Perfil clínico e epidemiológico dos portadores de Diabetes Mellitus tipo I assistidos pelo componente especializado do Piauí

Palavras-chave: Diabetes Mellitus; IDiabetes tipo 1; insulinoterapia.

Resumo

O Diabetes Mellitus(DM)caracteriza-se como um distúrbio endócrino caracterizado por
elevadas taxas de glicose no sangue, A classificação atual do DM baseia-se na etiologia
e inclui quatro classes clínicas: tipo 1 (DM1), DM tipo 2 (DM2), DM gestacional e
outros tipos específicos de DM.A diabetes tipo 1 (DM1) é uma patologia de caráter
autoimune desencadeada pela destruição progressiva e irreversível das células ß
pancreáticas, levando a deficiência absoluta de insulina.Dessa forma, o objetivo do
presente estudo consiste em traçar o perfil epidemiológico e clinico dos pacientes com
DM1 atendidos no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) do
Piauí.O presente estudo trata-se de uma pesquisa transversal descritiva, retrospectiva
com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada com dados de 2018, coletados
através das análises de prontuários, exames e cadastros dos portadores de DM1 que são
assistidos pelo CEAF. Os resultados mostram que a DM tipo 1 foi mais evidente em
crianças e adolescentes, do que em idosos, como esperado, houve semelhança em
relação ao sexo, observou-se, que a maioria dos doentes de todas as faixas etárias
apresentam IMC normal, além disso, a prevalência dos pacientes residirem na capital e
destacando-se que acima de 50% dos pacientes retratavam controle glicêmico
inadequado. O presente estudo proporciona estratégias para promover melhor qualidade
de vida a estes pacientes. Desse modo, o estudo mostra que torna-se primordial a
melhor estruturação da Assistência Farmacêutica, destacando-se as atribuições e
competências do farmacêutico em viabilizar melhor adesão terapêutica, a fim de
melhorar o controle da glicemia dos pacientes diabéticos e garantir o acesso seguro e
racional dos medicamentos, possibilitando-os um acompanhamento farmacoterapêutico
eficaz e melhoria na qualidade de vida.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AMERICAN DIABETES ASSOCIATION. Diagnosis and classification of diabetes mellitus. Diabetes Care, v.38, p. 8-16, 2015.

AMERICAN DIABETES ASSOCIATION. Standards of medical care in diabetes. Diabetes Care, v.40, n.1 p. 14-80, 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Obesidade. Cadernos de Atenção Básica. v. 12, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde do Adulto: Programa de Assistência ao Portador de Diabetes Mellitus, 2006. Disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/diabetes_mellitus.pdf >. Acesso em 12 / 09/17.

CANADIAN DIABETES ASSOCIATION. Canadian Diabetes Association 2013 Clinical Practice Guidelines for the Prevention and Management of Diabetes in Canada. CAN J DIABETES, V. 37, n.1, 2013.

CHIEN, S.C. et al. Cuidados pessoais Problemas de adolescentes com diabetes tipo 1 no sul Taiwan. Journal of Pediatric Nursing, v.22, n.5, p 404-409, 2007.

FRAGUAS R; SOARES S.M.S; BRONSTEIN M.D. Depressão e diabetes mellitus. REV. PSIQUIATR. CLIN. ; v.36, n. 3, p.93-99, 2009.

FERREIRA, M. G. Associação entre marcadores antropométricos de adiposidade corporal e hipertensão arterial na população adulta de Cuiabá, Mato Grosso. Rev. bras. epidemiol., São Paulo, v. 12, n. 2, jun. 2009

FRANCISCO, P. M. S. B. et al. Diabetes auto referido em Idosos: prevalência, fatores associados e práticas de controle. Caderno de saúdepública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 1. 2010.

GROSSI, S. A.; Pascali, P. M. Cuidados de enfermagem em diabetes mellitus: departamento de enfermagem da sociedade brasileira de diabetes. São Paulo, 2009.

INTERNATIONAL DIABETES FEDERATION. IDF Diabetes Atlas. International Diabetes Federation, 7ª ed. Brussels: 2015.

INTERNATIONAL DIABETES FEDERATION. Quem pode ter diabetes. Disponivel em:http://adies.com.br/site/a-diabetes/quem-pode-ter-diabetes/ Acesso :22/09/2017 as 21:32.

ISPAD/IDF. Diretriz Global para Diabetes na Infância e na Adolescência. International Diabetes Federation. 2011.

KHALIL, H. Diabetes microvascular complications — A clinical update. Diabetes &Metabolic Syndrome: Clinical Research & Reviews.v.11, n.1, p.133-139, nov. 2017.

LESLIE, R.D. et al. Diabetes classification: Grey zones, sound and smoke: Action LADA 1. Diabetes Metab Res Rev, v.24, p. 511-519, 2008.

RIBEIRO, M. E. B. et al. Continuous insulin therapy versus multiple insulin injections in the management of type 1 diabetes: a longitutinal study. São Paulo, Rev. paul. Pediatr. v.34 n.1, Jan./Mar. 2016.

SELVIN, E. Are there clinical implications of racial differences in HbA1c? A difference, to be a difference, must make a difference. Diabetes Care. v.39, p.1462–1467,2016.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da sociedade Brasileira de Diabetes (2015-2016). São Paulo: A.C Farmacêutica, 2016.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diretrizes da sociedade Brasileira de Diabetes (2019-2020). São Paulo: A.C Farmacêutica, 2020.

TORQUATO, L. E. S. Ocorrência de dislipidemias em portadores de diabetes mellitus tipo 2.2012. 68 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Farmácia) – Universidade Federal da Paraíba, 2012.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Use of glycated haemoglobin (HbA1c) in the diagnosis of diabetes mellitus. Jan. 2011.

YONG-CHAO, Q. Changes of regulatory T cells, transforming growth factor-beta and interleukin-10 in patients with type 1 diabetes mellitus: A systematic review and meta-analysis. Clinical Immunology. v.170, p 61-69, set.2016.

Publicado
22-07-2020
Como Citar
MARTINS, J. A.; SANTOS , R. B. DOS; LEAL, B. DE S.; LOPES, L. A. DE S.; ARAÚJO, V. L. L.; SILVA , R. DE C. V. L. DA; SILVA , R. F.; SANTOS , A. B. F. DOS; HOLANDA , E. DA S.; COSTA , M. H. DE A. DA; SANTANA , L. S. O. S.; PEREIRA JUNIOR , J. L.; OLIVEIRA , G. R. DE; SILVA , A. R. DA. Perfil clínico e epidemiológico dos portadores de Diabetes Mellitus tipo I assistidos pelo componente especializado do Piauí. Revista de Casos e Consultoria, v. 11, n. 1, p. e11110, 22 jul. 2020.
Seção
Artigos