CAMINHAR PARA SENTIR
Caminhografias iniciais na formação em Arquitetura e Urbanismo
DOI:
https://doi.org/10.21680/2448-296X.2026v11n2ID41260Palavras-chave:
caminhografia urbana, formação em arquitetura, ensino de urbanismo, percepção ambiental, percepto, afectoResumo
Este artigo discute os resultados de uma experiência didática com estudantes do primeiro semestre de Arquitetura e Urbanismo (UFPel), na disciplina Teoria e História I: Arquitetura e Urbanismo na Contemporaneidade. A atividade utilizou a caminhografia urbana como estratégia formativa para estimular observações atentas do cotidiano, registradas em relatos e fotografias. Nossa análise mostra que o deslocamento atento permite leituras sensíveis do território, mobilizando tanto a percepção espacial tradicional quanto dimensões mais intensas — perceptos e afectos (Deleuze e Guattari). Os resultados apontam o potencial pedagógico do método para formar um olhar crítico, sensível e ético na arquitetura e urbanismo.
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