DESMONETIZA! SLEEPING GIANTS BRASIL NO INSTAGRAM E O CONSUMO COMO ARENA POLÍTICA E MORAL

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DOI:

https://doi.org/10.21680/2238-6009.2023v1n62ID33768

Resumo

Este artigo apresenta o conceito de consumerismo, caracterizando-o como um tipo de ativismo cívico no campo do consumo, para depois situar em relação a ele a atuação do movimento Sleeping Giants Brasil. Farei isso por meio da análise de dados relativos ao seu repertório de ações táticas na plataforma digital Instagram, cujo objetivo é a desmonetização de sites e canais disseminadores de conteúdos virulentos como discurso de ódio contra minorias e notícias falsas. Abordo o perfil como um sujeito sociotécnico, capaz de agenciar ações no espaço digital cujo alcance e consequências o ultrapassam. Destaco ainda algumas especificidades do Instagram como vitrine virtual na qual a visualidade, neste caso instrumentalizada para finalidades do ativismo, é hegemônica. Por fim, articulo o consumerismo com os aspectos intrinsecamente problemáticos da economia algorítmica das plataformas. Concluo que, a despeito de limitações, como o foco sobre os sites propagadores de conteúdos virulentos mais do que nas Big Techs e suas plataformas, a atuação do SGBR termina por reforçar pautas em torno das quais se aglutinam forças sociais, lançando mão das singularidades da ecologia digital, como hashtags e arrobas, para alcançar resultados que a ultrapassam. A exposição das empresas que anunciam em sites virulentos e das que vendem tais espaços, as Big Techs, transforma em escândalo moral a lucratividade da exploração do ódio, do sensacionalismo e da desinformação.

Palavras-chave: Sleeping Giants Brasil; Instagram; Consumerismo; Desinformação; Discurso de ódio.

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Publicado

15-12-2023

Como Citar

FREITAS, E. T. DESMONETIZA! SLEEPING GIANTS BRASIL NO INSTAGRAM E O CONSUMO COMO ARENA POLÍTICA E MORAL. Vivência: Revista de Antropologia, [S. l.], v. 1, n. 62, 2023. DOI: 10.21680/2238-6009.2023v1n62ID33768. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/vivencia/article/view/33768. Acesso em: 16 jul. 2024.

Edição

Seção

Dossiê/Dossier