A TELESSAÚDE COMO FERRAMENTA NA EDUCAÇÃO CONTINUADA PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER INFANTOJUVENIL

Autores

  • MARIANA Boulitreau Siqueira Campos Barros UFPE/CAV
  • Débora Rafaelly da Silva Vicente UFPE
  • Magaly Bushatsky UPE e HUOC
  • Débhora Ísis Barbosa e Silva NUTES/UFPE
  • Natália Maria Penha Coutinho NUTES/UFPE
  • Vera Lúcia Lins de Morais HUOC/GAC-PE
  • Paula Rejane Beserra Diniz UFPE
  • Jocastra Bispo de Santana UFPE
  • Raul Antônio Morais Melo UPE
  • Magdala de Araujo Novaes UFPE/NUTES/HC

DOI:

https://doi.org/10.18816/r-bits.v7i4.12429

Resumo

RESUMO

INTRODUÇÃO: O câncer infantojuvenil vem se apresentando como a segunda causa de óbito na população entre 0 e 19 anos no Brasil, atrás apenas das causas externas. As tecnologias de informação e comunicação, especificamente, a telessaúde, revela-se uma mola propulsora na triagem de suspeitas de neoplasias malignas, além de promover a integração da equipe da atenção primária à saúde e a do centro de referência, diminuindo distâncias, e promovendo educação continuada igualitária.

OBJETIVO: Associar os resultados do pré e pós-testes e descrever as teleconsultorias enviadas após a intervenção do projeto FIQUE ATENTO: PODE SER CÂNCER: A telessaúde como ferramenta para a suspeição precoce do câncer infantojuvenil, realizado com profissionais da atenção primária à saúde em Recife-Pernambuco.

MÉTODO: Trata-se de um estudo quase-experimental sem grupo controle, descritivo, com abordagem quantitativa. Realizado nos anos de 2015 e 2016, a partir da análise de dados secundários da Plataforma de Telessaúde HealthNET da RedeNutes, do Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Pernambuco. Utilizou-se o software EpiInfo 7.2 como suporte estatístico para o cálculo das frequências absolutas e relativas, assim como para as medidas de associação. Adotou-se o p-valor menor que 0,05 para o cálculo de significância estatística. O projeto foi aprovado sob o número do CAAE 50707515.7.0000.5208.

RESULTADOS: Os profissionais, após a intervenção, mostraram maior desenvolvimento com relação aos conhecimentos obtidos sobre epidemiologia (p<0,001), e sinais e sintomas das neoplasias infantojuvenis (p<0,001). Foram geradas oito teleconsultorias com tempo médio de resposta de 53,32 horas, em que 50% (4) foram casos clínicos e tiveram seus encaminhamentos qualificados, e nenhum precisou ser regulado à unidade de referência.

CONCLUSÃO: A telessaúde mostra-se como uma ferramenta com potencial de educação permanente, contribuindo para o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, aumentando as chances de cura e sobrevida.

 

Palavras-chave: Saúde da Criança; Saúde do Adolescente; Neoplasias; Telessaúde; Atenção primária à saúde.

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Biografia do Autor

MARIANA Boulitreau Siqueira Campos Barros, UFPE/CAV

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade de Pernambuco (2008) e mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Pernambuco (2014). Atualmente é professor Assistente da Universidade Federal de Pernambuco e assistente de pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco, atuando principalmente nos seguintes temas: atenção primária à saúde, saúde coletiva, epidemiologia, telessaúde, educação em saúde, neoplasia em crianças e adolescentes.

 

Débora Rafaelly da Silva Vicente, UFPE

Discente de Enfermagem da Universidade Federal de Pernambuco. 

Magaly Bushatsky, UPE e HUOC

Docente de enfermagem da Universidade de Pernambuco e coordenadora da residência em enfermagem em oncologia pelo HUOC..

Débhora Ísis Barbosa e Silva, NUTES/UFPE

Especialização em Residência em Enfermagem em Pneumologia pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira , Brasil(2016)
Enfermeira da Educação Permanente do Hospital Otávio de Freitas , Brasil.

Natália Maria Penha Coutinho, NUTES/UFPE

Mestrado em Integrado em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Pernambuco, Brasil(2014). Enfermeira da Universidade Federal de Pernambuco, Brasil.

Vera Lúcia Lins de Morais, HUOC/GAC-PE

Médica pediatra do Hospital Universitário Oswaldo Cruz –PE

Paula Rejane Beserra Diniz, UFPE

Doutorado em Neurologia pela Universidade de São Paulo, Brasil(2011)

Membro permanente da PósNeuro da Universidade Federal de Pernambuco , Brasil. 

Jocastra Bispo de Santana, UFPE

Enfermeira especialista em enfermagem oncológica pelo Programa de Residências da Secretaria Estadual de Pernambuco, mestranda do Programa de Pós Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente (POSCA) da Universidade Federal de Pernambuco.

Raul Antônio Morais Melo, UPE

Doutor em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto ( FMRP/USP). 

Magdala de Araujo Novaes, UFPE/NUTES/HC

É professora associada de Informática em Saúde do Departamento de Medicina Clínica e docente do Curso de Medicina da UFPE. Fundadora e coordenadora do Grupo de Pesquisa de Tecnologias da Informação em Saúde (TIS) e do Núcleo de Telessaúde (NUTES) da UFPE - Unidade de eSaúde do Hospital das Clínicas. Graduada em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 1987 (Brasil). Doutora em Bioinformática pela Université D´Aix-Marseille II (França), Centre National de la Recherche Scientifique em 1993, especializada em informática aplicada às organizações pela Université de Montpellier I (França). Áreas de atuação: tecnologias da informação e das comunicações em saúde, informática clínica, informática na saúde pública, saúde movel (mHealth), informática na educação médica. Coordena e desenvolve projetos no NUTES com ênfase em telessaúde na atenção primária e na saúde mental. É membro do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia da UFPE, e co-orienta trabalhos nas pós-graduações de Ciência da Computação e Neuropsiquiatria. É pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Psiquiatria do Desenvolvimento para Infância e Adolescência (INPD), membro titular da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), membro do Comitê Assessor da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) da Rede Nacional de Pesquisa (RNP). Eleita a pessoa mais influente em saúde digital da América Latina pela HealthXL Awards em 2014, graças ao seu trabalho como coordenadora do Núcleo de Telessaúde (NUTES), e eleita uma das 100 pessoas mais influentes na saúde durante a Feira Hospitalar em 2015.

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Publicado

20-04-2018

Como Citar

Barros, M. B. S. C., Vicente, D. R. da S., Bushatsky, M., e Silva, D. Ísis B., Coutinho, N. M. P., de Morais, V. L. L., Diniz, P. R. B., de Santana, J. B., Melo, R. A. M., & Novaes, M. de A. (2018). A TELESSAÚDE COMO FERRAMENTA NA EDUCAÇÃO CONTINUADA PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER INFANTOJUVENIL. Revista Brasileira De Inovação Tecnológica Em Saúde - ISSN:2236-1103, 7(4). https://doi.org/10.18816/r-bits.v7i4.12429

Edição

Seção

Artigos Originais