Corpos dissidentes no espaço universitário

temporalidade, perspectivas e necessidades de mulheres mães universitárias

  • Natália Yolanda de Carvalho Araújo Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Palavras-chave: antropologia urbana; maternagens; mães universitárias; corporalidades; direitos.

Resumo


O artigo discute as maternagens sob a luz das intersecções de raça, classe e geração para problematizar a (r)existência de mulheres mães universitárias e os seus direitos enquanto corpos ocupantes na universidade pública. A ordem social é problematizada numa análise geracional através de entrevistas com cinco mulheres mães que apresentam diferentes recortes interseccionais e experimentam/ram maternagens distintas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, campus Natal. Apesar de específicas e repletas de interseccionalidades que apontam para experiências únicas e diversas, as respectivas histórias de vida encontram similitudes no que se refere a vivências transpassadas pelo amor, vergonha, culpa e medo, trazendo à tona a necessidade da construção de uma universidade cuidadora.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

  • ALVES, Paulo César B; SOUZA, Iara Maria A. Escolha e Avaliação de Tratamento para Problemas de Saúde: considerações sobre o itinerário terapêutico. In: Experiência de doença e narrativa [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 1999.

  • BADINTER, Elisabeth. Um Amor conquistado: o mito do amor materno. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

  • BARROSO, Carmen Lúcia de Melo; MELLO, Guiomar Namo de. O acesso da mulher ao ensino superior brasileiro. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n.15, 1975, p. 47-77, dez. 1975.

  • BUTLER, Judith. Corpos que importam. Tradução de Magda Guadalupe dos Santos e Sérgio Murilo Rodrigues. Sapere Aude, Belo Horizonte, v.6, n.11, p. 12-16, 1. sem. 2015.

  • CAMILA. Entrevista. Realizada pela autora. [nov.2019]. (58m22s). Natal, 2019.

  • CRENSHAW, K. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Estudos Feministas, Florianópolis, 10, n. 1, p. 171-188, jan. 2002.

  • DINIZ, Débora; MEDEIROS, Marcelo; MADEIRO, Alberto. Pesquisa Nacional de Aborto. Ciência & Saúde Coletiva, 22(2), p. 653-660, 2017.

  • DURKHEIM, Émile. Da divisão social do trabalho. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

  • ESTEBAN, Maria Luz. Etnografía, itinerário corporales y cambio social: apuntes teóricos y metodológicos. In: Miren Martínez (Coord.) La materialidad de la identidad. Donostia: Hariadna Editorial, 2008.

  • GILLIGAN, Carol. El daño moral y la ética del cuidado. In: Cuadernos de la Fundació Victor Grífols i Lucas. La ética del cuidado, n. 30, Barcelona, 2013.

  • GUEDES, Moema de Castro. Na medida do (im)possível: família e trabalho entre as mulheres de nível universitário. Tese de doutorado. UNICAMP. São Paulo, 2009.

  • HAYS, Sharon. The Cultural Contradictions of Motherhood. New Haven & London: Yale University Press, 1996.

  • JORGE, Alzira; MOEBUS, Ricardo; SILVA, Rosania. Nas trilhas da usuária Gil. In: Avaliação Compartilhada do cuidado de si em saúde: surpreendendo o instituto nas redes/organização: Laura Camargo M. Feuerwerker, Débora C. Bertussi, Emerson E. Merhy. Rio de Janeiro: Hexis, 2016.

  • KEHL, Maria Rita. Deslocamentos do Feminismo. Rio de Janeiro: Imago, 2008.

  • LÉLIA. Entrevista. Realizada pela autora. [nov.2019]. (49m58s). Natal, 2019.

  • LILIA. Entrevista. Realizada pela autora. [nov.2019]. (52m39s). Natal, 2019.

  • MALÍA. Entrevista. Realizada pela autora. [nov.2019]. (50m43s). Natal, 2019.

  • MARIELLE. Entrevista. Realizada pela autora. [nov.2019]. (1h02m43s). Natal, 2019.

  • MARX. K; ENGELS, F. A ideologia alemã. Trad. Castro e Costa, L.C. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

  • MENDONÇA, Maria Collier de. A Maternidade na Publicidade: uma análise qualitativa e semiótica em São Paulo e Toronto. Tese de Doutorado em Comunicação e Semiótica - PUC/SP, 2014.

  • O'REILLY, Andrea. Matricentric Feminism: Theory, Activism, and Practice. Paperback, Bradford, ON: Demeter Press, 2016.

  • PAUTASSI, Laura. Cuidado y derechos: la nueva custión social. In: Cuadernos de la CEPAL, n. 94, 2010.

  • RICH, Adrienne. Of woman born. Norton & Company Ltd, London. Norton paperback edition published 1986; reissued 1995.

  • RICO, María Nieves; SEGOVIA, Olga. Hacia ciudades cuidadoras. In: ¿Quién cuida em la ciudad?: aportes para políticas urbanas de igualdad. CEPAL, 2017.

  • RUBIN, Gayle. O tráfico de mulheres: notas sobre a “economia política” do sexo. Tradução: Christine Rufino Dabat; Edileusa Oliveira da Rocha; Sonia Corrêa. Recife: Editora SOS Corpo, 1993.

  • SANTOS, Boaventura de Sousa. A universidade no século XXI: para uma reforma democrática e emancipatória da universidade. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

  • SCOTT, Parry. Gerações e famílias: Polissemia, mudanças históricas e mobilidade. Revista Sociedade e Estado, Brasília. 25, n. 2, maio/ago. 2010.

  • VALPASSOS, Carlos Abraão Moura. Narrativas sobre abortos: uma pesquisa sobre segredos. Revista Interseções, Rio de Janeiro. 15, n. 2, p. 463-477, dez. 2013.

Publicado
20-03-2021
Como Citar
ARAÚJO, N. Y. DE C. Corpos dissidentes no espaço universitário. Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, v. 8, n. 14, p. 1-32, 20 mar. 2021.
Seção
Artigos