ALTERAÇÕES AUDITIVAS EM RESPIRADORES ORAIS

  • Leilane Maria de Lima
  • Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento
  • Karla Maria Xavier de Menezes
  • Denise Costa Menezes

Resumo


Introduçáo: A audiçáo é o sentido responsável por captar as informações sonoras que nos rodeiam. Alterações de orelha média e consequente perda auditiva podem ser também causadas por uma mudança no modo respiratório. A respiraçáo oral ocorre quando o indivíduo substitui a funçáo respiratória do nariz pela boca. Esse desvio do padráo respiratório pode provocar alterações no crescimento e desenvolvimento do homem, como alterações posturais, problemas nutricionais alteraçáo na mastigaçáo, na deglutiçáo, na fonoarticulaçáo, e na audiçáo. Com a hipotensáo da musculatura do sistema estomatognático no respirador oral, poderá náo haver o fechamento do óstio faríngeo da tuba auditiva e assim ocorrer a passagem de líquidos para a orelha originando alterações de orelha média. Portanto, o respirador oral pode apresentar alterações na tuba auditiva, levando ao surgimento de otites com diminuiçáo da audiçáo, dificultando seu desenvolvimento linguístico e educacional. Objetivo: Investigar a ocorrência de alterações audiológicas em respiradores orais. Métodos: O estudo foi realizado com 21 crianças respiradoras orais de 4 a 12 anos de idade, vinculadas aos ambulatórios de Alergologia do Hospital das Clínicas de Pernambuco e de Audiologia do curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Pernambuco. Foram realizadas meatoscopia, audiometria tonal e imitanciometria. A meatoscopia foi feita anteriormente à audiometria e imitanciometria para identificar se havia alguma alteraçáo na orelha externa que pudesse interferir na execuçáo dos exames. Na audiometria tonal, as crianças foram expostas a estímulos sonoros nas frequências de 250, 500, 1000, 2000, 4000 e 8000Hz para determinaçáo dos seus limiares auditivos. Na imitanciometria, foi colocada, na orelha do paciente, uma sonda revestida por uma oliva de borracha macia para avaliar a funçáo do sistema tímpano ossicular. Resultados: Verificou-se perda auditiva condutiva de grau leve bilateralmente em 23,81% (N=5) dos casos. Na análise imitanciométrica, observou-se uma maior ocorrência de timpanograma do tipo A (62,50% N=25) seguida das curvas tipo B (17,50% N=7), tipo C (17,50% N=7) e tipo Ad (2,50% N=1). Uma das crianças estudadas apresentava dor e secreçáo em ambas as orelhas estando impossibilitada de realizar a imitanciometria. Conclusáo: Foi possível verificar que a respiraçáo oral pode ser um importante fator desencadeante para perda auditiva.
Palavras-chave: Respiraçáo oral; Perda auditiva; Crianças

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Publicado
21-09-2011
Como Citar
LIMA, L. M. DE; NASCIMENTO, G. K. B. O.; MENEZES, K. M. X. DE; MENEZES, D. C. ALTERAÇÕES AUDITIVAS EM RESPIRADORES ORAIS. Revista Extensão & Sociedade, v. 2, n. 3, 21 set. 2011.