Do alto da torre da matriz, acompanhando a procissão dos mortos

Luís da Câmara Cascudo, o historiador da cidade do Natal

Autores

  • Raimundo Pereira Alencar Arrais UFRN

Palavras-chave:

Câmara Cascudo, Natal

Resumo

Do seu longo percurso intelectual, dedicado a inúmeros domínios consagrados ao conhecimento do homem e da cultura brasileira, Luís da Câmara Cascudo (nascido em Natal, Rio Grande do Norte, no ano de 1898 e falecido na mesma cidade, em 1986) legou uma imagem de polígrafo e intelectual múltiplo. De todas as atividades que praticou, uma das menos conhecidas, pelo menos no plano nacional, é a de historiador. Os frutos extraídos das pesquisas desenvolvidas no solo do Rio Grande do Norte (território privilegiado de sua bibliografia), não forneceram ao historiador, diferente do que sucedeu ao etnógrafo e folclorista, elementos de valor que pudessem ser carreados para esse grande empreendimento intelectual que consistiu em delinear o caráter brasileiro. Com efeito, se pensarmos na perspectiva de um sistema historiográfico brasileiro, ou de uma “república das letras” dos historiadores, é fácil reconhecer que a produção histórica de Cascudo não lhe proporcionou projeção nacional. Cultivando o canteiro limitado da história de uma capital menor na ordem urbana brasileira e de um estado situado na periferia econômica, política e cultural do país, o que ele colheu desse domínio de conhecimento apresenta reduzido interesse para o público que se encontra fora do Rio Grande do Norte.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Raimundo Pereira Alencar Arrais, UFRN

Pós-Doutor pela Universite de La Rochelle – Paris. Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo, USP. Professor do Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN.

Publicado

25-11-2011

Como Citar

ARRAIS, R. P. A. Do alto da torre da matriz, acompanhando a procissão dos mortos: Luís da Câmara Cascudo, o historiador da cidade do Natal. Revista Espacialidades, [S. l.], v. 4, n. 03, p. 01–32, 2011. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/espacialidades/article/view/17737. Acesso em: 6 out. 2022.

Edição

Seção

Dossiê