PLANTAS EM MÃOS HABILIDOSAS E EM MODOS ESPECÍFICOS DE VER: UMA ETNOGRAFIA EM CENÁRIOS BOTÂNICOS

  • Elizeu Pinheiro da Cruz Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); Professor do Curso de Ciências Biológicas e do Programa de Pós-Graduação em Ensino, Linguagem e Sociedade (PPGELS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) https://orcid.org/0000-0003-1454-6832

Resumo

Ancorado nos estudos sobre as relações entre humanos e não humanos, este artigo aborda o trabalho de cortar dos biólogos relacionado à descrição da biodiversidade vegetal de territórios da Bahia, Brasil, a fim de produzir apontamentos que possam contribuir com as circularidades dos discursos ambientais contemporâneos, atentos à superação das dicotomias humanidade-natureza e indivíduo-ambiente. Ele é um desdobramento das notas de campo elaboradas em uma etnografia desenvolvida entre os anos 2011 e 2016 que acompanhou, em laboratórios, matas e outros cenários das ciências biológicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, movimentos de coletivos de plantas, animais, biólogos e outros entes em pesquisas voltadas para descrições da biodiversidade da Bahia como excepcionalidade. Cortar plantas é uma ação assumida pelos biólogos como possibilidade de composição, por multiplicação de formas, de descrições dos mundos habitados pelas plantas em traçados das ciências biológicas.

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Publicado
29-05-2020
Como Citar
CRUZ , E. P. DA. PLANTAS EM MÃOS HABILIDOSAS E EM MODOS ESPECÍFICOS DE VER: UMA ETNOGRAFIA EM CENÁRIOS BOTÂNICOS. Vivência: Revista de Antropologia, v. 1, n. 54, 29 maio 2020.
Seção
Fluxo Contínuo/Continuous Flow