A ABOLIÇÃO DA MORTE NA MODERNIDADE

Autores

  • Luís Cláudio Ferreira Silva

Palavras-chave:

Existencialismo, Modernidade, Capitalismo, Morte

Resumo

Certeza única que se tem na vida, a morte é um assunto afastado das rodas sociais, tornou-se um tabu, e procura-se, o menos possível, falar ou pensar nela. Diz-se que o maior dos sonhos dos seres humanos é viver eternamente, ou seja, banir a morte. Eliminá-la seria o maior dos feitos humanos. Contudo, algumas culturas, como a mexicana, por exemplo, cultuam a morte e tem pensamentos que diferem daqueles do senso comum moderno. Algumas sociedades ao longo do tempo também tiveram uma relaçáo mais próxima com ela: aceitaçáo. Os filósofos existencialistas, notadamente Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger afirmam que só perante a morte é que o ser humano elucida a vida. Entretanto, imagina-se, por um instante, como a sociedade moderna reagiria com o fim da morte, e consequentemente, com a vida eterna na terra. Seria um presente divino, como a humanidade sempre sonhou ou uma catástrofe total, visto que o ser - humano perderia aquilo que lhe fazia dar valor à vida como diziam os existencialistas? Nos romances As Intermitências da Morte de José Saramago, e A Desintegraçáo da Morte de Orígenes Lessa, a morte é abolida. Como a sociedade, baseada no capitalismo, conseguiria suportar uma superpopulaçáo? Haveria lugar para todas as pessoas? Quais os problemas que tal fato causaria na sociedade? O ser humano estaria preparado para viver eternamente? Sáo questões que se propõe responder no presente trabalho.

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Publicado

09-07-2012

Como Citar

FERREIRA SILVA, L. C. A ABOLIÇÃO DA MORTE NA MODERNIDADE. Revista Odisseia, [S. l.], n. 6, 2012. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/odisseia/article/view/2066. Acesso em: 26 set. 2022.

Edição

Seção

Artigos