Indicadores de desenvolvimento sustentável das mesorregiões catarinenses: uma análise comparativa

Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável. Indicadores de Sustentabilidade. Mesorregiões.

Resumo

Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar o desempenho sustentável das mesorregiões catarinenses a partir dos indicadores de desenvolvimento sustentável propostos pela Federação Catarinense de Municípios (FECAM).

Metodologia: Para analisar do desempenho sustentável das mesorregiões catarinenses, realizou-se uma pesquisa descritiva, documental e com abordagem quali-quantitativa. A amostra do estudo compreendeu as seis mesorregiões do estado de Santa Catarina, a saber, Serrana, Norte Catarinense, Oeste Catarinense, Sul Catarinense, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis. Os dados do Índice de Desenvolvimento Municipal Sustentável - IDMS foram coletados no site da FECAM e compreendem o ano de 2018. A análise considerou as técnicas da estatística descritiva e da correlação.

Resultados: Os resultados revelam um estado formado por 5 mesorregiões que possuem um desempenho sustentável considerado mediano-baixo, e 1 mesorregião com um desempenho sustentável mediano, a qual consiste na mesorregião do Vale do Itajaí cujo IDMS foi de 0,625. Esse resultado está refletido, de modo geral, nos baixos índices de gestão ambiental, dinamismo econômico e distribuição de riqueza, demonstrando que as dimensões Econômica e Ambiental merecem atenção por parte dos gestores públicos municipais, pois ficaram localizadas entre as faixas Médio baixa e Baixa de desenvolvimento sustentável. Nenhuma das quatro dimensões, nem o IDMS consolidado das mesorregiões catarinenses classificam-se com desempenho sustentável considerado Alto ou Médio alto. De modo geral, houve leve piora no desenvolvimento das mesorregiões entre 2016 e 2018.

Contribuições do Estudo: Com a avaliação do desenvolvimento sustentável das mesorregiões, o estudo contribui com a literatura acerca dos sistemas de indicadores a nível regional e para o desenvolvimento regional sustentável permitindo a compreensão do processo de desempenho sustentável dos municípios que compõe essas mesorregiões, além de possibilitar o acompanhamento e a comparabilidade desse desempenho. O estudo também contribui para a implantação da gestão com foco em resultados, que é a principal indicação da nova gestão pública, cuja ênfase incide sobre o uso eficaz da informação.

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Biografia do Autor

Luana Caroline da Silva, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Santa Catarina (2016). Foi bolsista de Iniciação Científica na Universidade Federal de Santa Catarina, no período 2015/2016. Atualmente é mestranda em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Controladoria e Governança, linha de pesquisa Controle de Gestão e Avaliação de Desempenho.

Fabricia Silva da Rosa, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999), mestrado e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002), realizou doutorado sanduíche em Contabilitad pela Universitat de València (2011) e pós-doutorado em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina por meio do programa CAPES/PNPD (2012). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina. Atua como Editora Adjunta da Revista Contemporânea de Contabilidade da UFSC/Br, e Editora Associada da Revista de Contabilidad y Negócio da PUC/Perú. Tem experiência em Ciências Contábeis, atuando nos seguintes temas: contabilidade pública, contabilidade ambiental de cidades, custos no setor público, transparência e gestão fiscal.

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Publicado
03-01-2020
Como Citar
SILVA, L. C. DA; SILVA DA ROSA, F. Indicadores de desenvolvimento sustentável das mesorregiões catarinenses: uma análise comparativa. REVISTA AMBIENTE CONTÁBIL - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - ISSN 2176-9036, v. 12, n. 1, p. 273-294, 3 jan. 2020.
Seção
Seção 2: Contabilidade Aplicada ao Setor Público e ao Terceiro Setor (S2)