AVALIAÇÃO DA MORTALIDADE POR DOENÇAS CARDIOVASCULARES NO BRASIL: UMA SÉRIE TEMPORAL DE 2015 A 2019

  • Márcia Cunha da Silva Pellense Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Margareth Santos de Amorim Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Eder Samuel Oliveira Dantas Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  • Ketyllem Tayanne da Silva Costa Estudante de Enfermagem. Programa de Graduação em Enfermagem. CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brasil.
  • Fábia Barbosa de Andrade Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Resumo


Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis são as principais causas de morte no mundo. Entre essas, As Doenças Cardiovasculares são catalogadas como a principal causa. Objetivo: Avaliar a mortalidade das doenças cardiovasculares no Brasil, a partir da série temporal de 2015 a 2019. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico transversal de série temporal e descritivo sobre a mortalidade por Doenças Cardiovasculares no Brasil. Foram utilizados dados secundários, obtidos em abril de 2021, no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), cuja série temporal compreendeu o período entre 2015 e 2019. Resultados e Discussão: As taxas de mortalidade por DCV, no Brasil, demonstram uma tendência de acréscimo no período de 2016, 2017, 2018 e 2019, resultado muito similar aos dados encontrados em outros estudos realizados no Brasil. Os maiores índices se encontram nas regiões Sudeste e Sul, seguidos da região Nordeste. Tratando-se dos óbitos, segundo a raça no período de 2015 a 2019, se observa que a maior proporção de óbitos ocorreu na raça branca por Aterosclerose (62,14%), seguidos da raça parda (28,38%) e da raça negra (5,87%). Se destacam no estudo os dados sobre a Febre Reumática Aguda e as Doenças Reumáticas Crônicas do Coração, cujo percentual atinge os maiores índices no ano de 2017, chegando a 63,54% na população feminina. Quando se analisa a Proporção de Óbitos, segundo Faixa Etária no período se observa um maior acometimento geral da população idosa. Conclusões: As Doenças Cardiovasculares têm se mostrado cada vez mais prevalentes, acarretando aumento do número de morbimortalidade no país. Os resultados apontam para a necessidade de aprofundamento da questão, tendo em vista que, embora as condições sejam muito semelhantes entre os municípios, as diferenças nos indicadores são expressivas.

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Biografia do Autor

Márcia Cunha da Silva Pellense, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPSCOL/UFRN).

Margareth Santos de Amorim, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPSCOL/UFRN).

Eder Samuel Oliveira Dantas, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPSCOL/UFRN).

Fábia Barbosa de Andrade, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Professora do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPSCOL/UFRN). Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde pela UFRN.

Publicado
27-08-2021
Como Citar
CUNHA DA SILVA PELLENSE, M.; SANTOS DE AMORIM, M.; SAMUEL OLIVEIRA DANTAS, E.; DA SILVA COSTA, K. T.; BARBOSA DE ANDRADE, F. AVALIAÇÃO DA MORTALIDADE POR DOENÇAS CARDIOVASCULARES NO BRASIL: UMA SÉRIE TEMPORAL DE 2015 A 2019. Revista Ciência Plural, v. 7, n. 3, p. 202-219, 27 ago. 2021.