ELABORAC?A?O DE UM PROJETO TERAPE?UTICO SINGULAR PARA UMA FAMI?LIA DE ALTO RISCO EM UMA UNIDADE BA?SICA DE SAU?DE, MACAI?BA - RN: RELATO DE EXPERIE?NCIA

Autores

  • Carla Souza Macedo UBS - Campo de Mangueira, Macaíba/RN
  • Isabel Cristina Arau?jo Branda?o DSC/UFRN
  • Joice Aparecida de Deus Leal UBS - Campo de Mangueira, Macaíba/RN
  • Luiz Gonzaga de Oliveira Ju?nior UFRN
  • Lyane Ramalho Cortez DSC/UFRN
  • Mo?nica Larissa Padilha Hono?rio UFRN
  • Vilani Medeiros de Arau?jo Nunes
  • Vyna Maria Cruz Leite DSC/UFRN
  • Yuri Arau?jo de Souza UFRN

Palavras-chave:

Projeto Terape?utico Singular, Equipe Interdisciplinar, Visita Domiciliar.

Resumo

Introduc?a?o: O projeto terape?utico singular representa o conjunto de propostas de condutas terape?uticas destinadas a um sujeito individual ou grupo populacional sendo elaborado e discutido a partir de uma equipe interdisciplinar. Essa forma de cuidado em sau?de resgata alguns dos princi?pios do SUS - Sistema u?nico de Sau?de, como a integralidade e a equidade. O presente estudo teve como objetivos: descrever a construc?a?o de um Projeto Terape?utico Singular (PTS) para uma fami?lia de alto risco procedente da micro-a?rea de Lagoa das Pedras, Macai?ba, RN; organizar um plano de ac?a?o interdisciplinar para todos os membros e avaliar os resultados obtidos com a implantac?a?o do PTS. Metodologia: Trata-se de um relato de experie?ncia realizado a partir de vive?ncias teo?rico-pra?ticas sobre visita domiciliar, cli?nica ampliada e PTS do Internato em Sau?de Coletiva do curso de Medicina da UFRN. Foi identificada a fami?lia de maior risco a partir do uso da escala UFES- Coelho aplicada a? ficha A, cuja pontuac?a?o foi conferida a partir de visita domiciliar e, caso necessa?rio, retificada. Para isso, foi essencial o papel do agente comunita?rio de sau?de (ACS), o qual foi apresentado a? escala e, a partir dos seus para?metros, pode identificar as mais vulnera?veis para se aplicar a escala, comparar suas pontuac?o?es e eleger aquela de maior risco para a construc?a?o do PTS. Desse modo, o questiona?rio foi realizado com 10 fami?lias, das quais uma se sobressaiu por atingir 22 pontos e foi escolhida para a execuc?a?o do PTS. Para a criac?a?o desse projeto terape?utico, foi realizado o diagno?stico de sau?de coletiva, sendo estudados e avaliados os problemas relacionados a? sau?de de cada membro, ale?m daqueles de ordem habitacional, social, biolo?gico e ha?bitos de vida. A partir disso, foi possi?vel desenvolver o PTS abrangendo a?reas como planejamento familiar, estrutura domiciliar e peri-domiciliar, saneamento ba?sico e sau?de da crianc?a. Tudo foi realizado a partir de visitas domiciliares e da articulac?a?o tanto com a Unidade Ba?sica de Sau?de quanto com o Nu?cleo de Apoio a? Sau?de da Fami?lia (NASF) sobre as necessidades dessa fami?lia procurando ter resolutividade em cada ac?a?o planejada. Apo?s isso, foi construi?do um PTS individual para o indivi?duo que toda a equipe considerou ser o mais vulnera?vel. Resultados e Discussa?o: Foi realizada uma visita domiciliar com a participac?a?o dos doutorandos juntamente com todos os profissionais do NASF integrantes da ac?a?o: nutricionista, educador fi?sico, fisioterapeuta, psico?logo e assistente social. Apo?s ana?lise e discussa?o do caso em estudo, a equipe do NASF po?de intervir em diversos problemas da fami?lia, tais como: o erro na dieta, necessidade de atendimento psicolo?gico, fisioterapia motora, viabilizar transporte das crianc?as deficientes ao centro de reabilitac?a?o e encaminhamento para a neuropediatria. Dessa forma, a partir da realizac?a?o da visita domiciliar foram estabelecidas medidas resolutivas para os principais problemas identificados. Concluso?es: Para a execuc?a?o de um PTS, e? necessa?rio considerar os aspectos organizacionais, subjetivos e sociais, riscos e vulnerabilidades, limites e potencialidades dos sujeitos, discutindo-os com uma equipe interdisciplinar, gerando um conjunto de condutas terape?uticas articuladas, que objetivam um melhor cuidado. A elaborac?a?o de um projeto terape?utico singular representa uma experie?ncia resolutiva dos princi?pios do SUS, pore?m na?o e? costumeiramente colocado em pra?tica e, portanto, necessita de maior incentivo para a execuc?a?o real e rotineira daquilo que e? mostrado na teoria. 

 

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Publicado

14-03-2017

Como Citar

MACEDO, C. S.; BRANDA?O, I. C. A.; LEAL, J. A. de D.; JU?NIOR, L. G. de O.; CORTEZ, L. R.; HONO?RIO, M. L. P.; NUNES, V. M. de A.; LEITE, V. M. C.; SOUZA, Y. A. de. ELABORAC?A?O DE UM PROJETO TERAPE?UTICO SINGULAR PARA UMA FAMI?LIA DE ALTO RISCO EM UMA UNIDADE BA?SICA DE SAU?DE, MACAI?BA - RN: RELATO DE EXPERIE?NCIA. Revista Extensão & Sociedade, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 51–66, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/extensaoesociedade/article/view/11599. Acesso em: 2 out. 2022.

Edição

Seção

Artigos