Festa de São Bernardo, “do Maranhão à matriz”

r-existência na pandemia

Autores

  • Sylvana Marques da Silva Doutoranda em Ciências Sociais /UFRN - Bolsista Capes. http://orcid.org/0000-0002-5839-4562
  • Thiago Pereira Lima Universidade Federal do Maranhão
  • Mateus Sá Barreto Barros Universidade Federal do Maranhão
  • Maria do Amparo Souza dos Santos Universidade Federal do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.21680/2357-8211.2022v10n2ID26314

Resumo

O artigo é resultado do exame das estratégias de reorganização da tradicional festa de São Bernardo/MA. Face a diretrizes governamentais e eclesiais direcionadas pelas medidas de isolamento social impostas à população em decorrência da pandemia causada pelo Coronavírus (SARS-CoV-2), a festa do padroeiro, que movimenta de modo intenso a cidade de São Bernardo, em âmbito sociopolítico e econômico, foi comprometida. Neste contexto de mortes e incertezas, a fé torna-se uma defesa, reforçada com a reunião dos fieis nas celebrações. Parte-se do construcionismo para análise das observações etnográficas e netnográficas nos ambientes investidos para a produção do evento. No processo organizacional, a inserção em uma realidade velozmente foi adotada e engendrada na vivência dos devotos, reconfigurando o principal sistema de representação local da interação da fé católica: a Festa Tradicional de São Bernardo. As transformações ocorridas foram centrais para o arranjo dos laços e a permanência do evento enquanto poder estruturante, produzindo um cenário de r-existência da dinâmica festiva.

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Biografia do Autor

Sylvana Marques da Silva, Doutoranda em Ciências Sociais /UFRN - Bolsista Capes.

Doutoranda em Ciências Sociais (UFRN), Mestre em Turismo (UFRN), Especialista em Gestão e Estratégia de Marketing (FIJ), Bacharel em Turismo (FACEX), Graduanda em Ciências Sociais (UFRN)

Thiago Pereira Lima, Universidade Federal do Maranhão

Doutor em Políticas Públicas pelo Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (Conceito 6), Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Mestre em Ciências Sociais, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, UFMA. Especialista em Meio Ambiente e Recursos Aquáticos pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Graduado em Geografia pela UFMA e em História pela UEMA. É professor adjunto classe C em regime de dedicação exclusiva da Universidade Federal do Maranhão - Campus São Bernardo - do Curso de Licenciatura em Ciências Humanas - Sociologia. Principais temas de interesse: História do pensamento e Epistemologias da Geografia, Ensino de Geografia, Estudos Feministas e de Gênero, Tráfico de Mulheres, Estado e Políticas Públicas, Movimentos Sociais, Religião e Religiosidades e estudos sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Mateus Sá Barreto Barros, Universidade Federal do Maranhão

Professor Adjunto do Curso de Turismo da Universidade Federal do Maranhão Campus São Bernardo. Doutor em Ciências pelo Programa de Pós-graduação Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da Universidade de São Paulo-USP; mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pelo Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal de Pernambuco-UFPE; graduado em Turismo pela Universidade Tiradentes-UNIT. 

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Publicado

06-06-2022

Como Citar

DA SILVA, S. M.; THIAGO PEREIRA LIMA; BARRETO BARROS, M. S.; SOUZA DOS SANTOS, M. do A. Festa de São Bernardo, “do Maranhão à matriz”: r-existência na pandemia. Revista de Turismo Contemporâneo, [S. l.], v. 10, n. 2, 2022. DOI: 10.21680/2357-8211.2022v10n2ID26314. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/turismocontemporaneo/article/view/26314. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos