os Sertões. José Celso Martinez Corrêa.

Resumo

Surgido em 1958, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco o Teatro Oficina, ressignificado na década de 1980 como Uzyna-Uzona, é até hoje um dos terrenos mais férteis da cultura brasileira. José Celso Martinez Correa, um de seus fundadores e ainda diretor do grupo confunde-se não só com o Teatro Oficina, mas com a própria história do teatro brasileiro. Este artigo recupera momentos da trajetória criativa da companhia teatral para discutir como a crítica da cultura promovida por Nietzsche interfere no trabalho criativo do grupo alimentando as propostas estéticas e a atuação política do Oficina que principalmente a partir da série Os Sertões, de 2002 a 2007 se abriu ainda mais para um debate público que visa promover uma maneira mais democrática e libertaria de exercer a política e ocupar o espaço público. Podemos fazer um paralelo aos tempos sombrios e conservadores de hoje ao vivido por Nietzsche, afinal ao trazer o corpo para o centro do debate estético a partir da leitura que fez da tragédia grega sua intenção foi denunciar a fraqueza, o puritanismo e o espirito de rebanho da sociedade alemã daquele período, cenário não muito distante do que vemos hoje não só na Europa, mas no debate empobrecido que vemos no Brasil a partir do fortalecimento de discursos conservadores, intolerantes e que se baseiam na homogeneização como estratégia de (re)estabelecer a ordem.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Francione Oliveira Carvalho, Faculdade de Educação da UFJF

Professor da Faculdade de Educação da Universidade de Juiz de Fora e Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades.

Downloads

Publicado

01-05-2017

Como Citar

CARVALHO, F. O. Teatro Oficina e Nietzsche: o bode ainda canta. Mneme - Revista de Humanidades, [S. l.], v. 17, n. 39, p. 262–274, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/mneme/article/view/10764. Acesso em: 25 jul. 2024.