Uso do desenho como ferramenta de percepção e transmissão

Construção social do Mercado Público de Pelotas (RS).

  • Tanize Machado Garcia Universidade Federal de Pelotas
  • Daniele Borges Bezerra Universidade Federal de Pelotas
Palavras-chave: Antropologia Urbana, Antropologia VIsual, Desenho, Mercado Público de Pelotas, Escritura Antropoética

Resumo

Este artigo apresenta a contribuição do desenho para a apreensão da construção social dos espaços do Mercado Público de Pelotas (RS) e para a instrumentalização científica poético-narrativa em antropologia visual. A análise parte de uma audiência pública, ocorrida em 2017, em que múltiplos atores a partir do conflito, negociaram a utilização do local para eventos musicais. Como ferramenta nessa situação de pesquisa, o desenho em antropologia urbana, permitiu apreender diferentes perspectivas, usos e significados socioculturais atribuídos ao patrimônio cultural. Assim, as imagens desenhadas pela pesquisadora, anexadas à malha do texto, habitam as páginas como os territórios da cidade são habitados pelos citadinos em seus fluxos.

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Biografia do Autor

Daniele Borges Bezerra, Universidade Federal de Pelotas

Pós-Doutoranda em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia- UFPel. Doutora em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas- UFPEL. Mestra em Memória Social e Patrimônio Cultural (2014). Possui Especialização em Saúde Pública (2004). Especialização em Saúde Mental Coletiva (2003)- Residência Multiprofissional em Saúde (ESP/RS). Graduação em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pelotas (2002). Atua nos projetos de pesquisa: - Grupo de Pesquisas Interdisciplinares em Memória e Patrimônio (UFPeL); -Antropoéticas, vinculado ao Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e do Som (LEPPAIS- UFPel); - Patrimônio em Lugares de Sofrimento (GPLS- UFPel). Possui experiência nas áreas das Artes, Memória Social e Saúde Mental, dialogando com os seguintes temas: instituições de isolamento, velhice, população em situação de rua, direitos humanos, violência, luta anti-manicomial, poder e governamentalidade.Na tese recebeu conceito A, com louvor. Atualmente é professora substituta no departamento de Antropologia da UFPel e coordena o Laboratório de Ensino, Pesquisa e Produção em Antropologia da Imagem e do Som (LEPPAIS- UFPel).

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Publicado
09-06-2020
Como Citar
MACHADO GARCIA, T.; BORGES BEZERRA, D. Uso do desenho como ferramenta de percepção e transmissão. Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, v. 7, n. 13, p. 1-29, 9 jun. 2020.