SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO: ETIOLOGIA, FISIOPATOLOGIA E INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA

  • Giorvan Anderson dos Santos Alves
  • Hertha Maria Costa Tavares de Albuquerque
  • Jully Anne Soares de Lima
  • Raí­sa Coutinho Vitcel

Resumo


O sono é um elemento imprescindível para manter a homeostase corporal e recuperar as energias perdidas ao longo do dia. Por esta funçáo torna-se necessário estudar os distúrbios respiratórios que o acometem (ronco e apnéia obstrutiva do sono), uma vez que esses distúrbios interferem de modo negativo na vida dos indivíduos levando a um comprometimento da qualidade de vida. Objetivo: Demonstrar os fatores etiológicos, sinais e sintomas e a fisiopatologia da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono, relacionando à efetividade da intervençáo fonoaudiológica nesses casos clínicos, encontrados na literatura. Métodos: Foi realizada uma revisáo de literatura sobre a SAOS durante os anos de 1999 e 2010, em periódicos nacionais e internacionais (Jornal Brasileiro de Pneumologia, Revista CEFAC, Revista da Associaçáo Médica Brasileira, Brazilian Jounal of Otorhinolaryngology, entre outros). Resultados: Como sinais e sintomas foram encontrados os variados aspectos entre períodos diurnos e noturnos, incluindo sonolência, engasgos, cefaléia matinal, insônia noturna, cansaço, déficit de memória, atençáo e aprendizado, sintomas depressivos, dentre outros. Alguns fatores etiológicos podem contribuir para o desencadeamento e/ou agravamento da SAOS: obesidade, sexo, história familiar, obstruçáo nasal, língua volumosa, palato mole posteriorizado, desvio acentuado de septo nasal, hipertrofia exagerada de conchas nasais, hipertrofia de tonsilas palatinas e tonsilas faríngeas, malformações craniofaciais, espessamento exagerado das paredes da orofaringe, macroglossia, comprimento exagerado da úvula, polipose generalizada das fossas nasais de natureza alérgica ou infecciosa, hipoplasia de maxila ou mandíbula e alargamento do véu palatino. Em relaçáo à fisiopatologia, a SAOS é caracterizada por colapso, que pode ocorrer devido a alterações morfológicas da VAS, alterações anatômicas das estruturas faciais e do tônus neuromuscular. Conclusáo: Os estudos comprovam uma evoluçáo significativa após terapia miofuncional em pacientes com SAOS moderada, desenvolvendo uma melhora de forma objetiva na polissonografia, diminuindo a intensidade e a freqüência do ronco, com a minimizaçáo do grau de sonolência diurna e aumento na qualidade do sono, bem como da efetividade das funções estomatognáticas.

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Publicado
14-09-2011
Como Citar
ALVES, G. A. DOS S.; ALBUQUERQUE, H. M. C. T. DE; DE LIMA, J. A. S.; VITCEL, R. C. SÍNDROME DA APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO: ETIOLOGIA, FISIOPATOLOGIA E INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA. Revista Extensão & Sociedade, v. 2, n. 3, 14 set. 2011.