Tiradentes, mito e escola republicana
entre a construção da memória e as controvérsias atuais
DOI:
https://doi.org/10.21680/1982-5560.2026v28n2ID43637Palavras-chave:
Tradição inventada, Pedagogia cívica, Identidade nacional, História cultural, Disputas simbólicasResumo
Esta pesquisa analisa os processos de construção do mito político de Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes (1746-1792), na Primeira República brasileira (1889-1930), considerando seu papel na produção de símbolos legitimadores do novo regime e na consolidação de uma identidade republicana. A questão de pesquisa busca compreender de que modo a figura de Tiradentes foi mobilizada como referência cívica e pedagógica, bem como quais mecanismos culturais e políticos contribuíram para a difusão dessa narrativa no espaço público. O estudo adota abordagem qualitativa inspirada na história cultural e na análise documental, articulando fontes primárias, como jornais, iconografia, legislação comemorativa e manuais escolares, e fontes secundárias da historiografia e da teoria social. A investigação examina as relações entre memória coletiva, mito político e pedagogia cívica, destacando a função social da escola, das celebrações públicas e das representações simbólicas na construção da imagem de Tiradentes como herói republicano. A pesquisa considera as reinterpretações contemporâneas dessa memória no ambiente comunicacional atual, marcado pela circulação digital de narrativas históricas e pela pluralização das disputas simbólicas em torno do passado.
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