CORPOS EM CHOQUE NO “MUNDO”: SOBRE VIAGENS, FRONTEIRAS E OS DESAFIOS DO “ENTRE-LUGAR”

Resumo

Apostando na potência de uma escrita em ensaio, apresento aqui uma proposta de experimentação narrativa que possa conduzir o leitor a visualizar e sentir na própria etnografia a forma como nossas trajetórias, nossos corpos, nossas marcas e nossos medos delimitam pesquisas antropológicas sobre fronteiras, movimentos e experiências de mobilidade. Como podemos reinserir narrativamente nossos corpos no mundo? Como podemos fazê-lo, levando em conta tanto as “viagens” que nos constituem como sujeitas, quanto como mulheres antropólogas? Com essas ideias em mente, ao longo do texto, a descrição do choque entre diferentes corpos no mundo – os meu e os dos sujeitos com quem interagi em minha pesquisa de campo na Amazônia brasileira – será meu ponto de partida para conduzi-los dentre os elementos de uma teoria etnográfica genderizada/sexualizada dos movimentos pela fronteira em expansão.

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Publicado
24-12-2020
Como Citar
BEMERGUY, T. DE S. CORPOS EM CHOQUE NO “MUNDO”: SOBRE VIAGENS, FRONTEIRAS E OS DESAFIOS DO “ENTRE-LUGAR”. Vivência: Revista de Antropologia, v. 1, n. 56, 24 dez. 2020.
Seção
Dossiê/Dossier