Ao longo das últimas décadas, as aceleradas transformações socias que levaram a novas configurações globais contemporâneas resultaram em uma ampliação das experiências e situações possíveis de deslocamento, fluxo, mobilidade e migração. Com a consolidação de novos modos de circulação de pessoas, ideias e mercadorias, a própria noção de fronteira tem se complexificado, tanto em sua dimensão espacial, quanto temporal e subjetiva. Se por um lado esta pode parecer fluída e invisível diante da ideia de um mundo globalizado, por outro, os muros e as cercas, físicos, políticos e sociais seguem existindo para nos lembrar da necessidade de reflexões sobre os deslocamentos entre as fronteiras e os efeitos desses trânsitos na construção das subjetividades da/os sujeitas/os contemporâneos.  Considerando esses trânsitos como práticas de agenciamentos possíveis que oportunizam a formação de novas relações sociais, nos interessa tratar dos deslocamentos das mulheres e LGBTIs como sujeita/os dos processos contemporâneos de transformação social do mundo globalizado e refletir sobre como os processos migratórios, os trânsitos, as mobilidades e os fluxos podem permitir enquadrar o protagonismo de sujeitos marginais nos processos contemporâneos de circulação global de ideias, pessoas e produtos.

Publicado: 31-01-2020

Apresentação do Dossiê