HIDROELÉTRICAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: CONSIDERAÇÕES SOBRE OS IMPACTOS NA PESCA ARTESANAL NOS RIOS XINGU (PARÁ) E ARAGUARI (AMAPÁ)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/2238-6009.2019v1n53ID20601

Resumo

No contexto amazônico, a pesca artesanal representa um setor produtivo de grande importância socioeconômica, tanto para as populações ribeirinhas, quanto para aqueles que habitam nos centros urbanos, mas que têm na pesca a sua principal fonte de renda ou alimento. Tendo em vista que a instalação de usinas hidrelétricas promove diversas implicações nas formas de uso dos recursos hídricos, discute-se de maneira conceitual e de abordagem empírica, como a implantação das Usinas Hidroelétricas (UHE) nos rios Xingu e Araguari (Amazônia-Brasil) vem impactando o desenvolvimento da atividade pesqueira, haja vista que a reprodução dos pescadores tem sido drasticamente afetada. O método de pesquisa baseia-se em informações primárias e secundárias. As informações primárias foram obtidas em trabalho de campo nas cidades de Altamira (Pará-Brasil), Ferreira Gomes e Porto Grande (Amapá-Brasil). Os dados secundários são oriundos de pesquisa bibliográfica, documental e demais materiais disponíveis na internet e nas colônias de pescadores e sindicatos de pesca. A partir desses dados obtidos, constatou-se que a realização da pesca artesanal vem sendo impactada de forma drástica, com reflexo na perda de territórios de pesca, diminuição da captura dos recursos pesqueiros e aumento de conflitos entre pescadores e demais usuários que praticam a pesca, refletindo negativamente na reprodução social de todos os indivíduos que vêm enfrentando dificuldades para manter as mínimas condições de sobrevivência.

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Publicado

29-04-2020

Como Citar

MARINHO, . V. de N. M. .; SILVA, C. N. da .; LIMA, L. M. .; ROSA, A. M. .; LIMA, R. Ângelo P. .; FERREIRA, G. C. .; CAETANO, V. N. da S. . HIDROELÉTRICAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: CONSIDERAÇÕES SOBRE OS IMPACTOS NA PESCA ARTESANAL NOS RIOS XINGU (PARÁ) E ARAGUARI (AMAPÁ). Vivência: Revista de Antropologia, [S. l.], v. 1, n. 53, 2020. DOI: 10.21680/2238-6009.2019v1n53ID20601. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/20601. Acesso em: 26 maio. 2024.

Edição

Seção

Dossiê/Dossier