Velhices e os “sujeitos” das universidades no curso da vida

questionando o juventude-centrismo no ensino superior brasileiro

Autores

  • Delson Ferreira Instituto Federal Goiano - IF Goiano

DOI:

https://doi.org/10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41503

Palavras-chave:

Ensino Superior Brasileiro; Velhices Universitárias; Normatividades e Inclusão; Etnografia; Antropologia do Envelhecimento.

Resumo

Este trabalho realiza uma análise crítica do ensino superior brasileiro, tradicionalmente visto como etapa exclusiva para a juventude e a formação do adulto jovem. A partir de uma etnografia realizada, discute-se as experiências de pessoas com sessenta anos ou mais que ingressam nas Universidades, questionando suas normatividades e concepções instituídas. O estudo examina como as Universidades brasileiras, focadas historicamente na juventude, lidam com a presença de estudantes idosos, especialmente em instituições como a UFG (Universidade Federal de Goiás) e a UnB (Universidade de Brasília), que recebem esses alunos em seus cursos regulares, diferentemente das Universidades Abertas da Terceira Idade, criadas especificamente para atender esse público. São investigados os propósitos das UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) e suas distinções em relação às Universidades tradicionais. Além disso, compara as experiências de estudantes idosos nas UNATI com narrativas etnográficas e revisões a outros/as autores/as, buscando identificar aproximações e diferenças nas vivências relatadas e compreender como essas experiências desafiam ou produzem novas normatividades.

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Publicado

23-06-2026

Como Citar

FERREIRA, Delson. Velhices e os “sujeitos” das universidades no curso da vida: questionando o juventude-centrismo no ensino superior brasileiro. Equatorial – Revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, [S. l.], v. 13, n. 24, p. 1–27, 2026. DOI: 10.21680/2446-5674.2026v13n24ID41503. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/equatorial/article/view/41503. Acesso em: 21 jul. 2026.