Disputar a “memória nacional” a partir dos arquivos negros familiares
Palavras-chave:
Antropologia, Arquivo, Mem´´oria, RaçaResumo
O ensaio visual “Disputar a memória nacional a partir dos arquivos negros familiares” analisa como famílias negras no Brasil pós-abolição preservam memórias por meio de fotografias, cartas e objetos domésticos, constituindo arquivos negros familiares. Esses arquivos, muitas vezes cuidados por mulheres negras, desafiam a narrativa oficial da nação ao revelar histórias de afeto, lazer e cotidiano que escapam às categorias hegemônicas da memória nacional. A partir do estudo dos álbuns da minha própria família, o ensaio explora como essas coleções funcionam como contra-arquivos, espaços de resistência e criação, em que a memória atua como prática política e invenção crítica. Ao articular referências teóricas sobre memória, arquivos e fabulação (Hartman, 2021; Lorde, 2020; Vargas, 2020; González, 2020), o ensaio visual propõe uma reflexão sobre como os arquivos domésticos podem reconfigurar a compreensão da história do Brasil, oferecendo perspectivas de presença, pertencimento e futuro a partir das experiências negras.
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Referências
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