Prostituição em Portugal Uma atividade marginalizada num país que tolera mais do que persegue1

Autores

  • Alexandra Oliveira Universidade do Porto, Departamento de Psicologia

Resumo

As políticas da prostituição mudaram várias vezes em Portugal. Atualmente,
a lei pune o lenocínio, não sendo a prostituição uma profissão
legal. O discurso dominante das agências governamentais, da mídia e
de ONG enfatizam a ideia da prostituição como vitimação. Embora haja
alguma tolerância social à prostituição em Portugal, os discursos institucionais
e populares destacam os seus aspetos mais negativos e estereotipados,
limitando-a à pobreza, à marginalidade, às drogas e às doenças.
Assim, o preconceito, a discriminação e o estigma são problemas que
os profissionais do sexo enfrentam. Neste artigo, iremos focar-nos na
legislação portuguesa no que respeita à prostituição, bem como no seu
impacto nos trabalhadores do sexo e ainda nos diferentes discursos
sobre este tema. Também faremos uma caracterização da prostituição
em Portugal, sem esquecer os clientes e a falta de um movimento organizado
de trabalhadores do sexo.

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Biografia do Autor

Alexandra Oliveira, Universidade do Porto, Departamento de Psicologia

Professora Auxiliar na Universidade do Porto,
Departamento de Psicologia
oliveira@fpce.up.pt

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Publicado

29-01-2018

Como Citar

OLIVEIRA, A. Prostituição em Portugal Uma atividade marginalizada num país que tolera mais do que persegue1. Bagoas - Estudos gays: gêneros e sexualidades, [S. l.], v. 11, n. 17, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/bagoas/article/view/13525. Acesso em: 26 set. 2022.