Uno nunca regresa como sale: a viagem das palenqueras com os doces

  • Maíra Samara Freire Universidade Federal do Rio de Janeiro
Palavras-chave: raça, trabalho, palenqueras, deslocamentos

Resumo


Esse artigo resulta de uma etnografia no período vivenciado com sete mulheres negras oriundas de San Basilio de Palenque, que em função de sua atividade laboral com doces, estavam em Bucaramanga, cidade localizada em Santander, Colômbia. Nesse trabalho procuro entender sua agência social e os desdobramentos dessa experiência. A tentativa é a de acompanhar o movimento das mulheres em circulação com os doces, e assim pensar nos fluxos, nos deslocamentos, nas interações e nos significados desta atividade em termos das relações de gênero, trabalho, raça e classe social apontando o comércio como o lugar da experiência de luta, de trabalho e de sobrevivência da mulher negra na diáspora africana.

 

Palavras-chave: palenqueras; raça; trabalho; antropologia das relações raciais;

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Biografia do Autor

Maíra Samara Freire, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Samara Freire é doutora em Antropologia Social pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ-2018), mestre em Antropologia Social (UFRN-2012), graduada em Ciências Sociais (UFRN-2006). Tem experiência na área de Antropologia das Populações Afro-americanas, atuando nos seguintes temas: relações raciais, juventude, famílias negras, articulações entre raça, gênero e trabalho. Realizou pesquisas etnográficas e consultoria antropológica com populações e povos tradicionais no Brasil e na Colômbia.  É pesquisadora associada ao NUSEX (Núcleo de Estudos em Corpos, Gêneros e Sexualidade), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Membra do comitê Antropólogos/as Negros/as da ABA (Associação Brasileira de Antropologia).

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Publicado
27-02-2020
Como Citar
FREIRE, M. S. Uno nunca regresa como sale: a viagem das palenqueras com os doces. Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, v. 7, n. 12, p. 1-35, 27 fev. 2020.