A COMUNIDADE QUILOMBOLA DE RAÍZ EM MINAS GERAIS: SISTEMAS IMPORTANTES DO PATRIMÔNIO AGRÍCOLA MUNDIAL

  • Thiago Rodrigues Tavares Doutorando em História no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Juiz de Fora. Mestre em Ciência da Religião pela UFJF. https://orcid.org/0000-0002-5798-4325
  • Vanessa Gomes de Castro Doutora e Mestre em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCSO/UFJF). https://orcid.org/0000-0002-8281-4491
  • Andreia Ferreira dos Santos Graduanda em Licenciatura em Educação no Campo – Linguagens e Códigos, na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. https://orcid.org/0000-0001-8203-3022

Resumo

No ano de 2020, o sistema de agricultura tradicional das apanhadoras e apanhadores de flores sempre-vivas, na Serra do Espinhaço Meridional, em Minas Gerais, tornou-se o primeiro patrimônio agrícola mundial presente no Brasil. O reconhecimento internacional foi concedido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), através do certificado de “Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial” (SIPAM). Diante disso, esse artigo tem como objetivo apresentar os aspectos sociais, a tradição cultural e a agrobiodiversidade presentes na Comunidade Quilombola de Raíz, situada na cidade de Presidente Kubitschek, Minas Gerais, uma das comunidades tradicionais da Serra do Espinhaço, agraciadas com o reconhecimento da FAO. Esse artigo também visa discutir os impactos comunitários desta certificação. Para tanto, a metodologia consiste em revisão de literatura, observação participante e história oral. Conclui-se que o reconhecimento da FAO proporcionou maior visibilidade aos modos de vida, às lutas sociais e aos produtos artesanais e alimentares do grupo.

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Publicado
02-12-2021
Como Citar
TAVARES, T. R.; CASTRO, V. G. DE; SANTOS, A. F. DOS. A COMUNIDADE QUILOMBOLA DE RAÍZ EM MINAS GERAIS: SISTEMAS IMPORTANTES DO PATRIMÔNIO AGRÍCOLA MUNDIAL. Vivência: Revista de Antropologia, v. 1, n. 57, 2 dez. 2021.
Seção
Fluxo Contínuo/Continuous Flow