MANEJO CLÍNICO DO TRAUMA MAXILOFACIAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/2446-7286.2026v12n1ID43266

Resumo

Introdução: Os traumatismos maxilofaciais em crianças e adolescentes constituem importante problema de saúde pública, associados a particularidades anatômicas, padrões específicos de lesão e potenciais repercussões funcionais e estéticas a longo prazo. O manejo clínico nessa população exige equilíbrio entre intervenções conservadoras e cirúrgicas, considerando crescimento craniofacial e risco de sequelas Objetivo: Identificar, na literatura científica, por meio de uma revisão integrativa, as principais abordagens de manejo clínico dos traumatismos maxilofaciais em pacientes pediátricos. Metodologia: Revisão integrativa guiada pela pergunta norteadora “Quais são as principais abordagens de manejo clínico do trauma maxilofacial em pacientes pediátricos descritas na literatura científica?”, que foi estruturada na estratégia PICO. A busca foi realizada nas bases BVS, PubMed/MEDLINE e SciELO, utilizando descritores combinados por operadores booleanos AND/OR. Incluíram-se artigos originais disponíveis na íntegra que abordassem etiologia, diagnóstico e manejo clínico do trauma maxilofacial pediátrico. A seleção ocorreu por dois revisores independentes, com uso do Rayyan para remoção de duplicatas e triagem. Resultados: Sete estudos compuseram a amostra final. Observou-se predominância do sexo masculino e maior incidência na adolescência. Quedas e acidentes automobilísticos foram as principais etiologias. Fraturas mandibulares, especialmente condilares, e orbitárias destacaram-se entre as lesões mais prevalentes. O tratamento conservador foi prioritário nas fraturas condilares sem deslocamento, enquanto a abordagem cirúrgica mostrou-se indicada em fraturas orbitárias com aprisionamento muscular e em fraturas mandibulares complexas. O tempo de intervenção influenciou diretamente os desfechos. Conclusões: O manejo do trauma maxilofacial pediátrico requer abordagem individualizada. Condutas conservadoras são eficazes quando bem indicadas, enquanto a intervenção precoce é decisiva em fraturas orbitárias. A padronização de protocolos e estudos prospectivos são necessários para otimizar desfechos funcionais e de crescimento facial.

Palavras-Chave: Criança; Traumatismos faciais; Tratamento.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

1. Hong K, Jeong J, Susson YN, Abramowicz S. Patterns of pediatric facial fractures. Craniomaxillofac Trauma Reconstr. 2021;14(4):325-329. https://doi.org/10.1177/1943387521991738

2. Heitor BS, Goldenberg DC, Bastos E, Fonseca ASF, Kanashiro E, Branco DFR, Alonso N. Tratamento cirúrgico das fraturas de face em pacientes pediátricos: características clínicas em um centro de trauma terciário. Rev Bras Cir Craniomaxilofac. 2009;12:47.

3. Pereira IF, Oliveira CR, Figueiredo CC, Cunha DA, Sales GLD, Valença AMG. Perfil das internações de crianças e adolescentes com fraturas do crânio e ossos da face na região Nordeste do Brasil. Rev Bras Ciênc Saúde. 2013;17(3):275-280. https://doi.org/10.4034/RBCS.2013.17.03.10

4. Bera RN, Tiwari P, Pandey V. Does early treatment of paediatric orbital fracture offer any advantage in terms of post-operative clinical outcomes? J Maxillofac Oral Surg. 2022;21(1):25-33. https://doi.org/10.1007/s12663-021-01543-y

5. Hofmann E, Koerdt S, Heiland M, Raguse JD, Voss JO. Pediatric maxillofacial trauma: insights into diagnosis and treatment of mandibular fractures in pediatric patients. Int J Clin Pediatr Dent. 2023;16(3):499-509. https://doi.org/10.5005/jp-journals-10005-2401

6. Oriá AB, Zerbinati LPS, Leite EA. Fratura de côndilo mandibular: tratamento cirúrgico ou conservador? J Dent Public Health. 2014;5(1). https://doi.org/10.17267/2596-3368dentistry.v5i1.242

7. Ilyas N, Green A, Karia R, Sood S, Fan K. Demographics and management of paediatric dental-facial trauma in the ‘lockdown’ period: a UK perspective. Dental Traumatology. 2021;37(4):576-582. https://doi.org/10.1111/edt.12667

8. Chang H, Yuan Y, Huang S, Chen X, Liao X, Yang G, et al. Pediatric maxillofacial soft-tissue injuries: a retrospective analysis of 19,979 cases in a stomatology emergency department in southern China. BMC Oral Health. 2025;25:1317. https://doi.org/10.1186/s12903-025-06699-4

9. Faverani LP, Gaetti-Jardim EC, Ramalho-Ferreira G, Beneti IM, Valentini Neto R, Garcia Júnior IR. Controvérsias no tratamento das fraturas mandibulares em crianças: relato de caso clínico. Rev Bras Cir Cabeça Pescoço. 2011;40(3):158-160.

10. Manganello LC, Silva AAF. Fraturas do côndilo mandibular: classificação e tratamento. Rev Bras Otorrinolaringol. 2002;68(5):249-255. https://doi.org/10.1590/S0034-72992002000500023

11. Li L, Acharya K, Ghimire B, et al. Conservative management of mandibular fractures in pediatric patients during the growing phase with splint fiber and ligature arch wire. BMC Oral Health. 2023;23:601. https://doi.org/10.1186/s12903-023-03309-z

12. Fernandes BR, Bizzotto JF, Weber Júnior VF, Abrasson AP, Bortoloso A, Sant’Ana AP, et al. Tratamento de fratura de face incomum em paciente pediátrico. Arch Health Invest. 2022;11(5):836-839. https://doi.org/10.21270/archi.v11i5.6040

13. Chaves Netto HDM, Klüppel LE, Pereira CL, Luna AH, Mazzonetto R. Utilização de placas e parafusos absorvíveis no tratamento de fratura mandibular em criança: relato de caso. Rev Cir Traumatol Buco-Maxilo-Fac. 2007;7(4):31-36.

14. Souza RS, Viana MVG, Santana AM, Maranho SC. Considerações acerca do tratamento cirúrgico de fratura facial em paciente pediátrico: relato de caso. J Health Biol Sci. 2025;13(1):1-5. https://doi.org/10.12662/2317-3076jhbs.v13i1.5673.p1-5.2025

15. Pomponi ACD, Kasaya MVS, Pereira RA, Santos JF, Santos PL, Gulinelli JL. Tratamento interdisciplinar de fratura mandibular em criança politraumatizada. Arch Health Invest. 2021;10(3):484-488. https://doi.org/10.21270/archi.v10i3.4726

Downloads

Publicado

05-10-2026

Como Citar

BARROS DA MOTA, Pedro; ARAÚJO, Luciane Farias de; ALMEIDA, Híttalo Carlos Rodrigues de. MANEJO CLÍNICO DO TRAUMA MAXILOFACIAL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA. Revista Ciência Plural, [S. l.], v. 12, n. 1, 2026. DOI: 10.21680/2446-7286.2026v12n1ID43266. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/rcp/article/view/43266. Acesso em: 13 out. 2026.

Edição

Seção

Revisão Integrativa