PARÓDIA E PARATAXE NO CATATAU DE PAULO LEMINSKI

  • Francisco Fábio Vieira Marcolino
Palavras-chave: Paulo Leminski, Catatau, parataxe, paródia

Resumo


Este artigo faz uma leitura do livro Catatau de Paulo Leminski, publicado em 1975. O romance é articulado a partir de uma hipótese histórica que náo aconteceu, ainda que possível, a vinda do matemático, filósofo e físico René Descartes (1596-1650) ao Brasil durante o domínio holandês no século XVII. Apoiamos nossa leitura na paródia (“canto paralelo”) e na carnavalizaçáo do referente histórico (Mikhail Bakhtin); além da parataxe ou sintaxe por justaposiçáo de termos e de idéias (Ernest Fenollosa; Haroldo de Campos). Dessa maneira, ao executar desvio no eixo histórico e na organizaçáo sintática da prosa, o texto introduz deslocamentos perceptivos ao inverter a orientaçáo lógico-discursiva pelo método analógico-ideogrâmico. O “romance-ideia” Catatau se insere na prosa de invençáo produzida na segunda metade do século XX, caracterizada pela ruptura e hibridizaçáo dos gêneros.

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Publicado
09-07-2012
Como Citar
MARCOLINO, F. F. V. PARÓDIA E PARATAXE NO CATATAU DE PAULO LEMINSKI. Revista Odisseia, n. 6, 9 jul. 2012.
Edição
Seção
Artigos