ANÁLISE MULTITEMPORAL EM ÁREAS DE NASCENTE NA ZONA URBANA DE IGUATEMI (MS)

Resumo

Áreas úmidas são ecossistemas muito importantes para preservação da água e da vida, fornecendo diversos serviços ecossistêmicos. São ambientes frequentemente associados a áreas de nascentes, com espécies e outras características bastante particulares. Esse trabalho objetivou analisar as áreas úmidas na região urbana de Iguatemi (MS) quanto aos tipos de nascentes e as alterações sofridas pelas ações antrópicas durante o período de 1985 e 2017. Para tanto, foram realizadas técnicas de delimitação de bacia hidrográfica utilizando imagens de radar SRTM, bem como uma análise multitemporal a partir da fotointerpretação da refletância das bandas espectrais. Para as análises foram utilizadas imagens disponibilizadas gratuitamente, bem como softwares livres e gratuitos. Foi possível confirmar que as nascentes presentes na área são do tipo perene, ou seja, nunca secam. Além disso, as análises multitemporais permitiram identificar alterações no uso da área e consequentemente na preservação da área úmida, com mudanças geradas principalmente pelo plantio comercial de eucalipto. Considerando a importância econômica, social e ecológica das áreas úmidas, sugere-se a conservação dessa área.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Darlene Gris, Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá - IDSM

Bióloga, Doutora em Ecologia e Conservação pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (2013-2017). Mestre em Conservação e Manejo de Recursos Naturais pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2010-2012). Foi bolsista técnica do Herbário da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, pela Fundação Araucária (2012-2013). Pesquisadora de Pós Doutorado no Programa Pós-Graduação em Tecnologias Ambientais (PGTA-FAENG-UFMS) (2017-2019). Atualmente é Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Tem experiência em ecologia florestal, fitossociologia, inventários florestais, ecologia química, dendroecologia e monodominância em florestas tropicais. 

Helen Rezende de Figueiredo, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (2006). , Mestrado em Biotecnologia pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB, atualmente Doutora pelo Programa de Pós- graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS. Pós-doutorado no Programa de Pós- graduação em Tecnologias Ambientais. Atua na área da saúde com epidemiologia (leishmaniose, dengue e toxoplasmose) com ênfase ambiental. Atuando principalmente nos seguintes temas: área úmida, ciências ambientais, geoprocessamento, sensoriamento remoto e índices espectrais. 

Antonio Conceição Paranhos Filho, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS

É Professor Titular da UFMS. Geólogo pela UFPR (1991), possui Mestrado (1996) e Doutorado (2000) em Geologia Ambiental pela UFPR - Foi Bolsista CAPES de Doutorado Sanduíche na Universidade de Siena (Itália, em Sistemas de Informação Geográfica e Cartografia Digital). Desenvolveu seu estágio de Pós-Doutorado no IGc da USP (2011 - bolsista PDS-CNPq) onde também obteve sua Livre Docência em 2015. É orientador de Mestrado e Doutorado. Atualmente coordena o LabGis - Laboratório de Geoprocessamento para Aplicações Ambientais da FAENG-UFMS. Atua e já atuou em colegiados de programa de pós-graduação, bem como de graduação, além de já ter atuado na administração universitária (Coordenação do PIBIC Institucional. Coordenador de Pesquisas da PROPP-UFMS, entre outros). Tem atuado como Consultor ad hoc para o CNPq, CAPES, FAPs e várias revistas científicas. Possui experiência em Geotecnologias aplicadas às Geociências, à Saúde e ao Meio Ambiente, com ênfase em Geologia Ambiental.

Publicado
30-09-2020
Como Citar
GRIS, D.; FIGUEIREDO, H. R. DE; PARANHOS FILHO, A. C. ANÁLISE MULTITEMPORAL EM ÁREAS DE NASCENTE NA ZONA URBANA DE IGUATEMI (MS). Revista de Geociências do Nordeste, v. 6, n. 2, p. 155-165, 30 set. 2020.
Seção
Artigos